Um Relacionamento Abusivo Pode Adoecer o Seu Psiquismo?

Um relacionamento abusivo pode adoecer seu psiquismo? Saiba tudo sobre o tema nesse artigo completo e saiba o que fazer para se cuidar!
Um Relacionamento Abusivo Pode Adoecer

De que forma um relacionamento abusivo pode adoecer o seu psiquismo?

Ouvimos muito dizer que os opostos se atraem.

Mas também pessoas frágeis emocionalmente tendem a se relacionar com pessoas também com problemas psicológicos.

É a famosa lei da atração. Somos energia e transmitimos energia.

Mas vejamos, todas as pessoas têm sua demanda psíquica, no processo de formação do psiquismo, que recebeu influências ambientais, comportamentais, biológicas e familiares.

Por isso mesmo nossa Ciência, a Psicologia, atua no sentido de modificar comportamentos inadequados e contribuir para que a pessoa tenha capacidade de desenvolver aptidões e atitudes frente às situações vividas de forma mais amena possível.

Sim, a Psicologia é uma ciência comprovadamente testada e aplicada com resultados excelentes em vários contextos da nossa vida.

No que se refere a relacionamentos abusivos, não estamos falando apenas na relação homem e mulher, mas qualquer relacionamento que traz sofrimento humano.

Relação mãe e filhos, pai e filhos, irmãos com irmãos, amigos com amigos, namorado e namorada.

Muitas vezes não temos noção do que está acontecendo com a gente, estamos tão envolvidos, tão encantados, que ficamos completamente cegos diante de certos comportamentos do outro, e o comportamento da pessoa é de extrema passividade diante de certas situações.

Quando envolve afetividade, emoção, todos tendemos a nos fragilizar.

E quando a pessoa apresenta um quadro de baixa autoestima (leia mais em https://opsicologoonline.com.br/conhecer-a-si-mesmo/), de menos valia, aí encontra no outro, um “porto seguro”, e muitas vezes levados pela boa conversa, pelo carinho, pela carência humana vai se envolvendo e entrando de cabeça na relação.

Até que um dia aquele encantamento vai desaparecendo, mas antes disso já sofreu e muito.

E respaldados pela Lei Maria da Penha (leia mais aqui: https://www.todamateria.com.br/lei-maria-da-penha/), as mulheres hoje, são atendidas e preservadas da violência física e moral.

Mas faço aqui um adendo, a Lei Maria da Penha deveria valer para a mulher que agride fisicamente e psicologicamente o homem, porque essas ocorrências são tão frequentes tanto quanto a violência sofrida pelas mulheres.

E nesse caso aos homens só resta fazer um boletim de ocorrência.

A ocorrência do feminicídio tem estampado frequentemente na mídia, e parece que quanto mais se fala em combater esse tipo de crime, parece que os índices têm aumentado assustadoramente.

Um Relacionamento Abusivo Pode Adoecer
Um Relacionamento Abusivo Pode Adoecer

Não bastasse as consequências decorrentes de um relacionamento abusivo, que acabam atingindo as pessoas próximas, aqui nesse artigo vamos tratar das consequências psicológicas para a pessoa afetada.

No consultório, onde a escuta terapêutica é o ponto central, a forma da compreensão e acolhimento diante do sofrimento daquele que nos fala, visualizamos uma imensurável dor, que muitas vezes a pessoa nem consegue expressar logo no início do processo terapêutico.

E nessa hora, tudo que ela precisa é de alguém que a escute, a acolha, de forma imparcial, sem julgamentos.

E o choro é a forma de expressão da sua dor.

E muitas sessões seguem nesse ritual de falar e chorar.

E esse processo de descarregamento de emoções sufocadas, repreendidas, doloridas vai esvaziando o seu psiquismo tão sobrecarregado, tão incrustado de dores, de amores, de arrependimentos, de tudo.

Para a pessoa chegar no consultório de Psicologia, já passou por um caminho doloroso, de decisão, de ir, de falar, de se expor, e esse processo é muito difícil.

Ainda é muito difícil para algumas pessoas aderirem ao tratamento psicológico, e esse processo é lento, porque requer uma reformulação de conceitos muitas vezes arraigados de que não vão falar de si mesmas para uma pessoa que não a conhece.

Então se o paciente conseguiu trilhar esses passos de enfrentamento e está sentado diante de você, no consultório, falando e relatando sua dor, já é meio caminho andado.

Observamos o quanto aquele relacionamento abusivo fez mal àquela pessoa, que vai relatando o quanto se anulou, o quanto deixou de ser ela mesma, o quanto foi deixando de sentir admiração por si mesma, o quanto afastou dos amigos, dos familiares, de todo mundo.

