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Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Você Sabe o Que é e Como Tratar o Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Você sabe o que é Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

É do conhecimento de todos que de uns tempos para cá a violência urbana têm alcançado índices alarmantes.

E, assistimos passivamente as notícias da criminalidade, assaltos, sequestros, estupros e ficamos estarrecidos e inertes a tudo.

Não nos sentimos seguros em lugar algum, nem dentro de nossas casas, nem dentro das escolas, ambientes que de certa forma nos traziam segurança.

Essa falência da segurança pública tem nos feito reféns e impedido de vivermos a vida e isso vem afetando milhares de pessoas que estão desenvolvendo transtornos mentais e mais especificamente, transtornos de ansiedade como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

Quando uma pessoa passa por uma situação de estresse, como um assalto, ela muda radicalmente seu jeito de viver, não tem mais a leveza e a alegria de sair de casa, ir para o trabalho e retornar para casa.

A leveza de viver desaparece e o detalhe é que houve um evento desencadeador real, não é um medo subjetivo, irreal, imaginário.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático Aconteceu algo concreto, vivido, experienciado e por isso traumático que desencadeia um pânico generalizado.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático surge a partir de um evento real que a pessoa viveu!

O medo passa a conduzir sua vida e de seus familiares porque a violência afeta a todos.

O paciente de TEPT ele tem uma cicatriz psicológica, ele próprio a define como uma dor que passa a comandar sua vida em todos os pormenores, desde o momento que acorda até o momento de dormir.

E isso interfere na sua vida em todos os sentidos e claro na vida de sua família também.

A pessoa que passou por uma situação dessas torna-se/apresenta: Transtorno de Estresse Pós-Traumático

  • hipervigilante,
  • sobressaltada,
  • isolamento social,
  • entorpecimento emocional,
  • irritabilidade aumentada,
  • dificuldade de concentração,
  • tensa,
  • ansiosa,
  • preocupada o tempo todo,
  • nunca relaxa,
  • tem pesadelos,
  • sonhos aflitivos revivendo todo o acontecido
  • insônia, por medo de dormir e reviver todo aquele sofrimento.

A pessoa passa a ter um sentimento de futuro abreviado.

Não faz planos para o futuro, de se formar, de se casar, de ter filhos, perde o interesse pelas atividades que antes curtia, evita sair de casa, frequentar locais que trazem lembranças do evento traumático, julga que tudo é perigoso e corre o risco ainda de desenvolver a Síndrome do Pânico e a Depressão.

No Brasil, já não existe uma cidade calma e tranquila para se viver, mas estudos constatam que nas grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo 86% dos moradores já tinham sido expostos a pelo menos um evento traumático.

No Rio, a prevalência de TEPT chegaria a 8,7% da população carioca.

Esses dias vi um vídeo onde o pai treinava o filho, imagino que ele tinha uns dois a três anos, quando ouvia a palavra “assalto” que o pai gritava e a criança imediatamente deitava no chão do carro para se proteger.

Vejam a que ponto chegamos por conta da violência!

Transtorno de Estresse Pós-Traumático Podemos considerar o TEPT a sequela mais grave desenvolvida após um evento traumático.

E é comum apresentar comorbidades como falei anteriormente, como a depressão e casos de abuso de álcool ou substâncias, uma vez que esse sofrimento é tão avassalador, tão sofrido, que a pessoa quer fugir daqueles pensamentos intrusivos e recorrentes do trauma e se envereda por esse caminho que só traz mais sofrimento.

Por outro lado, policiais que são as pessoas que escolheram a profissão que tem o objetivo maior de proteger a população são vítimas dessa violência.

E estatísticas descrevem o adoecimento psíquico desses profissionais, que, quando não perdem suas próprias vidas passam a apresentar transtornos de ansiedade e são afastados de suas atividades e ainda apresentam alto índice de suicídio.

Nós psicólogos, observamos que as pessoas que sofreram um trauma psíquico, têm muita dificuldade de falar do seu sofrimento, uma vez que a terapia remete a lembranças dolorosas.

