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sindrome do pânico

Síndrome do Pânico: Sintomas, Causas e Tratamento!

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Síndrome do Pânico

A paciente inicia seu relato assim: Síndrome do Pânico

“Eu estava bem e inesperadamente senti meu coração acelerar, não conseguia respirar, minhas mãos ficaram úmidas, minhas pernas trêmulas, um pavor tomou conta de mim, uma sensação de morte iminente, sentia tonturas. Eu me sentia desfalecer. Meu Deus! eu vou morrer! Minha família correu comigo para o pronto socorro do hospital e na triagem falei: Estou infartando!”

O médico examina, procede exames cardiológicos. Resultado: Tudo dentro da normalidade. O que é isso? O que senti? Um ataque de pânico! Síndrome do Pânico

Se você está lendo esse artigo e já passou por isso, vai dizer: é assim mesmo que aconteceu comigo!

O Transtorno de Pânico é caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados. A pessoa passa a evitar lugares, situações novas e até mesmo a presença de pessoas onde tenha sofrido uma crise. Síndrome do Pânico

Portanto, desenvolvem o “medo do medo”, povoado de uma angústia intermitente pelo medo de ter uma nova crise imprevisível, medo de que tudo se repita, o medo de ficar louco, de perder o controle e de morrer.

Esse mal-estar pode durar cerca de 10 a 20 minutos, raramente pode se estender a uma ou duas horas, dependendo da gravidade do caso. Síndrome do Pânico

A sensação descrita pelos pacientes é que durou uma eternidade! Além da alteração emocional, a pessoa apresenta sinais físicos que são confundidos com um ataque cardíaco, por isso a avaliação médica é importante para diferenciar um quadro cardíaco real, onde há risco de morte, de um transtorno do pânico, em que não há risco de morte e nem deixa sequelas físicas.

É importante esclarecer que a pessoa pode ter um evento de pânico e isso nunca mais se repetir. Quando esses ataques de pânico ocorrem mais vezes está caracterizado o Transtorno ou Síndrome, com a presença de quatro ou mais dos seguintes sintomas:

  • . palpitações, taquicardia (ritmo cardíaco acelerado);
  • . ondas de calor/calafrios;
  • . tremores;
  • . formigamentos (parestesias) ou sensação de anestesia;
  • . dor ou desconforto no peito;
  • . sudorese (suor excessivo);
  • . sensação de falta de ar ou sufocamento;
  • . sensação de asfixia ou nó na garganta (aperto ou engasgo);
  • . dor ou desconforto torácico;
  • . náuseas (enjoos) ou desconforto abdominal (similar a cólica);
  • . sensação de tontura, vertigem, instabilidade ou desmaio;
  • . desrealização (sensação de irrealidade, estranheza do ambiente) ou despersonalização (sensação de estranheza consigo mesmo; de estar distanciado de si mesmo);
  • .  medo de perder o controle dos seus atos ou de enlouquecer;
  • . pensamentos trágicos ou catastróficos;
  • . medo de morrer.
Síndrome do Pânico: Sintomas!
Síndrome do Pânico: O medo do medo!

É muito comum a pessoa que sofreu um ataque de pânico desenvolver um outro comportamento obstinado de auto-observação e vigília constante das próprias sensações, dos batimentos cardíacos e esse estado de alerta constante acaba afetando o funcionamento do organismo e intensificando a ansiedade.

A Síndrome do Pânico pode surgir em pacientes de qualquer idade, desde crianças, adolescentes e adultos.

É mais comum em mulheres e em pessoas que estão em plena carreira profissional, com características de dedicação e competência em demasia no seu trabalho.

Geralmente são pessoas auto exigentes, perfeccionistas e em busca dos resultados de competências podem vir a sofrer o transtorno. Síndrome do Pânico

É aí que temos que trabalhar para ter presente o equilíbrio emocional em todo fazer e ser.

O tratamento medicamentoso feito pelo psiquiatra, aliado a psicoterapia tem tido respostas positivas para aliviar o sofrimento desses pacientes com a possibilidade de melhorar a qualidade de vida.

A Terapia Cognitivo Comportamental vai levar o paciente a entender melhor o seu adoecimento, a definir os pensamentos automáticos que tomam conta da sua mente e mudar esses esquemas de pensamento que reforçam o medo. Síndrome do Pânico

Modificar suas crenças disfuncionais que acabam intensificando essas atitudes e comportamentos que fortalecem a ansiedade que vêm a desencadear o transtorno do pânico.

Aos poucos o paciente em tratamento passa a se conhecer melhor e aprende que antes ou durante uma crise de pânico, o ponto chave de controle está na respiração.

Ele aprende a respirar! Assim: Inspire lentamente pelo nariz, retenha o ar nos pulmões por pouco tempo e solte o ar pelo nariz lentamente. Mantenha essa respiração controlada por 30 a 60 segundos. Síndrome do Pânico

A psicoterapia não é uma opção para quem quer se livrar da Síndrome do Pânico, é sim uma decisão fundamental.

É preciso tomar a iniciativa, dar o primeiro passo, aceitar esse desafio e querer de verdade. Vejo muitas pessoas se queixando, esperando soluções milagrosas, sem querer sair da sua zona de conforto. Síndrome do Pânico

Para alcançar os resultados é preciso mudança de comportamento, mudança de postura, sair do papel de vítima, para ser dono da sua própria vontade.

O primeiro passo é a tomada de consciência, entender e aceitar que precisa de ajuda para superar suas dificuldades. Síndrome do Pânico

A resposta está dentro de você porque você tem recursos internos de enfrentamento e de ressignificação dos sintomas e o psicólogo será um facilitador, dará um direcionamento para primeiro você se reencontrar e assim acessar esses recursos internos.

Um abraço e até o próximo artigo. Síndrome do Pânico

Psicóloga Rosânia Guimarães

síndrome do PânicoRosânia de Fátima Guimarães Coaracy Muniz, psicóloga CRP 01/11302. Atua na clínica atendendo crianças, adolescentes e adultos e faz avaliação neuropsicológica em Brasília/DF.

Contatos: email: [email protected]

Fanpage: https://www.facebook.com/entendendoaansiedade [1]

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