Skip to main content

Seu Familiar Tem Esquizofrenia? 8 Dicas Para Melhorar Sua Relação!

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Como é a sua relação com seu familiar que tem esquizofrenia?

Seu familiar tem esquizofrenia e a família se tornou super protetora após o diagnóstico?

Muitas famílias passadas as fases de negação e aceitação, começam a tratar seu familiar de forma super protetora, evitando tudo que, imaginam, possa incomodar seu familiar.

Sim, eu sei que é medo de uma piora no quadro, medo das crises e proteção.

Porém, o que você cuidador precisa saber é que proteger demais seu familiar que tem esquizofrenia não vai ajudar e sim, regredir essa pessoa.

Imagine como você se sentiria se não pudesse fazer mais nada?

Se sentisse como inútil? Terrível não é mesmo?

E é assim que seu familiar irá se sentir se não puder contribuir com mais nada.

Recomendo ler também: 10 Dicas Para Você Cuidar de Uma Pessoa Com Esquizofrenia

Não puder opinar nada em casa, nem mesmo suas roupas ou preferências.

Triste isso não é mesmo?

Então qual seria o melhor caminho para evitar essa sensação de “inutilidade” e ao mesmo tempo proteger?

Pois bem, vamos a algumas dicas:

#1 – Permita que seu familiar que tem esquizofrenia ajude nas tarefas da casa.

O que ele/a conseguir executar. Por exemplo:

  • Retirar e levar o lixo;
  • Ir buscar algo no armazém;
  • Opinar no cardápio e em suas roupas novas;
  • Expressar o que gosta de fazer,
  • entre outras ideias que você tiver.

#2 – Deixe que seu familiar que tem esquizofrenia participe das questões ligadas ao seu tratamento.

Exemplifico: buscar as medicações junto com você; Saber quando tem consultas, o que toma.

Pergunte sempre a opinião do seu familiar que tem esquizofrenia.

Pode ser que eles até não queriam opinar, mas tudo bem, pois você demonstrou considerar a existência dele e isso já o fará sentir parte da família e que ainda “existe”.

#3 – Se seu familiar está bem estabilizado e pode ir a lugares sozinhos, permita.

Peça que ligue quando chegar e avise, mas dê um pouco de autonomia para ele.

#4 – Converse com ele sobre as rotinas dele na casa.

Demonstre interesse pelo que seu familiar faz durante o dia, o que pensa, como tem se sentido.

Quanto melhor for o diálogo e comunicação entre cuidador e o familiar que tem esquizofrenia, mais fácil será o entendimento na família.

#5 – Não faça por eles o que eles mesmos podem fazer!

Como arrumar a própria cama, estender a toalha de banho, colocar ou retirar a mesa, ajudar na louca, lavar o copo que tomou água.

#6 – Se o seu familiar que tem esquizofrenia está estabilizado

E consciente de que precisa dos remédios e consegue administrar sozinho, deixe que ele mesmo tome seus remédios.

Claro, que vale a pena estar de olho e dar uma conferida!

#7 – A pessoa que tem esquizofrenia precisa de atividades.

Permita que seu familiar que tem esquizofrenia faça coisas sozinho!
Permita que seu familiar que tem esquizofrenia faça coisas sozinho!

Precisa se sentir útil e que ainda faz parte da família, correto?

Por isso não a torne dependente de você, deixe que ela reaprenda a andar com as próprias pernas (claro, que existem exceções como casos graves, onde se deve analisar o que pode e não pode fazer sozinho).

Permita que eles saiam, que trabalhe se for possível, que ajude em casa, se envolva com a família e com as responsabilidades referentes a eles mesmos.

Lembre-se que você não estará sempre ao lado do seu ente querido e por isso a importância dele saber se virar sozinho.

#8 – Cada caso é um caso

Como sempre digo, não se pode generalizar, pois haverá sempre as diferenças de cada um, a personalidade, o meio em que se vive que influenciam os comportamentos.

Sendo assim, algumas pessoas poderão fazer mais atividades que outras e tudo bem.

Entretanto, tenho certeza que qualquer coisa que eles possam contribuir, por menor significado que tenha, como o exemplo de retirar o lixo, os fará sentir valorizados, percebidos.

Concluo reforçando a você cuidador, que seu familiar que tem esquizofrenia precisa muito do seu cuidado e apoio SIM!

Entretanto, também precisa reaprender a caminhar, a se sentir parte da família e da sociedade.

Sendo assim, vá aos poucos proporcionando autonomia ao seu familiar.

Permita que ele se reinsira em seu meio.

Demonstre que confia nele e que também precisa da ajuda dele em casa!

Daniela

Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel/WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.