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remédio tarja preta

Saiba os Malefícios em Ficar Dependente de Remédio Tarja Preta!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Fiquei dependente de remédio tarja preta. E agora?

Remédio tarja preta

Algum dia você passou por um momento difícil e teve que recorrer a remédios para dormir ou para diminuir a ansiedade?

Se sim, creio que você já passou pela seguinte situação: Remédio Tarja Preta

Todas as noites o mesmo ritual: dentro da caixa que parece mais uma “farmacinha móvel”, você pega o seu remédio e o toma.

Passados cerca de 30, 40 minutos, o sono é tão forte, que você apaga e dorme feliz.

Por outro lado, nos dias em que está muito cansado, você pensa:

“- Ah, hoje não preciso do meu remédio, estou tão exausto que vou dormir de um lado só!”.

Mas… As horas vão passando em 23h, 00h, 1h e você ainda está de olhos arregalados contando carneirinhos ou pensando nas tarefas que ainda tem de fazer no resto da semana.

No entanto, você continua otimista: “- Vou tomar um leite quente e vai ser tiro e queda!”. 2h, 3h, 4 horas da madrugada e BOOM!

Você continua acordado, quando na verdade, falta pouco para acordar. Remédio Tarja Preta

Então o desespero bate à porta e você, finalmente, resolveu tomar o “sossega leão”.

Detalhe: você ficou com raiva e agora decidiu tomar uma dose maior para garantir que vai realmente dormir.

Beleza! Você realmente dormiu – mas, assim como a dose do remédio foi extra, o sono também.

O que era para ser uma noite tranquila se tornou um pesadelo, pois, no dia seguinte você já acordou atrasado, mal-humorado, lento nos movimentos corporais e, além disso, dificuldade no raciocínio.

E você pensa: “- Fiquei dependente de remédio tarja preta. E agora, José?”.

 

Fiquei viciado em remédio tarja preta e agora?
Fiquei viciado em remédio tarja preta e agora?

 

Primeiramente, é preciso entender o que são esses remédios mais conhecidos como tarja preta e por que eles provocam dependência.

Hoje em dia existe um leque de psicofármacos utilizados no tratamento de doenças mentais e suas classificações variam de acordo com o mecanismo de ação no organismo.

Remédio Tarja Preta

Os principais são:

  1. Ansiolíticos
  2. Antidepressivos
  3. Antipsicóticos
  4. Anticonvulsivantes
  5. Estabilizantes de Humor

 

Você pode ter se perguntando se todos os remédios desses grupos causam dependência, mas a resposta é não!

É a classe dos benzodiazepínicos, mais conhecidos como ansiolíticos, que provocam dependência em longo prazo e, por isso, podem provocar efeitos danosos tanto no corpo, quanto na mente.

Um desses efeitos danosos é a tolerância, que consiste na diminuição do efeito de um remédio pelo seu uso excessivo e contínuo.

Com o tempo, o paciente fica resistente e precisa de uma dose maior para se obter os mesmos efeitos do início do tratamento.

Por exemplo, em uma situação hipotética, se, inicialmente, o paciente tomava um comprimido pela manhã para diminuir a ansiedade, após alguns meses, apenas uma pílula pode não ser suficiente, então ele passa a tomar dois comprimidos, um pela manhã e um a noite. E assim sucessivamente.

Remédio Tarja Preta Sobre dependência química, caso o paciente suspenda o uso do remédio de forma abrupta, ele poderá experimentar sintomas de abstinência.

 

Os mais comuns são: 

  • Tremores
  • Agitação
  • Sudorese
  • Episódios depressivos
  • Insônia
  • Náuseas
  • Irritabilidade
  • Mudanças bruscas de humor
  • Distúrbios da memória e da coordenação motora, etc.

É importante salientar que não é recomendada, de nenhuma maneira, a interrupção do tratamento por conta própria. Remédio Tarja Preta

Para alterações na dosagem, substituição para outro medicamento com menos efeitos colaterais, ou até mesmo a interrupção do consumo do remédio.

