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transtorno do pânico

Transtorno do Pânico – Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

O transtorno do pânico é caracterizado pela presença de ataques de pânico recorrentes, condizentes a sensação de medo ou mal-estar intenso acompanhado de sintomas físicos e cognitivos com início repentino, alcançando máxima intensidade em até 10 minutos. Estes ataques acarretam preocupações persistentes ou modificações importantes de comportamento em relação à possibilidade de ocorrência de novos ataques de ansiedade. É assim que a pessoa começa a ter graves problemas por conta do transtorno do pânico. 

Transtorno do Pânico – Sintomas, diagnóstico e Tratamentos

mulher sofrendo ataque de pânico
Ataque de Pânico!

Os sintomas de ansiedade são conhecidos pela medicina a muito tempo, é possível encontrar descrições anteriores ao século XIX de pessoas que apresentavam “estado de angústia.”

Conhecido a mais de um século, o transtorno do pânico já foi denominado “coração irritável” por conta da aceleração do ritmo cardíaco que o mesmo apresenta. Hoje o fenômeno do pânico adquiriu papel central entre os transtornos ansiosos, e passou a ser objeto de muitas pesquisas científicas.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV) a característica essencial do Transtorno de Pânico são ataques imprevisíveis e recorrentes de ansiedade grave, irrestritos a uma situação específica, e entre os sintomas podemos observar: 

  • Náuseas
  • Sudorese
  • Dificuldades de respirar
  • Formigamento
  • Taquicardia
  • Tonturas
  • Dor torácica
  • Surgimento súbito de palpitações
  • Sinais de morte iminente
  • Tremores nas mãos
  • Mãos geladas 
  • etc

Alguns pacientes irão denunciar seus fantasmas inconscientes por meio do organismo (corpo). Ao paciente é preciso  subjetivar tais experiências, para deixar de ficar refém do padecimento do corpo físico, isso se da por meio de uma implicação subjetiva do paciente para o acontecimento do sintoma corporal.

O DSM-IV aponta ainda três tipos de características de ataque de pânico

  • Ataques de Pânico inesperados: seu início não está ligado a nenhum ativador situacional, ocorrendo espontaneamente (diagnóstico característico de transtorno de ansiedade).
  • Ataques de Pânico ligados a situações: ocorre logo após exposição ou antecipação a um provocador ou ativador situacional (diagnóstico característico de Fobia Social e Fobia Específica).
  • Ataques de Pânico predispostos pela situação: ocorre somente na exposição do provocador ou ativador situacional (diagnóstico característico de transtorno do pânico).

Diagnóstico

O transtorno de pânico não é caracterizado apenas pelo ataque de pânico. Para um diagnóstico de transtorno de pânico são necessários inesperados e repetidos ataques, por um período de pelo menos um mês, e com preocupação persistente acerca de outros ataques.

“Nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças.”

Sêneca

As frequentes preocupações e o medo de sofrer novos ataques em grande parte dos casos leva a esquiva agorafóbica, que é definida pelo DSM-IV como uma ansiedade por estar em lugares ou situações em que a fuga seja difícil caso a pessoa tenha um ataque de pânico.

Por vezes o medo do futuro e do que pode vir a acontecer, deixa a pessoa em um estado de impotência e incompetência diante de sua vida, mostrando assim não ter estrutura psíquica para lidar com os sintomas do transtorno do pânico

pessoa evitando o convívio social
A pessoa passa a evitar o convívio social!

O transtorno do pânico e essa esquiva trazem diversos prejuízos para a vida da pessoa, dentre eles podemos destacar os prejuízos econômicos, familiares e sociais:

  • Econômicos: a pessoa passa a ter faltas e afastamentos do trabalho, perder promoções e pode ser demitida; gasta excessivamente com médicos e exames (quase sempre dispensáveis).
  • Sociais: a pessoa passa a recusar vários convites recebidos por amigos, colegas de trabalho, familiares, e passa a se isolar cada vez mais, perdendo assim o contato social.
  • Familiares: a pessoa passa a evitar eventos familiares, pode ter alguns desentendimentos com familiares por falta de informações sobre a doença e passa a depender de um acompanhante para sair de casa ou fazer determinadas tarefas.

As mulheres são de 2, 3 vezes mais propensas que os homens para desenvolver ansiedade e pânico e é da adolescência até os 35 anos que geralmente se desenvolvem os sintomas.  Variáveis como classe econômica, raça, ocupação e educação parecem não exercer influências sobre quem pode ou não desenvolver transtorno do pânico.

A pessoa passa a ter medo da possibilidade de ter um ataque, mesmo que tenha pessoas por perto que possam ajudar, dessa maneira ter pânico é atestar a incapacidade simbólica de lidar com o desamparo.

A preocupação com o desamparo, por parte de algumas pessoas é tanta, que elas não conseguem ficar sozinhas por muito tempo, e chegam até a pensar em mudar-se para perto de algum hospital, com a falsa ilusão de que se algo acontecer, elas poderão correr para o hospital para alguém socorrê-las.

Uma pessoa com diagnóstico de transtorno do pânico não se vê como protagonista de sua vida e seu mundo, pois fica completamente dominada pelos pensamentos decorrentes da crise.  A ênfase fica nos sintomas físicos, e é através da psicoterapia que ela poderá simbolizar e atrelar os sintomas físicos ao que ocorre em seu subjetivo, ou seja, aquilo que passa pela sua mente e como ele lida com isso.

Tratamento

psicoterapia
A medicação acompanhada da psicoterapia é o tratamento mais indicado!

Os principais meios de tratamento para o transtorno do pânico são a psicoterapia e os medicamentos. O fator primordial no início do tratamento é o efetivo bloqueio dos ataques ou a redução na sua intensidade e frequência, através do uso de medicamentos, para dessa forma, com a redução dos ataques, poder trabalhar com a psicoterapia. Clique aqui e saiba mais sobre a psicoterapia!

As vantagens do uso de medicamentos para o tratamento do transtorno do pânico é a rápida resposta ao tratamento, que se inicia cerca de 10 a 15 dias após começar a tomar a medicação. Mas o que a maioria dos profissionais defende é a associação da farmacoterapia e psicoterapia para um tratamento mais eficaz e completo para o transtorno do pânico.

A investigação dos sintomas físicos nos casos de transtorno do pânico conduz a reflexões relevantes sobre a subjetividade expressa em acontecimentos vividos no corpo. Quando isso acontece o paciente é capaz de dar significação aos sintomas físicos e passa a lidar com a transtorno do pânico sem deixar-se ser dominado por ele.

Tratar o transtorno do pânico exclusivamente pela vertente medicamentosa não é suficiente. O medicamento ameniza a intensidade dos sintomas, mas não produz uma mudança subjetiva no paciente/pessoa. É preciso reconhecer, na queixa dos sintomas físicos que o paciente traz, fenômenos relacionados ao seu psíquico.

“A ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito.”

George Bernard Shaw

Aquilo que se manifesta fisicamente pode ser justamente o que não foi trabalhado no psíquico. Dessa forma o sintoma do corpo orgânico desperta o sintoma psíquico que estava adormecido, sendo assim o sintoma somático é o momento físico inconsciente. E é compreendendo como os sintomas físicos se relacionam com o funcionamento psíquico que a pessoa/paciente poderá tomar as rédeas da sua mente e ter uma vida comum sem mais se preocupar com os ataques.

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