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As 4 Fases do Ciclo da Violência no Relacionamento

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Violência no Relacionamento

“Como pode uma pessoa mudar de comportamento de um momento para outro?” Violência no Relacionamento

“Como é possível que alguém tão gentil e educado seja capaz dos piores ataques de violência?”

“Estávamos tão bem que, até pensei que nunca mais ele iria repetir aqueles tapas, chutes e socos que costuma dar.”

Estes são relatos e questionamentos de quem está dentro de um relacionamento que vivencia as fases do ciclo da violência.

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A violência não é um acontecimento linear. Ela é um processo cíclico e contínuo que costuma ser composto por fases que preparam o terreno para a próxima agressão.

Quando ela ocorre no ambiente doméstico, sua ocorrência é silenciada e as vítimas vivenciam o medo e a dor de forma solitária. Violência no Relacionamento

No entanto, cabe salientar que a agressão física é antecedida por violência do tipo verbal tais como ameaças, xingamentos, humilhações, isolamento, o controle, assédio, dentre outros.

Este tipo de contexto se agrava se levarmos em consideração que a mulheres historicamente são educadas para reproduzir relações de dependência.

Além disso, as uniões conjugais tradicionais primam pela dependência emocional e financeira da mulher através da imposição cultural e familiar dos papéis de boa mãe e esposa o que faz com que ela se preocupe mais as necessidades do outro do que com o dela.

Com este tipo de comportamento, a mulher pode manter e amenizar uma relação violenta dentro do ambiente doméstico.

Violência no Relacionamento
Violência no Relacionamento

Normalmente a violência se instala de maneira progressiva em qualquer relação muitas vezes de maneira despercebida. Violência no Relacionamento

Quando ela está instalada dentro de um relacionamento, os ciclos se repetem e aumentam tanto em frequência como em intensidade.

Para um melhor entendimento deste ciclo, serão descritas as fases e suas características:

#1 – Fase de Tensão Violência no Relacionamento

É o período em que a violência não se manifesta de maneira direta, mas, através da linguagem não-verbal como mímicas, gestos e movimentos agressivos e pelas mudanças nos tons de voz.

A vítima empreende um esforço para evitar o ato violento, mas, com o passar do tempo, o controle enfraquece e a fase da agressão se aproxima.

#2 – Fase de Agressão Violência no Relacionamento

Nesta fase, a pessoa violenta se descontrola e a partir daí, podem surgir agressões físicas como tapas, chutes, socos, pontapés ou mesmo forçar a companheira a ter relações sexuais.

É um momento em que a vítima não reage visto que a fase de tensão já preparou o cenário para que ela não se defenda.

#3 – Fase de Desculpas

Esta é a fase em que o(a) agressor (a) apresenta comportamentos que buscam anular ou minimizar os efeitos dos atos de violência anterior.

O(A) agressor (a) tenta justificar seu comportamento violento através de motivos externos.

Muitas vezes as vítimas acreditam nas desculpas, arrependimentos, juras de amor e promessas de mudança.

O objetivo deste momento para a pessoa que agride é fazer com que a vítima esqueça a raiva e ponha a culpa em outras fontes de irritação ou mesmo na vítima.

#4 – Fase de Reconciliação Violência no Relacionamento

Esta é famosa fase de “lua-de-mel”. O (a) agressor (a) costuma oferecer atenção, gentileza, cooperação, cordialidade e, em muitos casos, presenteia a vítima.

Nas relações conjugais, este período o (a) agressor (a) está sendo sincero pois tem medo de ser abandonado (a).

A vítima recupera a esperança e acredita na mudança de comportamento do (a) agressor (a). No entanto, o ciclo da violência pode ser reiniciado a qualquer momento. Violência no Relacionamento 

Esta última fase costuma ser o momento em que muitas vítimas desistem de realizar a denúncia e alimentam a esperança de que o (a) agressor (a) mude seu comportamento e não repita as agressões.

Com isso, elas apresentam mais tolerância ao comportamento hostil do (a) companheiro (a). Além disso, o medo de perder o companheiro e a dependência emocional pode fazer com que o (a) agressor (a) controle a vítima e reinicie o ciclo da violência.

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Se você estiver vivenciando esta situação e não consegue reagir, procure ajuda profissional! Estou à disposição para esclarecimentos e ajuda profissional.

violência no relacionamentoKarine David Andrade Santos – Psicóloga CRP-19/2460 realiza atendimentos individuais para adultos e adolescentes em Aracaju/SE e orientação psicológica via Skype (http://www.karineandradepsi.com.br/). Membro da Cativare (https://www.facebook.com/cativarepsi/). Idealizadora do Projeto De Bem com Você em parceria com a psicóloga Eanes Moreira.(Informações via whatsapp (79)99922-8130)

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