Seu Familiar Tem Esquizofrenia? 8 Dicas Para Melhorar Sua Relação!

Como é a sua relação com seu familiar que tem esquizofrenia?

Seu familiar tem esquizofrenia e a família se tornou super protetora após o diagnóstico?

Muitas famílias passadas as fases de negação e aceitação, começam a tratar seu familiar de forma super protetora, evitando tudo que, imaginam, possa incomodar seu familiar.

Sim, eu sei que é medo de uma piora no quadro, medo das crises e proteção.

Porém, o que você cuidador precisa saber é que proteger demais seu familiar que tem esquizofrenia não vai ajudar e sim, regredir essa pessoa.

Imagine como você se sentiria se não pudesse fazer mais nada?

Se sentisse como inútil? Terrível não é mesmo?

E é assim que seu familiar irá se sentir se não puder contribuir com mais nada.

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Não puder opinar nada em casa, nem mesmo suas roupas ou preferências.

Triste isso não é mesmo?

Então qual seria o melhor caminho para evitar essa sensação de “inutilidade” e ao mesmo tempo proteger?

Pois bem, vamos a algumas dicas:

#1 – Permita que seu familiar que tem esquizofrenia ajude nas tarefas da casa.

O que ele/a conseguir executar. Por exemplo:

  • Retirar e levar o lixo;
  • Ir buscar algo no armazém;
  • Opinar no cardápio e em suas roupas novas;
  • Expressar o que gosta de fazer,
  • entre outras ideias que você tiver.

#2 – Deixe que seu familiar que tem esquizofrenia participe das questões ligadas ao seu tratamento.

Exemplifico: buscar as medicações junto com você; Saber quando tem consultas, o que toma.

Pergunte sempre a opinião do seu familiar que tem esquizofrenia.

Pode ser que eles até não queriam opinar, mas tudo bem, pois você demonstrou considerar a existência dele e isso já o fará sentir parte da família e que ainda “existe”.

#3 – Se seu familiar está bem estabilizado e pode ir a lugares sozinhos, permita.

Peça que ligue quando chegar e avise, mas dê um pouco de autonomia para ele.

#4 – Converse com ele sobre as rotinas dele na casa.

Demonstre interesse pelo que seu familiar faz durante o dia, o que pensa, como tem se sentido.

Quanto melhor for o diálogo e comunicação entre cuidador e o familiar que tem esquizofrenia, mais fácil será o entendimento na família.

#5 – Não faça por eles o que eles mesmos podem fazer!

Como arrumar a própria cama, estender a toalha de banho, colocar ou retirar a mesa, ajudar na louca, lavar o copo que tomou água.

#6 – Se o seu familiar que tem esquizofrenia está estabilizado

E consciente de que precisa dos remédios e consegue administrar sozinho, deixe que ele mesmo tome seus remédios.

Claro, que vale a pena estar de olho e dar uma conferida!

#7 – A pessoa que tem esquizofrenia precisa de atividades.

Permita que seu familiar que tem esquizofrenia faça coisas sozinho!

Precisa se sentir útil e que ainda faz parte da família, correto?

Por isso não a torne dependente de você, deixe que ela reaprenda a andar com as próprias pernas (claro, que existem exceções como casos graves, onde se deve analisar o que pode e não pode fazer sozinho).

Permita que eles saiam, que trabalhe se for possível, que ajude em casa, se envolva com a família e com as responsabilidades referentes a eles mesmos.

Lembre-se que você não estará sempre ao lado do seu ente querido e por isso a importância dele saber se virar sozinho.

#8 – Cada caso é um caso

Como sempre digo, não se pode generalizar, pois haverá sempre as diferenças de cada um, a personalidade, o meio em que se vive que influenciam os comportamentos.

Sendo assim, algumas pessoas poderão fazer mais atividades que outras e tudo bem.

Entretanto, tenho certeza que qualquer coisa que eles possam contribuir, por menor significado que tenha, como o exemplo de retirar o lixo, os fará sentir valorizados, percebidos.

Concluo reforçando a você cuidador, que seu familiar que tem esquizofrenia precisa muito do seu cuidado e apoio SIM!

Entretanto, também precisa reaprender a caminhar, a se sentir parte da família e da sociedade.

Sendo assim, vá aos poucos proporcionando autonomia ao seu familiar.

Permita que ele se reinsira em seu meio.

Demonstre que confia nele e que também precisa da ajuda dele em casa!

Daniela

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Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel/WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

 

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