Vício em Internet e Tecnologia: Descubra se Você Está Viciado

Vício em Internet e Tecnologia: Descubra se Você Está Viciado

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Vício em Internet.

Qual o comportamento que observamos hoje em dia, em todos os lugares?

Pessoas com seus aparelhos celulares nas mãos, checando mensagens no Whatsapp, posts no Instagran, no Facebook e fazendo selfs aonde vão.

E vemos ainda, muito comum no ambiente familiar ou escolar, em que as pessoas estão direcionando perguntas ao usuário e este nem ouve, com sua atenção focada no dispositivo móvel em suas mãos.

Esse comportamento é comum desde em crianças de tenra idade, adolescentes e adultos.

Numa geração que, sem perceberem estão apresentando um novo transtorno psíquico que está sendo amplamente estudado para compor o novo Código Internacional de Doenças – o CID 11, o Transtorno de Dependência Tecnológica.

Vício em Internet Nos consultórios a queixa apresentada pelos pais de adolescentes é:

vício em internet

Pais apresentam queixas de seus filhos que tem vício em internet.

“Meu filho fica dia e noite no computador, no celular, não estuda, não come, não dorme, não interage com a família e não têm amigos.

Apresenta aumento de peso porque não senta à mesa com a família para as refeições, mas só come besteiras com os olhos vidrados nos jogos de vídeo game.

Tomamos a atitude de desligar o computador e tomar o celular dele e as coisas complicaram muito dentro de casa, porque ele ficou revoltado e agressivo.

Não sabemos mais o que fazer!”

Esse adolescente está apresentando comportamentos de abstinência.

Sim, abstinência comparável à abstinência de álcool e drogas.

Estudos revelam que a compulsão pelo uso de computador, tablet e celular aguçam a área cerebral do prazer e bem-estar com o aumento de neurotransmissores cerebrais como a dopamina e a serotonina.

Vício em internet. Sendo comportamentos viciantes que levam à fuga da realidade, como ocorre com a dependência química.

Segundo do psicólogo Cristiano Nabuco, doutor em psiquiatria e coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP), um dos principais estudiosos sobre dependência tecnológica do país, esse transtorno é perceptível no momento em que o indivíduo começa a negligenciar atividades do cotidiano por preferir interagir com a plataforma digital.

Por exemplo, uma pessoa deixa de se relacionar com outras porque prefere ficar nos chats ou bate-papos das redes sociais ou deixa de se divertir para jogar videogame.

Em seus estudos ele aponta 8 sinais da dependência tecnológica e maiores queixas dos pais:

  1. ) Preocupação excessiva com a internet;
  2. ) Necessidade de aumentar o tempo online para ter a mesma satisfação;
  3. ) Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da tecnologia;
  4. ) Apresentar irritabilidade, ansiedade ou depressão;
  5. ) Quando o uso da internet é restringido, apresentar instabilidade emocional;
  6. ) Ficar mais conectado do que o programado;
  7. ) Ter trabalho e relações sociais em risco;
  8. ) Mentir a respeito da quantidade de horas conectado.

Vício em internet O adolescente está apresentando um novo tipo de transtorno de ansiedade que é a Nomophobia, isto é, medo de ficar sem telefone móvel.

Ele sente todos os sintomas característicos da ansiedade:

  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Respiração curta;
  • Boca seca;
  • Braços e pernas trêmulas;
  • Desespero com vontade de sair correndo;
  • Uma sensação horrível de estar desconectado quando acaba a bateria do celular, não encontrar uma tomada elétrica disponível ou porque esqueceu o carregador em casa.

O adolescente em sessão relata:

“É incontrolável e insuportável pensar que estou fora do mundo, fora da internet, que alguém precise falar comigo e estou sem celular.

Estou acostumado a prestar atenção às notificações do meu celular.

Sabe aquele barulhinho?

Preciso ouví-lo o tempo todo!

Se não ouço fico mal, fico ansioso.”

Vício em Internet. Até mesmo durante a sessão de terapia, observamos o sofrimento do paciente por não poder estar checando o celular.

vício em internet

Pacientes ficam impacientes por não poderem mexer no celular até mesmo durante terapia.

E esse comportamento ansioso acontece com qualquer pessoa, jovem ou adulto e já ocorrem também com crianças.

Uma vez que essa dependência tecnológica acontece devido a um precursor neural no nosso cérebro que associa diretamente essa sensação desconfortável de privação tecnológica aos sintomas de ansiedade, podendo ainda desencadear outras doenças e transtornos mentais como depressão e problemas de coluna pelo tempo exagerado frente ao computador e com a cabeça baixa olhando o celular.

Inclusive já se observa uma juventude encurvada pelo uso excessivo do celular.

Outro comportamento muito observado diante desse quadro é a dificuldade de olhar nos olhos para conversar.

Uma vez que apresenta dificuldade na interação social e ainda porque muitas vezes a pessoa está ao lado falando e o outro esta com a atenção focada o tempo todo no computador, tablet ou celular.

E qual seria então a solução?

Claro que nessa era tecnológica em que vivemos é impossível simplesmente jogar o celular fora, já que a tecnologia traz muitos benefícios para o trabalho, para os estudos e não ter acesso a ela seria muito mais prejudicial.

Vício em Internet Temos que aprender a tirar proveito  do que é bom da tecnologia e não sermos escravos dela.

Vício em internet

O uso da internet para trabalho, sem excessos, é um ótimo exemplo de utilização correta de celulares, computadores e tablets.

Se você não consegue fazer uso da tecnologia de forma sadia e isso tem prejudicado sua saúde física e mental e não consegue resolver isso sozinho procure ajuda especializada para isso.

A abordagem da Terapia Cognitivo comportamental – TCC tem apresentado bons resultados no tratamento da dependência tecnológica.

  • Enfoca o fator central da dependência da internet com as cognições mal adaptativas;
  • A importância do gerenciamento do tempo online;
  • Ajuda a estabelecer os objetivos pessoais ;
  • A ampliação das redes sociais presenciais;
  • Desenvolvimento de habilidades sociais, com o objetivo de superar as dificuldades emocionais, comportamentais e cognitivas.

Com meu abraço, até o próximo artigo.

Rosânia Guimarães

CRP 01/11302

 

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Rosânia de Fátima Guimarães Coaracy Muniz, psicóloga CRP 01/11302

Atua na clínica atendendo crianças, adolescentes e adultos e faz avaliação neuropsicológica em Brasília/DF.

Contatos: e-mail: rosania1.muniz@gmail.com

Fanpage: https://www.facebook.com/psicorosaniaguimaraes/

 

 

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