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Persona

O Que a Persona de Jung, as Máscaras de Carnaval e o Viver o Eu Tem em Comum?

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Persona 

Há quem diga que o carnaval é o tempo de colocar as máscaras, mas contraditoriamente abrir possibilidades para ser quem se é.

Seria o período em que fantasias e fantasiados desfilam sonhos e alegrias, escondem-se dores e acredita-se em novos amores, momento em que ser gordo ou magro, hetero ou homossexual, negro ou branco, do interior ou da capital, importa bem pouco, já que todos nesse momento podem ser quem quiser, pois o álibi carnavalesco está ali a proteger.

Existe também quem acredite que o ano só comece após esse período (frente há muitas discordâncias), até então os planos são meios frouxos, os planejamentos podem ser furados, pois ainda tem o carnaval!

Nova dieta, novo emprego, mudar de casa, de atitude, começar livro novo: pode ser depois do carnaval?

A questão é que precisamos sim nos utilizar do que o analista Carl G. Jung chamou de “Persona” para convivermos em sociedade.

Persona significa máscara e sua origem deriva do teatro grego, onde cada personagem utilizava uma máscara para construir seu personagem.

A palavra personagem, por sua vez, surgiu da palavra persona. Em latim, per-sona quer dizer através do som.

A persona é como se fosse um papel para interpretarmos para sermos vistos pelos outros.

Jung percebeu que nós agimos de maneira diferente em cada ambiente social, e que precisamos ser aceitos para pertencer ao grupo, precisando e tentando nos adaptar dependendo da circunstância.

Mas será possível viver de máscaras o tempo todo?

Será humanamente saudável e eficaz usar tantas personas para ser aceito da forma que o outro gostaria, ou que a sociedade exige?

E como não confundir a individualidade com um papel social?

Como não levar as características das nossas profissões para nossa vida pessoal?

Como um militar não utilizar de autoridade com esposa e filhos?

Como um terapeuta não analisar a família e amigos?

Como um professor não acreditar que só pode ensinar e pode sim, aprender também?

Há muitas formas de levarmos nossas personas muito a sério e esquecermos nossas faces mais íntimas e peculiares.

É preciso uma auto-observação constante para não nos perdermos de nós e vivermos só através de nossas personas.

Persona
Persona

Há que se cuidar de si, de sua autoestima e autoconhecimento.

No processo terapêutico, temos que conhecer a persona para ajudar a pessoa a encontrar seu eu verdadeiro.

Muitas vezes o cliente chega ao consultório tão envolvido e vivendo seus papéis sociais que não consegue dizer quem ele é de verdade, é preciso ajuda-lo nesse processo de retirar camadas em busca do seu verdadeiro eu.

Mas não ter “persona” é tão negativo quanto tê-la em excesso. Ela é necessária para nos relacionarmos com certa civilidade.

Ninguém fala tudo o que sente, há um limite, um respeito com o próximo, mas que não nos faça esquecer quem somos verdadeiramente.

O processo de retirar as máscaras em busca ou reencontro com o verdadeiro eu compreende um ganho pessoal incalculável, um ganho de amor próprio e autoestima que só irão contribuir para o bem estar e saúde pessoal e emocional.

Persona 

No filme americano (do qual é inspirado no livro autobiográfico e homônimo) “Comer, rezar e amar”, Elizabeth Gilbert, a protagonista estrelada por Julia Roberts, encara um processo de autodescoberta de muita coragem, deixando pra trás muitas coisas que ela julgava serem de fundamental importância para uma vida socialmente aceitável (que traziam segurança e conforto), porém que já não a completava mais, já não a fazia mais feliz.

A escritora-protagonista havia perdido o apetite pela vida, parecia cansada de tantas máscaras e arrisca tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada por três países que se transforma em uma busca por autoconhecimento e reestruturação de sua autoestima.

Na Itália, ela encontra o verdadeiro prazer da gastronomia. Na Índia, explora sua espiritualidade com o poder da oração.

Em Bali, encontra sua paz interior e, inesperadamente, equilíbrio de um verdadeiro amor. O livro-filme fala ainda do poder da generosidade e das relações afetivas.

O filme (e mais ainda o livro) é inspirador, nos convida a um olhar para nós mesmos para além do lugar comum, um olhar para nos permitirmos a fazer escolhas fora da nossa zona de conforto.

Nos convida a resgatarmos nossa coragem e lucrar com o ganho que podemos obter através de novas possibilidades de vida e viver. Persona 

Nos mostra o quanto acabamos sendo iguais ao não escolhermos fazer diferente, fazer a diferença.

Principalmente para nós mesmos. E para isso precisamos retirar muitas máscaras, abrir mão de tantas que nos protegem e nos limitam.

Sabemos que esse processo não é fácil e está longe de ser natural, já que estamos tão acostumados e acomodados a ir ao lugar comum. Persona 

Costumo dizer que a terapia é um bom espaço para desnudar a alma, porém precisa-se de disposição, coragem e confiança. Ou então, esperar o próximo carnaval.

“Reunimo-nos uma e outra vez em mil disfarces no caminho da vida.”

Carl Gustav Jung

Recomendo que você leia também: Como Dizer Não Pode Elevar Sua Autoestima? Veja Aqui!

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Suzane Guedes é Psicóloga (CRP 05/42766), Especialista em Psicologia e Desenvolvimento Humano e atualmente cursa formação clínica em Arteterapia.

Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Três Rios-RJ com atendimento clínico à crianças, jovens, adultos e idosos; ministra grupos e oficinas terapêuticas. Também trabalha como orientação psicológica online.

Suzane acredita na psicoterapia como grande ferramenta de auxílio ao desenvolvimento pessoal e social.

Contatos profissionais: (21) 96985-4954

Atendimento online: http://www.atendimento.opsicologoonline.com.br/suzane-guedes

Email: suguedes@yahoo.com.br

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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