Psicoterapia e Autismo: a Importância no Tratamento

psicoterapia e autismo

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É comum muitos pais ficarem chocados quando recebem o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de seu filho, isso porque muitas vezes lhes vem à cabeça a sentença de que o autismo não tem cura e que nada poderá ser feito para reverter esse quadro.

Felizmente a ciência avança a passos lagos e embora ainda se diga que o TEA não tenha cura, muito pode ser feito para que a pessoa autista possa ter uma melhor qualidade de vida.

Quanto mais cedo forem as interversões, melhores serão os resultados.

Nesse novo panorama, o tratamento especializado traz perspectivas de mudanças consideráveis.

psicoterapia e autismo Para isso, é preciso que o trabalho seja realizado de forma integrada, com uma equipe multidisciplinar, que geralmente é composta por:

  • Psiquiatras;
  • Psicólogos;
  • Fonoaudiólogos;
  • Psicopedagogos;
  • Educadores;
  • Entre outros.

O empenho e engajamento da família também são peças fundamentais no tratamento, o que nem sempre é uma tarefa fácil, já que muitos pais resistem e tardam em aceitar o diagnóstico.

É exatamente por esse motivo que muitas vezes, esses pais precisarão de acompanhamento psicológico para trabalhar essa não-aceitação e a elaboração do luto de um filho que não se enquadra dentro das perspectivas que criaram.

psicoterapia e autismo O TEA não é uma doença, mas uma deficiência do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, socialização e o comportamento.

Suas características não são universais, pois ele pode se apresentar de formas diferentes para cada pessoa. Nesse sentido o TEA pode ser tratado, trabalhado e até modificado, reabilitando assim, a pessoa que o possui, para que possa se adequar ao convívio em sociedade.

A psicoterapia tem um papel importante no tratamento do TEA, pois ela visa melhorar as habilidades linguísticas, sociais e cognitivas. Existe uma grande variedade de fundamentos teóricos para a intervenção terapêutica do Autismo, as técnicas e métodos de intervenção mais utilizadas são fundamentadas em princípios da Terapia Comportamental e vai envolver o desenvolvimento de comportamentos funcionais e a redução de comportamentos inadequados.

Esse trabalho é possível graças a maleabilidade que o cérebro possui, conhecida como neuroplasticidade ou plasticidade neuronal, que é a habilidade do organismo em adaptar-se às diversas mudanças, sejam elas, físicas, ambientais, sociais ou de outra ordem.

psicoterapia e autismo A neuroplasticidade é capacidade de mudança e reorganização dos neurônios.

O cérebro se reprograma a cada novo estímulo e exercício, isso porque novos caminhos entre os neurônios são criados o que permite a acomodação de novas aprendizagens.

A medida que a criança autista é estimulada, mais caminhos neurais serão formados.

O tratamento psicoterápico vai estimular a criança com TEA, através de técnicas de mudanças de comportamento, com a finalidade de que o cérebro se reorganize para novas memorizações e aprendizados que resultaram em uma melhor qualidade de vida, reduzindo significativamente as dificuldades do convívio em social. 

A neuroplasticidade é um processo involuntário do nosso corpo, estamos sempre em contato com novos aprendizados que exigem reorganização do nosso cérebro. No tratamento do TEA os benéficos dessa reorganização serão inúmeros, principalmente quando as intervenções forem precoces, pois quanto mais cedo a criança for diagnosticada e tratada melhores serão os resultados.

Análise do Comportamento Aplicada, mais conhecida pela sigla ABA, é uma das técnicas utilizadas dentro da Terapia Comportamental que apresenta bons resultados, ela ajuda a desenvolver habilidades sociais relevantes, além de reduzir repertórios inadequados.

psicoterapia e autismo Crianças que não conseguem se comunicar geralmente apresentam comportamentos de birras, apresentados por choros e gritos, em prol de conseguirem o que querem.

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Apresenta comportamentos aversivos.

Através da ABA esses comportamentos serão extinguidos e desenvolvidos comportamentos de interação comunicativa que permitam a criança solicitar o que deseja sem apresentar comportamentos inadequados como no caso das birras.

As intervenções da ABA vão envolver estratégias de repetição, imitação, mando, modelo e pareamento de estímulos, como meio de reforçar e modelar comportamentos esperados.

Para aqueles que apresentam mais dependência, serão ensinadas atividades básicas como, escovar os dentes, tomar banho, vestir roupas, etc.

Já para aquelas mais independente como nos casos de Asperger, será realizado o treino de sutilezas sociais, como entender ironias, já que esta é uma das dificuldades apresentadas pelo autista.

psicoterapia e autismo Como visto, é indiscutível os benefícios da intervenção psicoterápica no diagnóstico do autismo.

A psicoterapia vem ganhando cada vez mais, um lugar de destaque devido à eficácia oferecida, já que possibilita através de intervenções pontuais, que o autista consiga desempenhar funções do dia a dia.

Leia também o artigo complementar sobre o luto dos pais ao verem o diagnóstico do filho: https://opsicologoonline.com.br/filho-autista/

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Psicóloga (CRP-03/12105), especialista em Terapia Cognitiva Comportamental, professora licenciada em Letras. Atua com atendimento clínico presencial, orientação psicológica online e palestras.

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E-mail: rosyanemoreira@hotmail.com

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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