Tipos de Esquizofrenia: Descubra Quais São os 6 Mais Comuns

tipos de esquizofrenia

tipos de esquizofrenia

Existem tipos diferentes de esquizofrenia ou são todos iguais?

Essa é uma das dúvidas que as famílias/cuidadores tem e que eu recebo seguidamente.

A resposta para essa pergunta é:

SIM, existem tipos diferentes de esquizofrenia.

A esquizofrenia pode ser classificada em diferentes tipos, de acordo com os principais sintomas que a pessoa apresenta.

A esquizofrenia pode ser classificada em tipos distintos de acordo com sua apresentação clínica.

Então, vamos entender quais os principais tipos de esquizofrenia?

Principais tipos de Esquizofrenia.     tipos de esquizofrenia

  1. Esquizofrenia Paranóide tipos de esquizofrenia

É o tipo mais comum de esquizofrenia.

Esse tipo de esquizofrenia é caracterizado pelo predomínio de sintomas positivos (delírios e alucinações, principalmente o ouvir vozes, sendo também comum alterações do comportamento, como agitação e inquietação) sobre os sintomas negativos.

Nesse caso os pacientes podem apresentar delírios e alucinações bem estruturados, com alterações de comportamento compatíveis com suas vivências psíquicas, como por exemplo, inquietação ou agitação psicomotora, comportamento de medo ou fuga, ausência de juízo crítico, dentre outras.

Com o tratamento, geralmente, o paciente melhora dos sintomas mais agudos, porém eles podem não sumir por completo. Algumas pessoas podem ter sintomas cognitivos que dificultem a retomada de algumas atividades após a fase de crise.

  1. Esquizofrenia Hebefrênica ou desorganizada tipos de esquizofrenia

Nesse tipo de esquizofrenia encontra-se o contrário, o predomínio de sintomas negativos e de desorganização do pensamento e comportamento sobre os sintomas positivos, ou seja a pessoa vai sofrer mais com os sintomas negativos.

Alucinações e delírios podem não ocorrer, ou se ocorrerem, não são uma parte importante do quadro, que se caracteriza mais por um comportamento pueril ou regredido, desorganização do pensamento e do comportamento, dependência de terceiros para atividades mais básicas, perda da autonomia, desinteresse, isolamento ou perda do contato social e afetividade mais superficial ou infantil.

Os sintomas mais agudos, como a desorganização do pensamento e do comportamento, podem melhorar com o tratamento, mas alguns sintomas negativos podem persistir e dificultar mais a retomada das atividades.

Podem Ocorrer alterações cognitivas, principalmente relacionadas à atenção, memória e raciocínio, os quais podem trazer prejuízos sociais e relacionados ao trabalho.

  1. Esquizofrenia catatônica tipos de esquizofrenia

É o tipo menos comum, caracterizado por sintomas de catatonia na fase aguda.

O paciente pode falar pouco ou simplesmente não falar, ficar com os movimentos muito lentos ou paralisados (p.ex., numa mesma posição por horas ou dias), recusar se a se alimentar ou ingerir líquidos, interagir pouco ou simplesmente não interagir com ninguém, embora desperto e de olhos abertos.

Existe o risco de desnutrição ou autoagressão nesse tipo de transtorno.

O tratamento melhora os sintomas de catatonia, podendo o paciente permanecer com sintomas negativos e cognitivos na fase crônica.

Há casos em que, na fase aguda, podem ocorrer comportamento agitado e repetitivo sem um propósito claro ou identificável.

  1. Esquizofrenia indiferenciada tipos de esquizofrenia

Esse tipo caracteriza-se quando os sintomas positivos e negativos estão igualmente presentes, havendo delírios e alucinações em intensidade, bem como os sintomas negativos e desorganizados.

A evolução e o prognostico nesses casos é muito variável, podendo ser pior que o tipo paranoide e hebefrenico.

  1. Esquizofrenia simples tipos de esquizofrenia

Nesse tipo de esquizofrenia percebe-se que os sintomas negativos ocorrem isoladamente, sem sintomas positivos ou de desorganização. Não existe uma diferença bem delimitada entre as fases aguda e crônica.