No início do relacionamento há aquele encantamento e admiração, ela chega a pensar que ele é o príncipe encantado, perfeito, faz todas as minhas vontades, me elogia, me presenteia, temos os mesmos sonhos e projetos.

Isso se refere tanto ao homem quanto à mulher.

E de repente, tudo muda, o relacionamento começa a se deteriorar com ofensas, agressões verbais e muitas vezes físicas.

Em decorrência disso, o paciente começa a nos relatar suas dores e sofrimentos, os sintomas de ansiedade, a depressão, a angústia, e os conflitos diante do que está vivendo e visivelmente apresenta baixa autoestima, sentimentos de menos valia, e às vezes a situação está tão grave que pensamentos suicidas já estão povoando sua mente.

E o pior, muitas pessoas estão sofrendo e não tem sequer forças para sair desse relacionamento, que muitas vezes estão sendo ameaçadas, inclusive de morte.

Nessa situação, o psicólogo orienta o paciente a fazer um boletim de ocorrência, se for o caso, comunica familiares da grave situação, com aquiescência do paciente, é claro.

Porque uma vez, estabelecido o vínculo terapêutico, há uma confiança estabelecida entre o psicólogo e seu paciente.

Esse paciente cuja demanda é o relacionamento abusivo, precisa de um acompanhamento mais frequente, para o fortalecimento do ego, para a melhoria da autoestima, para encontrarem juntos saídas para reconquistar sua vida própria.

Não são palavras bonitas somente.

A Psicologia tem técnicas psicoterápicas aplicáveis dentro e fora do consultório que têm resultados excelentes, no que tange minha prática, estou me referindo à abordagem da cognitivo comportamental.

Vamos estabelecer o rapport, e entender de que forma funciona o psiquismo daquela pessoa.

Que pensamentos, que crenças, fazem ela se comportar de tal maneira, que respostas esses comportamentos afetam seu psiquismo.

Vamos ensinar o paciente a entender seus pensamentos automáticos, pois são eles que a fazem agir e não reagir de tal forma e as crenças decorrentes desses pensamentos que contribuem para que os resultados sejam tais.

Ensinar o paciente a mudar sua forma de pensar e agir no sentido de que ele próprio, pelo autoconhecimento aprenda a caminhar para ser feliz.

Citarei, a titulo de conhecimento, alguns padrões de comportamento da pessoa abusiva:

  • – Você está sempre errada ou nunca entende nada;
  • – Você é louca e burra;
  • – Ele (a) acha que tem o direito de controlar sua vida (dinheiro, horários, roupas, amigos);
  • – Você faz muitas coisas por medo de perder ou de contrariar, brigar (sexo, sair, não sair, etc);
  • – Te machuca, te deixa marcada, mesmo sem te bater propriamente;
  • – Te humilha. Aponta suas falhas e defeitos constantemente, inclusive em público;
  • – Destrói seus objetos ou documentos pessoais como ameaça ou punição;
  • – Ainda fala assim: “Você que me tira do sério”. “Você me provoca para eu ficar com raiva”. Ou seja, te culpabiliza pelas explosões.
  • – Te agride (tapa, soco, estrangulamento, empurrão, imobilização, chute, etc);
  • – Reage mal às suas conquistas e coisas boas da sua vida;
  • – Faz você constantemente duvidar de si mesma, tratando-a como incapaz;
  • – Grita com você mesmo fora de discussões;
  • – Sempre depois de alguma “explosão apresenta culpa profunda e promete nunca mais fazer de novo;
  • – Fala que em briga de casal outras pessoas não devem interferir e que seus problemas são “coisas de casal”.
  • – Outra fala comum: Ninguém nunca vai te amar e te aceitar como eu”;
  • – Tem um ciúme excessivo. Tem ciúmes dos amigos, dos familiares, até do tempo que você passa trabalhando e está sempre queixando atenção.

Recomendo que você leia também: https://opsicologoonline.com.br/relacionamento-abusivo/

RosanaRosânia de Fátima Guimarães Coaracy Muniz, psicóloga CRP 01/11302.

Atua na clínica atendendo crianças, adolescentes e adultos e faz avaliação neuropsicológica em Brasília/DF.

Contatos: email: rosania1.muniz@gmail.com

Fanpage: https://www.facebook.com/entendendoaansiedade  

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 5 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura e Co-Fundador do Instituto de Terapia Online, que capacita e certifica profissionais para atuarem online de acordo como o CFP.

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