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Sobre a morte e o morrer

Sobre a Morte e o Morrer: Quando Alguém Especial Morre!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Sobre a Morte e o Morrer

Neste texto quero abordar um tema um tanto delicado, mas que permeia nossa própria existência enquanto seres humanos, A MORTE.

Nascemos, crescemos e morremos e a morte faz parte da nossa vida.

Viver é algo mágico, como um presente  que nos é dado, no qual vamos vivenciar experiências das mais diversas, desde o: engatinhar, balbuciar palavras, correr, ser criança, brincar, o adolescer, viver plenamente a juventude, transgredir regras, namorar, relacionamentos, amizades são construídas, as vezes viver perigosamente, experimentar o lado bom e ruim da adolescência e chegando a fase adulta. Sobre a Morte e o Morrer

Na fase adulta vêm os desafios, preocupação, estresse, contas para pagar…

Ah como ser criança era bom e não sabia, onde minha única preocupação era brincar, ver televisão e ser criança.

Na fase adulta também surgem os relacionamentos maduros, e eis que resolvemos ter uma relação estável e casamos. Sobre a Morte e o Morrer

Ah o amor, a parceria surge como uma união da qual tenho uma segurança, alguém que me apoie, me console, que cuide de mim.

Claro que nem tudo são flores, existem os espinhos, mas como já dizia Saint Exupery em O pequeno Príncipe, é necessário que eu suporte duas ou três lagartas, se quiseres ver as borboletas.

Portanto num casamento a aceitação do outro como ele realmente é, seus defeitos, e imperfeições são ingredientes básicos para uma relação madura e saudável. Sobre a Morte e o Morrer

Em seguida após alguns bons anos de casamento, vem a idade madura, por volta dos 50, 60 anos, e os filhos resolvem sair de casa, surgem algumas angústias, medos, como vai ser, a casa ficará vazia, perderei o sentido da vida, agora vou cuidar de quem e para quem?

Pois bem, os filhos saem de casa e após passada essa fase da síndrome do ninho vazio nascem os netos para preencher a casa, dar alegria e uma vida para esta casa.

Eis que agora exercer a avosidade pode ser algo extremamente positivo, a casa fica cheia, preenchida, tumultuada sim, bagunçada sim, mas cheia (de bons sentimentos).

Os netos vão crescendo, e paralelamente vamos envelhecendo, e aparecendo alguns sinais da senilidade: Sobre a Morte e o Morrer

  • perda de dentes,
  • pele enrugada,
  • a audição comprometida,
  • esquecimentos,
  • lapsos de memória,
  • perda da libido,

Mas ainda é possível ajeitar com algum medicamento específico para libido, a famosa pílula azul, afinal, com algumas perdas e limitações da própria velhice viver alguns prazeres, um deles o sexo, pode ser uma motivação nesta fase da vida.

Que trajetória, olhando para trás, percebemos o quanto a vida valeu a pena, passaram-se décadas e muitas vivências.

Mas a vida é feita de ciclos e a morte é um deles, e não sabemos o dia, mas esta é a única certeza que temos, lidar com o morrer e a morte é algo difícil, que não é aprendido, apenas sentido.

Como fazer quando alguém especial morre?

Como lidar com o luto? Sobre a Morte e o Morrer

É verdade que o luto dura até dois anos?

Sobre a Morte e o Morrer Enlutar é um processo simbólico, singular que varia de pessoa para pessoa, portanto não há um prazo definido.

Sobre a morte e o morrer
Sobre a morte e o morrer

Elizabeth Kubler Ross, médica americana, baseou seus estudos sobre cuidados paliativos, dentro de um hospital, observando pacientes em processo de adoecimento e morte, criando um conceito sobre as fases do luto sendo elas:

  • -negação;
  • -Raiva;
  • -barganha;
  • -depressão;
  • -aceitação

Segundo a autora, num processo de enlutamento é necessário vivenciar tais fases, nem todas serão vividas, mas a elaboração do luto, até a chegada da aceitação, se faz necessário, pois o que ficam são as lembranças do ente querido, sem a tristeza, mas resignificando.

Falar de fechamento de ciclos me faz refletir sobre este texto e o porquê de escrevê-lo.

Sei que o tema é delicado para alguns, difícil e pesado, mas é necessário falar sobre ele e porque venho fechar um ciclo.

Por alguns meses escrevi nesta coluna com diversos temas sobre a Terceira Idade e Envelhecimento, tentei fazer uma analogia e unir os temas escritos neste que é o último da coluna.

Na nossa vida precisamos fazer despedidas, fechar ciclos, enlutar, e venho resignificando o sentido de tudo isso e sem dor, sem sofrimento hoje me despeço, devido a novos projetos.

Para que o NOVO entre em nossas vidas, devemos encerrar e  chegar ao fim.

Pude escrever livremente variados temas, a grande maioria de personagens do meu cotidiano, que observando no dia a dia, me propuseram excelentes reflexões sobre o envelhecer.

Velhice, maturidade, longevidade, morrer, netos, casamentos duradouros, e demais temas que fazem parte do Universo da terceira idade, da nossa própria existência.

Desejo a todos que estão lendo este texto, uma maturidade saudável, longeva, com muito equilíbrio, felicidade, momentos bons, de eternos aprendizados, com muitos amigos e experiências incríveis, pois é assim que me vejo na velhice.

Ao escrever o texto uma música me veio à cabeça, e quero dividir com vocês:

EPITÁFIO Sobre a Morte e o Morrer

Devia ter amado mais
Ter chorado mais

Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.

Sempre que ouço esta música, me vem à reflexão de ter feito tudo que queria fazer.

Portanto não deixe para fazer aquilo que deseja depois, a vida é muito curta e não sabemos quando será nossa partida.

Posso dizer que já fiz muitas coisas que desejava fazer, e quero fazer tantas outras, pois muitos existem mas poucos VIVEM, então VIVA, VIVA, VIVA, não sabemos a hora da nossa morte.

Agradeço ao psicólogo Carlos Costa pela oportunidade de escrever nesta coluna, e a todos os leitores que me acompanharam até agora.

Novos projetos vem surgindo e hoje fecho este ciclo com a certeza de dever cumprido .

Um forte abraço,

Roberta Almeida

Roberta  da Costa Almeida – CRP 06/118096

Psicóloga Clínica, palestrante, administra um grupo em rede social sobre infância, visando a reflexão e debate sobre este universo, chamado Mundo da Infancia.

Atende crianças, adolescentes, adultos, idosos e  faz Orientação Profissional, é Pós Graduanda em Psicopedagogia pela UCDB.

Já realizou trabalhos voluntários como psicóloga na cidade de Mogi das Cruzes, na ONG CERENEJMY com pacientes com doenças neurológicas e seus familiares.

E na cidade de São Jose dos Campos, com pacientes com cegueira total e baixa visão e  seus familiares.

Contatos: Página do facebook :www.facebook.com/roberta.almeidapsicologaclinica

celular:  (011) 987046469 whatts app

email: robertaalmeidapsico@yahoo.com.br

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