Adolescentes nos relacionamentos virtuais

Este mundo virtual levou a muitos relacionamentos à distância, os famosos relacionamentos virtuais.
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Os adolescentes utilizam a tecnologia com uma grande propriedade e domínio desse mundo virtual, mas será que conseguem lidar bem quando o assunto é do coração?  

Isso dependerá como está esse jovem, sua autoestima e se está preparado para lidar com os conflitos, que surgiram no decorrer de toda nossa vida.

Relacionamentos Virtuais

A tecnologia, o mundo virtual está presente ao nosso redor e temos que concordar que nos traz muitos benefícios e vantagens.

Quantas pessoas que moram em outras cidades, estados ou até mesmo outro país e conseguem falar com seus amigos e parentes, mesmo que distantes. E o mais incrível de tudo, que conseguem até se verem por uma vídeo-chamada.

Temos que ter a consciência, que um grande problema nessa era virtual é que as pessoas estão esquecendo do contato humano, estão tão envoltos nesse mundo virtual, que não se dão conta que estão deixando de lado o mundo pessoal, vivo, de carne e osso, de toque, cheiro. 

O que está faltando muito é o contato olho no olho, as pessoas estão perdendo isso sem se dar conta da importância dessa troca afetiva.

O contato humano faz bem para nossas emoções e isso nutre muito a nossa alma.

 Este mundo virtual levou a muitos relacionamentos à distância, os famosos relacionamentos virtuais.

 Você sabe qual é o perfil das pessoas que procuram esses relacionamentos virtuais? Essas pessoas são mais solitárias e bem mais tímidas.

Um outro fato importante é a falta de oportunidade de conhecer novas pessoas ou até mesmo por terem receio de ir em busca dessas oportunidades.

Um jogo perigoso desses relacionamentos é quando criam uma identidade imaginária, uma imagem idealizada, ou seja, querem mostrar a todo custo apenas seu lado “bom”, escondendo seus defeitos.

Mas será que não está escondendo esses defeitos de si mesmo? Pense nisso! Muitas vezes temos medo de encarar a nossa realidade.

Hoje em dia, as pessoas estão tão conectadas ao mundo virtual, gerando uma certa insegurança de conhecerem pessoas ao vivo e em cores, presencialmente.

Quando se pegam muito nessa insegurança, muitos criam um perfil falso, Fake. Perigo total!

Muitas pessoas se envolvem tanto nessa teia de mentiras, que esquecem da sua vida real e com certeza será prejudicial a si próprio e as pessoas que caem nessa teia de mentiras.

Por que as pessoas se envolvem num relacionamento virtual?

Já sabemos que existem vários motivos que podem levar a esses relacionamentos virtuais, como a timidez excessiva, sensação de solidão, carência afetiva, necessidade de ter atenção das pessoas e muito mais.

Além das pessoas que vão em busca de novos desafios como a própria traição, lembrando que a traição não é somente física, mas pode ser também virtual.

As pessoas estão perdendo um pouco da noção da realidade e do mundo imaginário. Por que será que está agindo assim? Não seria melhor resolverem e enfrentar suas dificuldades? Ao invés de se esconderem em seu perfil Fake?

Agora vamos pensar um pouco mais na qualidade dos relacionamentos dos nossos jovens.

A adolescência é uma etapa muito importante na vida de qualquer jovem, contendo vários desafios. E não são poucos! Essa fase deve ser respeitada pelos demais que convivem com esses jovens.

Muitos adultos, principalmente os pais, esquecem que também já foram adolescentes e que também enfrentaram vários conflitos.

Atenção, pais! Não subestime as dificuldades de seus filhos. Lembre-se que temos as dificuldades que cabe a nós de acordo com nossa trajetória e consequentemente nossa faixa etária.

É claro que algumas pessoas passam por grandes dificuldades, que fogem esses aspectos, por isso que nesses casos é fundamental a psicoterapia.

Depois de atender vários jovens em atendimentos individuais, grupo, palestras, pude perceber que as dificuldades mais citadas por eles, as dividi em 11 tópicos, que são:

  1. Relacionamento com os pais: muitos pais criam certas barreiras que impedem os filhos de falarem o que pensam e gera muitos desentendimentos familiares.
  2. Falta de amigos: medo de confiar nos amigos e que esses os traiam contando seus mais intensos desabafos, sendo assim, preferem se isolar.
  3. Bullying a ataques verbais: enfrentam muitas “brincadeirinhas que ferem uns aos outros, sempre falo para eles que só é brincadeira quando todos se divertem, caso contrário, é ataque sim.
  4. Sexualidade: nessa fase existem muitas dúvidas, receio e vergonha de perguntarem, principalmente aos pais.
  5. Pressões escolares: “Você só estuda, não faz mais nada e ainda reclama?” Quantos de vocês já não falaram isso para seus filhos? Cobrança das atividades escolares, tempo para estudo devido ao excesso de tarefas extracurriculares, provas cansativas. Ainda acha pouco?
  6. Aparência visual: nessa fase deve-se investir muito na autoestima, porque estão muito preocupados com a aparência, que esquecem do seu eu interior. O predomínio pela beleza externa é tão grande, que deixa de lado sua autoestima, não priorizando sua beleza interior.
  7. Uso excessivo das redes sociais: os jovens têm o hábito de dar mais importância para as pessoas que estão online, não priorizando as que estão ao redor. Será que são só os jovens?
  8. Drogas: quantas dúvidas, curiosidades, desafios, questionamentos e falta de informações.
  9. Conflitos de gerações: quantas ideias diferentes dos seus pais, opiniões totalmente diferentes dos pais, professores, adultos em geral.
  10. Limites: nossos jovens pedem limites e testam isso o tempo todo para verem até onde podem chegar.
  11. Questionamentos internos: quantas questões mal resolvidas, o que desejo, quero para meu futuro, quais são os meus talentos, que carreira devo seguir? É um turbilhão de emoções.

Isso tudo merece uma total atenção e apoio dos pais. Mas como deve ser diálogo?

Lembre-se! Quando estamos abertos ao diálogo com os jovens, isso dá margem para que eles se abram com os pais e falem dessas emoções e quando surgir um relacionamento virtual estará pronto para se abrir com quem lhe dê apoio e segurança.

Ao falar com os adolescentes fale da sua história, conte como foi sua adolescência, isso aproxima os jovens.

Esteja a par dos assuntos que ele goste para ter assunto para dividir com ele, entre indiretamente nesses assuntos, não seja direto, isso pode assustar.

Admita que você não é capaz de lidar com determinadas situações, afinal você é humano, não tenha medo de demonstrar sua fragilidade.

Esteja pronto para apoiar seus planos, mesmo que amanhã esses planos já não forem mais os mesmos, o que importa é saber que pode contar com você.

Com essas estratégias ficará mais fácil esse diálogo, lembrando que deve ter a fala e a escuta para isso, assim será mais fácil para que ele lhe diga sobre esse mundo virtual que te rodeia. Deixe seu comentário sobre esse tema, estou curiosa para saber sua opinião.

 

Leia também:A qualidade nos relacionamentos após o abuso sexual

 

Paula Espíndola é psicóloga clínica CRP 06/50889. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Experiência em atendimentos sobre quaisquer relacionamentos, principalmente os relacionamentos amorosos.

Respondendo dúvidas no Canal do YouTube PAULA ESPÍNDOLA PSICÓLOGA sobre relacionamentos feita através das redes sociais, a seguir:

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