Rotular Pessoas: Julgamentos Que Discriminam e Excluem!

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Rotular Pessoas: EU TE ROTULO: VOCÊ ME ROTULA

Apesar de nos últimos anos as pessoas com deficiência terem se mostrado mais na sociedade, trabalho, estudos e vida social, sua real inclusão ainda é uma utopia.

Um jogo de faz de conta em que a sociedade finge que te inclui, e você finge que é incluído.

Você deve estar pensando que estou sendo pessimista demais ou no mínimo, alguém que não acredita na inclusão.

Nem uma coisa, nem outra. Rotular Pessoas

Posso te dizer com toda certeza, que eu, uma mulher cadeirante, ainda passo por momentos constrangedores quando as pessoas fingem que não estão te vendo ou quando te olham com aquele olhar de pena que toda pessoa com deficiência detesta.

Mesmo existindo o movimento da inclusão social para que a pessoa com deficiência seja incluída é tudo muito superficial ainda. 

Rotular Pessoas Em uma sociedade que ainda se discrimina pessoas negras e homossexuais, a pessoa com deficiência ainda sofre com o preconceito relacionado a sua capacidade de viver uma vida digna e normal.

As pessoas com deficiência vivem na invisibilidade há anos, só que você não é invisível, são as pessoas que se recusam a te enxergar, ver as suas imperfeições humanas, sejam elas físicas ou não.

Mas o que é ser uma pessoa invisível para a sociedade? Rotular Pessoas

Penso que, uma pessoa invisível seja alguém que a sociedade prefere ignorar a sua existência; não querer conviver com alguém muito diferente da grande maioria das pessoas; não aceitar que o outro mesmo sendo diferente do que você está acostumado, seja alguém que se pode conviver, ainda que desconhecido e com o medo de você se tornar alguém como ele.

Você já parou para pensar que, nas novelas da televisão, quando você quer castigar alguém por ela ter sido má, existe a possibilidade de ela ficar sem andar?

De ficar paraplégica? Rotular Pessoas

Rotular pessoas Existe algo mais negativo do que a ideia de que a deficiência é um castigo?

Rotular pessoas
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E isso vem sendo colocado em filmes, novelas e quando aparece algum programa de televisão falando sobre alguém com deficiência a conotação é sempre um ser heroico, ou de alguém digno de pena, do assistencialismo do governo ou das instituições.

Dificilmente com uma conotação de alguém que conseguiu superar suas próprias limitações, limitações impostas pela sociedade e vive uma vida o mais normal possível.

Porque se tivesse uma política realmente de inclusão, nossos direitos seriam cumpridos sem precisar recorrer ao judiciário para garantir a sua efetivação.

Não teríamos que recorrer a vagas especiais impostas pelas leis trabalhistas porque ninguém quer empregar uma pessoa com deficiência a não ser por obrigação.

Sua capacidade laboral não é levada em conta, mesmo que você tenha tantos cursos e graduações possíveis.

Isso não tem a menor importância quando você já é visto e rotulado como uma pessoa incapaz culturalmente.

Quanto mais nos escondemos do mundo e da vida, mais cômodo é para a sociedade não te enxergar e não ter que te aceitar.

Quando iniciei o meu processo de autoaceitação como uma pessoa com deficiência, foi um processo doloroso e difícil.

Pois, quando a sociedade e o mundo dizem que é melhor você ficar protegida em sua casa para não ter que enfrentar todos os nãos e desculpas esfarrapadas que a sociedade te dá para não te incluir, sua autoestima é colocada à prova em todos os momentos da sua vida, até o dia que você não existir mais.

Rotular Pessoas A deficiência não passa de um rótulo que as pessoas inventaram para classificar a diferença entre as pessoas.

Dizer que você é ou não uma pessoa com deficiência é fazer uma distinção entre duas pessoas, em que uma têm alguma dificuldade e a outra que, supostamente, não tem nenhuma.

Diferenciam-se as pessoas a todo momento, a gorda, a magra, a baixa, a alta, a negra, a branca, o índio, o chinês, o homossexual, o heterossexual e, assim se dão todos os tipos de rotulações possíveis e imagináveis para somente uma espécie: o próprio ser humano.

Talvez a não aceitação do outro seja o reflexo da nossa própria não aceitação de quem somos.

Queremos sempre ter e ser alguém idealizado por nós ou pelos outros.

Você consegue me dizer se você se aceita exatamente do jeito que você é ou você gostaria de ser diferente?

Talvez essa resposta seja a grande intolerância entre os seres humanos.

Quando não nos aceitamos, dificilmente iremos aceitar o outro com suas falhas, limitações, qualidades e determinação.

Você só evolui como pessoa quando você está disposto a abrir a sua mente para o novo, para o desconhecido e para os aprendizados da vida.

Agora, neste momento, eu faço esta reflexão: Rotular Pessoas

Sem a auto aceitação e amor próprio, não existe demonstração do amor ao próximo.

Recomendo que você leia também: Preconceito e Deficiência: o Que Você Pensa Sobre Isso?

Sandra Stefanes

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Sandra Stefanes é Psicóloga (CRP 12/07831), Especialista em Educação Especial, Analista Comportamental DISC e Hipnóloga Clínica.
Atua na cidade de Criciúma em Santa Catarina com atendimento clínico à jovens, adultos e idosos; ministra grupos terapêuticos e palestras. Também trabalha com orientação psicológica online.
Contatos profissionais: (48) 99611-1737
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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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