Preconceito e Deficiência: o Que Você Pensa Sobre Isso?

preconceito e deficiencia

Preconceito e deficiência.

Vamos falar sobre preconceito e as pessoas com deficiência?

Eu sei que parece um assunto batido, mas está longe de não ser mais discutido.

E você sabe por que? Preconceito e deficiência.

Porque, apesar de toda as lutas e leis feitas para as pessoas com deficiência, tem muitas pessoas que desconhecem e ignoram quem são as pessoas que tem algum tipo de deficiência, não convivem e nem fazem questão de saber algo sobre esse universo desconhecido.

Então o que é preconceito?

O preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória que se baseia nos conhecimentos adquiridos em determinado momento, como se revelassem verdades sobre pessoas ou lugares diferentes.

Costuma indicar desconhecimento pejorativo de algo ou alguém que lhe parece diferente.

O preconceito às pessoas com deficiência é representado como uma construção de negação social, pois suas diferenças são destacadas como uma falha, carência ou impossibilidade.

Isso causa um certo constrangimento num primeiro olhar, que pode permanecer durante muito tempo e está sujeito ao tipo de interação e dos elementos na construção das relações entre pessoas.

Preconceito e deficiência.Quando se é diferente, você carrega um estigma, que é uma marca, um rótulo, pois muitas vezes, a deficiência está em uma cadeira de rodas, numa bengala, ou em um corpo fora das normas estabelecidas pela sociedade.

preconceito e deficiencia
Rotulações que acompanham a pessoa com deficiência.

Contudo, existem deficiências que não podem ser vistas num primeiro momento como o autismo, a deficiência intelectual, a surdez…

Quando passamos a apontar alguma pessoa pelo rótulo, o relacionamento se desenvolve com este e não com a pessoa.

Então, imaginamos uma vida característica dos deficientes físicos, que explica todo o seu comportamento de uma maneira inalterável.

Exemplificando: ele age assim porque não anda.

As pessoas “com deficiência” são vistas e entendidas, inicialmente, por sua diferença negativa e consequentemente, seus comportamentos estarão predeterminados.

Como pode alguém dizer que determinado comportamento é característica de uma pessoa com ou sem deficiência?

Isto está enraizado no preconceito existente há muitos anos e no quanto as pessoas não se dispõem de verdade a conhecer o outro pelo que ele é e não pelo que ele aparenta ser.

Veja este artigo complementar mostrando como a sociedade vê o deficiente: http://www.acessa.com/direitoshumanos/arquivo/opiniao/2006/12/05-opiniao02/

Por isso, muitas vezes, erramos quando dizemos que tal pessoa é de determinado modo conforme sua aparência exterior e do modo que ela se veste.

As pessoas com deficiência são um solo fecundo para o preconceito, consequência do distanciamento relacionado aos modelos corporais e/ou intelectuais que definem seu lugar no mundo e que te avalia como se faltasse algo, que é ineficiente ou impossibilitado.

Preconceito e deficiência.Define-se somente na aparência ou qualidade da pessoa, tornando a diferença uma restrição.

preconceito e deficiencia
Restrições que são criadas por ser diferente.

Ela torna-se deficiente por ter uma deficiência; e o receio do contato e da convivência, pode passar a imagem de ser olhado como alguém também diferente.

De diferentes maneiras o preconceito às pessoas com deficiência se estabelece e é reforçado pela educação escolar, pela mídia, nas relações familiares, pelo trabalho, pela literatura, entre outras.

A televisão, como um dos mais influentes veículos de comunicação hoje, aponta a superioridade de valores através dos programas de entretenimento, jornalismo e publicidade, tornando-os referência para milhões de consumidores.

Sua mensagem, que une discurso e imagem, desperta, de maneira duvidosa, vários scripts e mensagens a respeito de “ser deficiente”, ainda sem frequentemente mostrá-lo como realmente é, veiculando estereótipos diferentes a partir de temas com alegação de prestação de serviços, papéis caricatos em que prevalecem os discursos caridosos, preconceituosos e sensacionalistas.

Habitualmente, das pessoas com deficiência, são tiradas as oportunidades de se construírem como pessoas, visto que lhes são impostas qualidades típicas que tornam automático a sua categoria de “pessoa deficiente” e, como tal, sem necessidades de interações sociais ou de aprendizagens.

Essa expressão de “sublimação” é responsável pelo tratamento assistencialista dado por instituições especializadas e voluntárias que carregam seus atos de um amor caritativo explicado por uma ideia de que as pessoas com deficiência são naturalmente boas, necessitadas e inocentes.

O convívio da pessoa com deficiência na desigualdade não adquire a atitude de espectador apático e condescendente.

O propósito está em aceitar que cada pessoa tem direito de obter conhecimentos pessoais de vida com a sociedade, produzindo, contudo, uma identidade privada que compõe sua individualidade.

Preconceito e deficiência.É necessário salientar que esse direito se acha incapaz de ser realizado na sociedade contemporânea, que dispensa as particularidades pessoais.

Agora me diga:

Qual é a sua opinião e o seu entendimento sobre as pessoas com deficiência?

Você já parou para pensar que se você não tem nenhum tipo de convivência com uma pessoa com deficiência, já pode ter formado uma opinião sobre o assunto que seja também preconceituosa?

Eu gostaria muito de saber o que você pensa sobre esse assunto e que você refletisse:

Quem são essas pessoas que você encontra na rua, na escola, no trabalho e na sociedade?

As pessoas com deficiência fazem parte da sua realidade ou são algo bem distante do seu mundo?

Para finalizar este artigo destaco que, enfrentar preconceitos é o preço que se paga por ser alguém diferente e que o preconceito é uma opinião sem qualquer conhecimento.

Leia também este artigo que fala sobre a autoestima da pessoa com deficiência: https://opsicologoonline.com.br/a-autoestima-da-pessoa-com-deficiencia/

 

[thrive_leads id=’498′]

 

Sandra Stefanes é Psicóloga (CRP 12/07831), Especialista em Educação Especial, Analista Comportamental DISC e Hipnóloga Clínica.
Atua na cidade de Criciúma em Santa Catarina com atendimento clínico à jovens, adultos e idosos; ministra grupos terapêuticos e palestras. Também trabalha com orientação psicológica online.
Contatos profissionais: (48) 99611-1737
Para atendimento online clique aqui.
Email: contato@sandrastefanes.com.br
Instagram: @sandrastefanes

 

 

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

Artigos recentes