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Violência Psicológica: Conhecendo os Limites Entre Brincadeiras e Ofensas

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

“O que posso esperar de uma pessoa como você? ”, ”Você está precisando fazer um regime, hein? ”, “Nossa, você é muito nervosa (o)! ”, comentários, piadas, brincadeiras, sustos, práticas amedrontadoras e todo tipo de ataque verbal que, pela sua sutileza, provoca atordoamento e confusão na pessoa agredida, trata-se de violência psicológica!

Infelizmente este quadro é a realidade de muitas pessoas na família, no trabalho, na escola e em outras áreas da vida. O caráter amigável e de camaradagem das manifestações verbais do (a) agressor (a) fazem com que a vítima não confie na sua própria percepção, não saiba como reagir e até acredite que determinadas piadinhas são apenas brincadeiras inofensivas.

Então como posso saber qual é o limite entre brincar e ofender?

Neste tipo de prática de violência psicológica, o (a) agressor (a) costuma realizar ofensas mordazes através de piadas e comentários diretos sobre as capacidades da vítima, seus comportamentos, sua aparência física e seus hábitos e costumes.

Normalmente, os comentários e piadas são direcionados para as áreas que causam maior mobilização emocional na vítima. Eles podem ser ditos de uma maneira muito sincera e preocupada, mas os seus objetivos são diminuir a autoestima e a autoconfiança da pessoa agredida. Quando a vítima se irrita, e o (a) agressor (a) questiona o senso de humor da vítima e/ou debocha do estado emocional da vítima.

O Objetivo é diminuir a vítima!
O Objetivo é diminuir a vítima, pois só o agressor se diverte com as brincadeiras e comentários!

Deste modo, podemos observar que a satisfação é unilateral, ou seja, somente o (a) agressor (a) se diverte com as brincadeiras e comentários. Por outro lado, quando a brincadeira é saudável, há satisfação em todas as pessoas envolvidas e o alvo desta prática não se sente invadido (a), ofendido(a) e não percebe prejuízos na percepção do valor de si mesmo.

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Muitas pessoas agredidas costumam negar a situação, aprendem a ignorar os comentários e piadas, não pensam em seus sentimentos de tristeza quando o (a) agressor (a) tem seus momentos de amabilidade, sentem-se muitos desestruturadas emocionalmente para entender o que está acontecendo, acreditam que realmente as piadinhas e brincadeiras fazem sentido e para muitos, a situação é tão corriqueira que se tornou familiar e assim, não há motivos para reagir.

Quais as Consequências Desse Tipo de Violência Psicológica?

  • presença de um estado constante de atenção,
  • diminuição da autoconfiança e aumento da insegurança,
  • autocrítica impiedosa,
  • dúvidas sobre as próprias percepções,
  • dúvidas sobre como está sendo compreendido (a) pelas outras pessoas,
  • uma sensação interior de que existe algo errado consigo,
  • inclinação a se autoanalisar de maneira constante,
  • resistência a tomar decisões e
  • rejeição da própria maneira de ser.

Antes de detalhar orientações sobre como reagir a este tipo de violência, relacionei sete direitos de qualquer pessoa em um relacionamento seja amoroso, no trabalho, na escola, na família e outras áreas da vida. Esta lista é uma adaptação do livro “Como reagir a Violência Verbal “ de Patrícia Evans:

  1. Ser aceito (a) pelo outro.
  2. Ter a sua própria opinião.
  3. Ter seus sentimentos reconhecidos e respeitados.
  4. Não está submetido (a) a comentários e piadas de caráter duvidoso.
  5. Viver em um ambiente livre de abuso.
  6. Ser ouvida pelo outro e correspondida por este com respeito e educação.
  7. Receber sinceros pedidos de desculpas por qualquer brincadeira ofensiva.

Como Faço Para Reagir a Esse Tipo de Violência Psicológica?

Posicione-se contra brincadeiras que te ofendem!
Posicione-se contra brincadeiras que te ofendem!

Para reagir e este tipo de abuso disfarçado de brincadeira, você precisa entender que o (a) agressor (a) quer te dominar e ser superior a você de alguma forma e que você não tem culpa pela situação a que está submetido (a).

Assim, dedique-se a manter um tom de autoridade e firmeza em suas reações para demonstrar que não vai mais acatar este tipo de abuso. Mas, para isso, é preciso que você se mantenha presente e confie nas suas percepções.

Caso você esteja submetido (a) a este tipo de violência há muito tempo, esta mudança em sua forma de reagir vai exigir tempo e dedicação. Caso você não consiga estas mudanças sozinho (a), procure ajuda psicológica.

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Quando você reage as brincadeiras, em alguns casos, quem agride pode não levar em consideração suas reclamações e mais uma vez, fala que você não tem senso de humor. Diante desta reação, não procure explicar que não achou graça em suas brincadeiras, mas, procure construir limites de maneira veemente.

Tente reagir da seguinte forma: ” Fico pensando se você se sente mais importante quando fala (a brincadeira ou apelido). Gostaria que você pensasse nisso” Fale e se distancie da pessoa.

Você não é culpada (o) pelo está acontecendo e o agressor (a) não será mais legal se você for mais agradável com ele. Estabeleça limites. Cuide-se!

karineKarine David Andrade Santos – Psicóloga CRP-19/2460 realiza atendimentos individuais para adultos e adolescentes em Aracaju/SE e orientação psicológica via Skype (http://www.karineandradepsi.com.br/). Membro da Cativare (https://www.facebook.com/cativarepsi/). Idealizadora do Projeto De Bem com Você em parceria com a psicóloga Eanes Moreira.(Informações via whatsapp (79)99922-8130)

Contatos: E-mail: psimulti@gmail.com; Facebook – https://www.facebook.com/KarineAndradepsi/; Instagram –https://www.instagram.com/karine.andrade_psiaju/; YouTube – Psicologia Aracaju

Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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