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violência verbal

Como Reagir a Violência Verbal? Veja Aqui!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Violência Verbal

Olá caro(a) leitor(a)! Violência Verbal

Estou de volta para com os nossos bate-papos sobre relacionamentos violentos, consequências psicológicas e uma infinidade de assuntos correlatos que precisam ser discutidos de maneira delicada e, ao mesmo tempo, firme.

E por falar em firmeza, sabe-se que boa parte das vítimas de violência psicológica apresentam prejuízos em sua autoconfiança e não se sente suficientemente seguro(a) para qualquer enfrentamento a esta situação.

Muitos(as) também se sentem confusos(as), alimentam a esperança em uma possível mudança de comportamento por parte da outra pessoa ou até mesmo acreditam que são dignos(as) de todo sofrimento a(o) qual está submetido(a), pois realmente o(a) vitimizado(a) tem maior capacidade para avaliar a vida da vítima.

E por que estou falando tudo isso que já foi escrito em outros textos? Violência Verbal

Hoje eu venho trazer alguns mecanismos simples de enfrentar a violência principalmente aquela do tipo verbal.

O conteúdo trazido é uma releitura de trechos do livro “Como enfrentar a violência verbal” de Patrícia Evans.

Violência Verbal

Violência Verbal Antes de mais nada, para que você reaja a um contexto violento, é preciso que você o reconheça como tal.

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Violência verbal

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E trago este ponto fundamental uma vez que as vítimas deste tipo de relacionamento costumam negar, minimizar ou mesmo atribuir o comportamento violento do (a) vitimizado (a) a causas externas.

Com isso, muitos (as) não enxergam literalmente o tipo de relação que está ali estabelecida.

Mas para aqueles (as) que reconhecem a situação, trarei algumas premissas básicas que vão servir como suporte e até te fortalecer no enfrentamento a esta situação:

  1. 1.Não seja guiada (o) pelas dúvidas. É comum que muitos (as) acreditem que estão exagerando e que seus sentimentos são inválidos.
  2. Você está sendo alvo de um abuso.
  3. Lembre-se que o (a) vitimizado (a) não está agindo de maneira adulta e racional. Você é a pessoa com maturidade e equilíbrio que pode dar um xeque-mate na situação.
  4. Como o (a) vitimizado (a) é infantil e irracional, não se esqueça que a pessoa violenta está tentando se mostrar superior a você, ter controle sobre a sua vida ou te diminuir para que, de alguma forma, isto a fortaleça e crie um senso de segurança e superioridade.
  5. Uma questão imprescindível: Você não fez nada para provocar isso!
  6. Você pode ter sua saúde física e emocional comprometida devido ao ambiente de abuso.
  7. Mantenha distância do (a) agressor (a) logo após os enfrentamentos.
  8. Durante os seus enfrentamentos, reaja com autoridade e firmeza, demonstre que você está falando sério e que não vai aceitar mais este abuso.
  9. Mantenha-se no presente e fique atento (a) aos seus sentimentos, sentidos e pensamentos. Como você está durante a momento de reação?

Tendo estas premissas como pontos de partida para reagir a estas situações, chegou o momento de abordar o enfrentamento dos principais tipos de ataques verbais que a vítima costuma enfrentar ou os mais comuns em relacionamentos violentos.

Violência Verbal E o primeiro são as críticas, julgamentos, desqualificações e outros mecanismos que ponham em dúvida suas qualidades e desempenho pessoais. 

Além de estar com as premissas que eu citei bem consolidadas, lembre qualquer definição é uma invasão e desrespeito.

Nenhuma pessoa (por mais que você deva obediência a ela principalmente nos ambientes organizacionais) tem o direito de julgar e criticar sua pessoa seja na dimensão que for.

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Violência Verbal Você é um ser humano digno de respeito e dignidade e este tipo de comportamento violento fere de maneira clara estes dois aspectos da sua vida.

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Por isso, ponho aqui algumas sugestões de frases que podem ser emitidas pela vítima: “Não aceito isso”, “Por favor, reserve seus comentários para você.”, ”Pare de me julgar” e “ Basta de críticas! ”

Mas estas frases precisam ser ditas em um tom firme e sereno com um viés de autoridade.

E logo após saia com tranquilidade do campo de ação do (a) vitimizado (a).

E não entre em nenhuma discussão que, possivelmente, o (a) vitimizado (a) queira ensejar.

Lembre-se que você está conservando com uma pessoa infantil e imatura.

Por sua vez, o menosprezo é uma outra categoria muito próxima da comentada acima.

Ela se configura como uma desqualificação ou mesmo negação dos seus sentimentos e da maneira que você é.

Nesta situação, o vitimizado (a) vai apagar suas convicções e, nos casos mais graves, a própria identidade para enxertar aquilo que ela (ele) acredita que é certo ou digno de valor.

Em relação a esta violência, não adiantar solicitar justificativas ou mesmo contestar por que suas palavras serão facilmente contestadas pelo (a) vitimizado (a).

E ele (ela) não vai assumir a responsabilidade por aquilo que diz ou fala. Violência Verbal

Neste caso específico, a vítima deve tentar incutir a responsabilidade pela fala ou atitude violenta ao vitimizado (a).

Assim, você pode reagir com um ar de surpresa e tranquilidade da seguinte maneira: “Ah! Então é nisso que você acredita! “Então é muito possível que ele (ela): ‘’Sim”.

Com esta resposta você pode responder com ar misterioso com a seguinte frase: ”entendo e sinto que você já começou a assumir a responsabilidade por aquilo que fala.”

Trouxe até aqui duas situações e algumas maneiras de reagir.

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Violência Verbal Mas também não tente se valer de outros artifícios ou maneiras de interagir violentas por que você vai estar criando uma verdadeira bola de neve que aumentará cada vez mais.

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Se você se sentir à vontade para falar dos seus sentimentos durante suas reações, prossiga mas tente entender que o (a) vitimizado (a) pode utilizar isto como fonte de ataque.

E trago este ponto por que um dos quesitos fundamentais da comunicação não-violenta é falar sobre seus sentimentos e como você percebe o outro também.

Enfim, peço que estas formas de reagir não fortaleçam o clima de violência, mas que tragam os gestos, as piadinhas sem justificativas e as mudanças bruscas de comportamento para o nível verbal de maneira clara, adulta e serena.

E aí você pode perguntar: como posso reagir a uma pessoa violenta se mal consigo prosseguir minha fala?

Se esta pessoa me interrompe o tempo todo? Violência Verbal

Se literalmente sinto que não tenho espaço naquela relação?

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Violência Verbal Para que você se sinta forte, segura (o) e confiante para reagir, é preciso que você mude e não aguarde que a mudança venha do outro.

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E por fim, se tudo isto que foi posto aqui estiver muito distante ou difícil de colocar em prática, pense e reflita sobre a possibilidade de procurar ajuda profissional de um psicólogo.

Sua vida precisa ser respeitada! Sua saúde agradece!

Recomendo que você leia também: Violência Psicológica: Conhecendo os Limites Entre Brincadeiras e Ofensas

Karine David Andrade Santos

Karine David Andrade Santos – Psicóloga CRP-19/2460 realiza atendimentos individuais para adultos e adolescentes em Aracaju/SE e orientação psicológica via Skype (http://www.karineandradepsi.com.br/).

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Facebook: Karine Andrade Psicóloga

Instagram: @Karineandrade_psiaju

Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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