E sendo assim o processo deve ser imbuído de cautela, de acolhimento, de empatia, de fazer com que a pessoa sinta segurança num ambiente também seguro ao expor tamanha dor, porque muitas vezes sentem vergonha, sentem-se inseguras e muitas vezes culpadas.Sim!

Transtorno de Estresse Pós-Traumático São vítimas, mas o trauma traz um descontrole emocional tão grande que a pessoa relata um sentimento de culpa inócuo.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático que a pessoa pode ter o sentimento de culpa!

Sendo assim o processo terapêutico segue pelo caminho de desconstrução dessa culpa, levando a pessoa a aumentar sua autoestima, sua capacidade de resiliência e de lutar por sua própria vida, de construir e de realizar.

A psicoterapia não é uma opção para quem quer se livrar dos sintomas do TEPT e do adoecimento psíquico.

Ela é o recurso que temos para isso. Transtorno de Estresse Pós-Traumático

É preciso tomar a iniciativa, dar o primeiro passo, desafiar a si mesmo e querer de verdade ficar bem!

Se não consegue ainda dar esse primeiro passo, peça ajuda a alguém próximo de você.

Se não consegue ir sozinho, sair de casa sozinho peça a companhia de alguém que você confie. Acredite!

Infelizmente, existem pessoas que tendem a se lamuriar, a se queixar, esperando soluções milagrosas, sem querer sair de sua zona de conforto.

Para ter resultado é preciso a pessoa querer primeiro, é preciso mudar a postura.

No início, o processo terapêutico pode ser doloroso, pode ser difícil, mas é o caminho.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático O primeiro passo é a tomada de consciência, entender e aceitar que precisa de ajuda e a solução para seus problemas está dentro de você.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático
Você pode vender o Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Todos nós temos recursos internos para vencer esses transtornos de ansiedade.

Só precisamos de um facilitador, de uma direção e para ajudar a acessar esses recursos contamos com a ajuda dos psicólogos.

Como temos falado o controle da respiração diafragmática é um dos exercícios mais eficazes.

Os pacientes costumam dizer que não é fácil fazer, uma vez que há um descontrole interno muito grande, com batimentos cardíacos acelerados, boca seca e respiração curta e ofegante.

Sim, é isso mesmo, mas lembra dos recursos internos que todos temos e que quando a gente quer, a gente faz, a gente consegue?

Então, o primeiro é: Sente-se confortável e tente se concentrar na sua respiração.

Respire. Inspire. Devagar.

Sinta o ar saindo e entrando pelos seus pulmões. Repita o exercício por pelo menos três minutos.

Procure fazer esse exercício como hábito na sua vida, em qualquer circunstância, em qualquer lugar.

Esteja certo de que a sua mente controla o seu corpo.

Outra técnica fantástica é a meditação. Muito tem se falado de um tipo de meditação: o Mindfulness que tem beneficiado muitas pessoas com Transtornos de Ansiedade.

O Mindfulness é uma tradução para o inglês do termo sânscrito Sati, que é definido como “a capacidade de se lembrar”.

O cerne da questão é estar consciente do que se passa no seu corpo, na sua mente, nos pensamentos e nas emoções.

Quer dizer, ter atenção plena no aqui e agora.

E eu, assim como você, tenho interesse em conhecer melhor essa técnica.

Por que pergunto: Quem de nós não quer ter uma vida plena e feliz?

Até o próximo artigo.

Recomendo que você leia também: Tratamento Para Ansiedade: Como a Psicoterapia Pode te Ajudar?

Rosânia Guimarães

Rosânia de Fátima Guimarães Coaracy Muniz, psicóloga CRP 01/11302.

Atua na clínica atendendo crianças, adolescentes e adultos e faz avaliação neuropsicológica em Brasília/DF.

Contatos: email: rosania1.muniz@gmail.com

Fanpage: https://www.facebook.com/entendendoaansiedade 

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