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Pessoas Com Deficiência

Pessoas Com Deficiência Ainda Tem Que Lidar Com Essas Questões

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Pessoas Com Deficiência

Em tempos de tanta intolerância, preconceitos explícitos ou velados, considero importante escrever sobre as pessoas com deficiência, um assunto que ainda é muito difícil de se desmistificar.

Mesmo estando no ano de 2017, a população em geral ainda têm muitas dúvidas de como conhecer, conviver e se relacionar com alguém com deficiência, sem falar que existe muita ignorância (no sentido de desconhecimento) relacionadas às deficiências.

Embora todos apresentarmos deficiências, já que a perfeição ainda não foi obtida por nenhum ser humano, existem certas diferenças que não podem ser encobertas, já que estão claras e são perceptíveis. Pessoas Com Deficiência

Estas diferenças estão na cor da pele, no sexo, na aparência física ou no desenvolvimento mental ou sensorial e por estarem tão claras e nítidas, recebem uma resposta imediata da sociedade: a exclusão.

As deficiências podem ser físicas, sensoriais (visão ou audição) ou intelectuais, podendo ainda ser congênitas ou surgir após o nascimento em função de doença ou acidente. Pessoas Com Deficiência

As deficiências podem ter consequências brandas sobre a capacidade de interação do sujeito com o ambiente físico e social, ou causar um impacto maior, levando-o a necessitar da assistência de outras pessoas.

Mesmo entre as pessoas com deficiência existem necessidades diferenciadas que necessitam de cuidados específicos e de certos ajustamentos da família, estrutura física e arquitetônica das cidades.

E além disso, uma sociedade consciente do valor da dignidade da pessoa humana para que possam ter todos os seus direitos com igualdade de oportunidades.

Pessoas Com Deficiência A maior barreira social da deficiência se refere ao que a sociedade idealiza para o plano de vida da pessoa.

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Pessoas com deficiência enfrentam diversas barreiras sociais.

Espera-se do ser humano “normal” que desempenhe com êxito os papéis pré-determinados pela sociedade, como um espaço de destaque na profissão, casamento e uma família “bem organizada” servem como modelos deste “êxito” para o senso comum.

O ponto é que esse próprio senso comum proíbe ou enfraquece muito as oportunidades deste “sucesso” para as pessoas com deficiência, ao transformá-los em “gênios”, “heróis” ou “rochas de coragem”, e /ou em complexados, fracassados e incapazes os que não alcançam os objetivos pré-estabelecidos pela cultura e pela sociedade.

Quando a socialização das pessoas com deficiência é realizada junto com a sua deficiência, os papéis da família e da educação são fundamentais para que a criança possa se introduzir no meio social com um conteúdo menor de conflitos.

Quando há a socialização dentro de uma posição de superproteção, a atitude da família e da instituição educativa são desastrosas, pois leva a uma “cristalização” da deficiência (o isolamento da pessoa com deficiência dentro de um mundo imaginário) com a perspectiva de altas crises quando da relação desta pessoa com o mundo exterior.

Para os que adquirem a deficiência após serem socializados, já houve tempo e condições para que tivessem a obtenção de certos preconceitos contra a pessoa com deficiência. Pessoas Com Deficiência

É necessário superá-los, todavia será mais complicado, pois este tenderá a olhar para si mesmo como estava habituado a olhar o outro.

O maior problema, entretanto, parece ser o seu ajuste à nova condição, onde há grande responsabilidade, também, por parte da família e da instituição de reabilitação para a sua auto aceitação.

Qualquer que tenha sido o motivo pelo qual a pessoa tenha adquirido a deficiência, ela traz profundas consequências psicológicas. Pessoas Com Deficiência

Da rejeição pura e simples até mesmo a dificuldade de organizar a própria diferença em relação ao outro.

A união do ambiente social com o psicológico e o biológico se configuram um tripé sobre o qual se ampara a experiência vivida de cada pessoa, com deficiência ou não.