Alguns autores utilizam esse diagnostico semelhante ao transtorno de personalidade esquizotipico, caracterizada por afetividade superficial ou impropria, falta de vontade, comportamento excêntrico ou desviantes, tendência ao isolamento e desinteresse social.

Na esquizofrenia simples os sintomas negativos ocorrem mesmo sem um surto psicótico que os anteceda.

  1. Esquizofrenia Refrataria ou Resistente tipos de esquizofrenia

Esse tipo de esquizofrenia pode ser identificada quando, apesar do tratamento adequado, o paciente mantém sintomas agudos da doença, como:

  • Delírios e alucinações;
  • Alterações graves do comportamento;
  • Desorganização mental marcante;
  • Isolamento social e emocional progressivos.

Muitos familiares, nesses casos acreditam que o tratamento não está funcionando ou mesmo que está trazendo mais malefícios do que benefícios em decorrência dos efeitos colaterais.

tipos de esquizofrenia A sensação de sobrecarga nestes casos aumenta muito, pois a família perde a esperança por não ver uma luz no fim do túnel.

tipos de esquizofrenia
Sobrecarga.

Porém, é importante que se saiba que não é dessa forma, mas sim, pelo tipo de esquizofrenia, o qual é resistente, onde todos tratamentos não funcionam.

O paciente pode dar uma melhorada, depois retorna os sintomas e dificilmente consegue estabilizar.

Nesse caso o melhor é nunca desistir, sempre estar tentando os tratamentos e aprender a lidar com o seu familiar da melhor forma.

A medicação indicada para os casos resistentes é a clozapina, cujo nome comercial no Brasil é Leponex, fabricado pelo laboratório suíço Novartis.

Esta molécula existe desde a década de 70, mas, devido a um efeito colateral, foi suspensa e liberada somente na década de 90.

Este efeito é conhecido como agranulocitose.

Por isso quem utiliza essa medicação precisa fazer exames periodicamente.

tipos de esquizofrenia Como é feito o tratamento?

O tratamento da esquizofrenia é orientado pelo psiquiatra, com medicamentos antipsicóticos, como:

  • Risperidona;
  • Quetiapina;
  • Olanzapina;
  • Ou Clozapina.

Por exemplo, que ajudam a controlar principalmente os sintomas positivos, como alucinações, delírios ou alterações do comportamento. 

Outros medicamentos do tipo ansiolíticos, como Diazepam, ou estabilizadores do humor, como Carbamazepina, podem ser usados para aliviar os sintomas em caso de agitação ou ansiedade, além de antidepressivos, como Sertralina, que pode ser indicada no caso de depressão.

Também é necessária a realização de psicoterapiaterapia ocupacional, como forma de contribuir para uma melhor reabilitação e reintegração do paciente ao convívio social.

A terapia Familiar ou em grupos também é indicada.

tipos de esquizofrenia A terapia familiar ajuda na compreensão do seu familiar, no entendimento do transtorno e em uma busca por uma melhor qualidade de vida para todos membros familiares.

Infelizmente a esquizofrenia ainda não tem cura, porém, não é uma doença incontrolável ou um atestado de insanidade para o resto da vida.

Independentemente do tipo de esquizofrenia é fundamental que a família apoie o seu familiar e que também busque apoio para e orientação para si mesmo.

Faz-se necessário sim que pacientes e familiares compreendam e aprendam a lidar e conviver com a esquizofrenia.

Que se busque sempre informações, tratamentos e meios de ajudar o seu familiar e a si mesmo, pois cuidadores também precisam se cuidar.

E lembrando sempre que:

Informação é a melhor arma!!

Abraço e até logo!

Leia também o artigo que traz os mitos e verdades sobre a esquizofrenia: https://opsicologoonline.com.br/mitos-e-verdades-da-esquizofrenia/

Psicóloga Daniela.

[captura]

Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel / WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

Artigos recentes