Os relacionamentos abusivos ou tóxicos

Vivemos tempos violentos, mas não só fisicamente. Muitas vezes esquecemos que a violência existe de diversas formas, considero até que a pior delas é a violência ou tortura psicológica
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Não importa sua idade, etnia classe social…os relacionamentos têm que ser leves, felizes, para ambas as partes!

Pode começar com uma “brincadeira”, um olhar estranho, uma palavra mais ríspida e é assim que geralmente começa…de forma velada.

Mas vai tomando proporções incontroláveis, doentias. Posso começar este texto com uma frase muito famosa, da qual desconheço o autor, mas que diz assim: “Em uma mulher não se bate nem com uma flor!”

Tenho certeza de que você já ouviu ou usou esta frase, mas nem sempre paramos para refletir sobre ela.

Não é só em mulheres que não se bate, não deveria se usar violência contra ninguém!

Vivemos tempos violentos, mas não só fisicamente. Muitas vezes esquecemos que a violência existe de diversas formas, considero até que a pior delas é a violência ou tortura psicológica.

No entanto, por questões particulares acabamos negligenciando isso, por não querer ver o que está acontecendo de fato, com medo de perder o outro…

Mas aí existem algumas outras questões que merecem atenção! Medo, medo da perda, falsa sensação de posse de alguém…Pois bem!

Para começar: Não somos donos de ninguém, nem de nós mesmos. Medo, de quê? E perder…o quê? O que não temos? Se pararmos para pensar o nosso comportamento passivo diante de relacionamentos tóxicos/abusivos está numa idealização do que queríamos que fosse a relação em que estamos envolvidos…Já parou para pensar nisso?

Em quantas vezes você entrou em um relacionamento por motivos errados e depois por apego, ou baixa autoestima, ou uma idealização, ou expectativas criadas, acabou sofrendo por não conseguir terminar?

A partir daí sua vida tornou-se um caos…brigas e mais brigas, conflitos internos, um culpando o outro sem nem saber o real motivo, joguinhos, ameaças, até partir para pequenas agressões, até chegar em violências mais graves…

E você continuou infeliz, em uma relação que só te fazia mal, mas que parecia que as atitudes do outro, em relação a você, eram “normais”.

Relacionamento saudável é companheirismo, é troca, cumplicidade, querer bem…poderia enumerar aqui diversas outras características de uma relação prazerosa. Se não é assim, se causa dor, angústia, dúvida, apego, medo…não é legal!

O que acontece em alguns casos é a pessoa estar em um relacionamento que não vai bem e querer ou achar que ele irá mudar, melhorar, mas sabemos que dificilmente isso ocorrerá e o “manipulador” da relação não costuma se importar com os sentimentos do “manipulado”.  

Observe: Se sua saúde emocional anda bem, se você se ama em primeiro lugar, você não aceitará menos do que merece, não ficará em algo que é prejudicial a você!

Outra frase, que também desconheço o autor, mas que escutamos desde criança é: “Antes só do que mal acompanhado”! Essa já teve até outras versões criadas como “mal apaixonado”, “mal casado”, mas para dizer a mesma coisa e dessa sou muito fã, porque a verdade é essa, doa a quem doer!

Estar com alguém deve ser algo que soma e que seja bom, para ambas as partes, e até que se encontre alguém assim deve-se ficar só, somente consigo mesmo, se amando, cuidando de si, para que quando encontrar alguém, esse amor próprio transborde!

A solidão, até considero melhor dizer, “solitude”, nos mostra que estar só (seja por opção ou pela falta dela) é melhor do que ter uma companhia que te faz sofrer ou que desperta a pior versão que há em você.  

Pode ser que por algum motivo você tenha aprendido (de forma errada) que sofrer em um relacionamento é algo normal, no entanto nunca é tarde para ser a pessoa que quebra esse ciclo de sofrimento!

Reflita e se sentir que precisa de ajuda, não tenha vergonha em procurar, antes que seja tarde…

Nesses casos é essencial trabalhar sua autoestima,  habilidades sociais e crenças limitantes, que te impedem de viver uma vida de qualidade. Seu bem estar em primeiro lugar, nunca se esqueça disso!

 

Mellina (Mell) Mesquita é graduada em Comunicação Social e Psicologia (CRP 04/41155 e atua na cidade de Belo Horizonte. Trabalha como Psicóloga Clínica e Coach, com foco em relacionamentos, desenvolvimento pessoal e autoestima, de adultos (mulheres e homens).Idealizadora dos projetos “Expressão Corporal e Habilidades Sociais” e “Café com Mell”.

Contatos:
Face: Mell Mesquita 
Insta: @mellmesquitapsi
Telefone/whatsapp: (31)9 9281-0708
 
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