Pessoas Com Deficiência Inúmeras vezes as pessoas com deficiência querem passar despercebidas para não atraírem a atenção negativa do outro.

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Mas, contrariamente, essas pessoas se tornam invisíveis para a sociedade como se não existissem, causando a si mesmas, uma avalanche de sentimentos, emoções e pensamentos conflitantes no qual, pelo olhar do outro, ela se vê como coitada, incapacitada e sem possibilidade de sonhar e construir a sua própria história de vida.

Por outro lado, surge também a certeza de que pode sim ter uma vida normal, com dificuldades sim, mas que podem ser superadas quando você acredita em si mesmo.

Também existe a certeza que você precisa provar para si mesmo e para a sociedade que você é capaz de fazer o que quiser, gerando uma auto cobrança, que muitas vezes, coloca a pessoa com deficiência, na linha tênue entre ser frágil ou forte.

A auto aceitação é uma construção do ser, baseado nas suas interações sociais ocorridas desde criança até o momento atual. Pessoas Com Deficiência

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É ter consciência da pessoa que você é, com todas suas qualidades e limitações.

Se aceitar, não é se resignar, ou seja, aceitar as coisas exatamente como estão e não se posicionar diante da sua própria vida.

O corpo marcado pela deficiência, por ser disforme ou fora dos padrões, lembra a imperfeição humana.

Pessoas Com Deficiência Como nossa sociedade cultua o corpo útil e aparentemente saudável, aqueles que têm uma deficiência lembram a fragilidade que se quer negar.

Não os aceitamos porque não queremos que eles sejam como nós, pois assim nos igualaríamos.

É como se eles nos remetessem a uma situação de inferioridade.

Tê-los em nosso convívio funcionaria como um espelho que nos lembra que também poderíamos ser como eles.

Esse potencial, que é real, em vista das inúmeras mudanças que nos podem ocorrer, é que nos faz frágeis, uma vez que queremos ser sempre completos e constantes.

O que também parece perturbar no contato com pessoas com deficiência é o fato de não sabermos como lidar com elas, posto que a previsibilidade é uma forte característica das relações sociais da contemporaneidade.

Mesmo com suas limitações físicas, que podem variar dependendo do tipo da deficiência, a pessoa com deficiência sabe do que ela é capaz, sabe o que quer da vida e sabe o que fazer para chegar até onde ela quer.

E ela sabe que vai precisar lutar muito para conquistar seu espaço no mundo e que a palavra desanimar não faz parte do seu vocabulário. Pessoas Com Deficiência

Como qualquer outra pessoa, a nossa maior limitação é a psicológica e não a física, pois, quando você decide que fará algo, os obstáculos são somente um degrau em direção ao seu objetivo final e suas limitações físicas são obstáculos já contornados, porque durante seu desenvolvimento como ser humano já sabe de que forma pode superar as barreiras do seu próprio corpo e de se aceitar exatamente do jeito que é.

Quando pensamos no mundo, ponderamos sobre o contexto do mundo que nos constrói, ou que (des)constrói nossas vivências.

Portanto, é no “mundo’’ que nos conhecemos como ser, nessa transição infindável entre as imposições que nos conduzem e o que o mundo nos consente.

Pessoas Com Deficiência Acima de qualquer deficiência, tem uma pessoa com limite e potencial.

Faz-se indispensável lembrar que, independente da limitação da pessoa com deficiência, o estigma de “ser humano inferior” não pode suprir a aceitação de sua condição, que é o ponto inicial para algum progresso evolutivo como ser humano: a aceitação dos próprios limites.

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Sandra Stefanes

 

Sandra Stefanes é Psicóloga (CRP 12/07831), Especialista em Educação Especial, Analista Comportamental DISC e Hipnóloga Clínica.
Atua na cidade de Criciúma em Santa Catarina com atendimento clínico à jovens, adultos e idosos; ministra grupos terapêuticos e palestras. Também trabalha com orientação psicológica online.
Contatos profissionais: (48) 99611-1737
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Email: contato@sandrastefanes.com.br
Instagram: @sandrastefanes  

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