É necessária uma consulta e acompanhamento com um médico – psiquiatra no processo chamado de “desmame” – que é a diminuição progressiva das doses até cessar.

Aqueles que tomam ansiolíticos há anos, podem não ter consciência da dependência e apresentam muita resistência em interromper o consumo de psicofármacos, mesmo sob orientação médica.

Além disso, alguns pacientes podem ter receio da retirada do remédio por já terem experimentado a desestabilização emocional decorrente nos dias sem o medicamento.

Parar de tomar o psicofármaco de uma vez e por conta própria pode provocar, além da síndrome da abstinência, o efeito rebote, que é quando os sintomas retornam de maneira muito mais intensa e prejudicial ao paciente.

Já no que se refere à dependência psicológica, analisa-se o peso da nomeação do psicofármaco para o sujeito.

O medicamento adquire um signo ideal de harmonia, de bem-estar, de cura: cura da angústia proveniente do encontro devastador com o sofrimento.

Esse deslizamento da função do medicamento sugere que o que está em jogo não é apenas a substância química em si, mas a articulação simbólica que o sujeito faz diante daquilo que nomeia o medicamento.

Ou seja, a invenção de um nome permite a penetração do medicamento e sua aceitação – ou não.

Exemplo bem claro disso é o efeito placebo – que não deriva diretamente da ação farmacológica de um dado medicamento, mas sim pelo fato de o paciente acreditar que está tomando um remédio eficaz contra a sua patologia.

Nesse sentido, o psicofármaco ressoa por um nome e produz consequências psicológicas nas pessoas. Re

médio Tarja Preta

A dependência em remédio tarja preta traz sérias consequências psicológicas!
A dependência em remédio tarja preta traz sérias consequências psicológicas!

 

Como ilustração, vale destacar nome comercial, curioso, do medicamento prescrito para pessoas com ansiedade: “Rivotril”.

Podemos fazer uma analogia de “Rivotril” como “Risotril”, ou seja, algo que provoca risos, alegria, felicidade.

Nessa lógica, ninguém quer ficar de fora do time que aparece como ponte para se tornar um ideal da sociedade que propaga a ideia do “dever de ser feliz”.

Dessa forma, não há espaço para a tristeza e ansiedade.

Os benzodiazepínicos surgem como uma luva à demanda psicossocial.

Assim, o assunto sobre dependência química de psicofármacos pode ser analisada a partir de diversas facetas.

Em uma era que propaga e incentiva o seu consumo, o debate se constitui, de certo modo, desconfortável para os que fazem o uso de medicamentos e levantam a bandeira de “ruim com eles, pior ainda sem” e também para os médicos que prescrevem medicamentos e os incluem como parte importante no tratamento. 

Além disso, essa temática é árdua para os que vão à contramão e não fazem uso de remédios, assim como para outros profissionais que apresentam leituras distintas sobre a mesma pauta, no caso, os psicólogos. 

Remédio Tarja Preta Logo, ressaltando os diferentes olhares, não podemos nos esquecer do interesse da indústria farmacêutica em propagar a ideia de alívio do sofrimento através de psicofármacos.

 

Portanto, quer saber de que maneira o mercado capitalista influencia no consumo, cada vez mais alto, de remédios?

Então não perca o próximo artigo!

Recomendo que você leia também: Psicofármacos: O Ser Humano Comprimido Em Um Comprimido.

fernandaFernanda Martins é psicóloga (CRP 04/45295), formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – campus Coração Eucarístico.

Bastante interessada pela temática sobre os psicofármacos, é idealizadora do projeto “Janela Psicológica”.

Sua proposta é tornar a psicologia acessível, rumo ao universo da mente humana por meio da janela – interna de cada um.

Atua na área clínica em Santo Antônio do Monte / MG e realiza atendimentos com crianças, jovens, adultos e idosos, além de desenvolver trabalho no âmbito da educação infantil na escola “Viver e Aprender”.

Quer conhecer mais sobre seu trabalho? Acesse e entre em contato:

Instagram / Facebook / YouTube: Janela Psicológica

Email: fernanda.martins.psicologa@gmail.com

Telefone: (037) 9 9937-6154

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