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Pensamentos Machistas: Por que Tanto Ódio Contra as Mulheres?

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Pensamentos Machistas

“Você precisa de um tanque de lavar de roupa!” Pensamentos Machistas

”Vitimismo”,

“Mimimi” (este é um clássico não?),

“ Lá vem você com estas chatices feministas”,

“Feminazis”, não vou me alongar nos comentários ofensivos que viralizam nas redes sociais.

Mas o conteúdo é o mesmo: calem a boca e/ou lá vêm as mulheres com seus discursos vitimistas! Pois é.

Impressiona a quantidade de vários grupos machistas, o desdém, a ironia, o desprezo, a desqualificação, o ódio.

E a tirania presente nos comentários de muitas pessoas nas redes sociais e outros fóruns de discussões virtuais.

Pensamentos Machistas Qualquer texto, vídeo, post ou outro formato de publicação que discuta, denuncie ou remeta à situação de violência contra a mulher receberá, na melhor das hipóteses, alguma piada machista.

Recomendo que você leia também: Violência Psicológica: Quando Palavras Machucam

Então a pergunta que não quer calar:

por que tanto ódio e violência nas redes sociais principalmente quando falamos sobre violência contra a mulher?

Será mesmo que não “temos o que fazer” e estamos inventando, aumentando e exagerando no conteúdo dos artigos?

Bom, sinto dizer que esta onda de ódio e raiva é uma expressão daquilo que ocorre no período de denúncia e veiculação pública das agressões sofridas.

Explico a seguir o que estou querendo dizer: Pensamentos Machistas

quando as mulheres resolvem denunciar, dar publicidade ou compartilhar com familiares e amigos sobre as agressões sofridas.

Ela se vê diante de uma nova onda de violência que normalmente é caracterizada pelos seguintes comportamentos e atitudes cuja ocorrência não segue necessariamente esta ordem:

Infelizmente os pensamentos machistas reinam nas redes sociais!
Infelizmente os pensamentos machistas reinam nas redes sociais!

#1 – Questionar a vida moral e sexual pregressa desta mulher.

Com quantos parceiros ela se relacionou?

Ela não provocou o estupro, o tapa ou o xingamento?

Será mesmo que podemos confiar nas palavras dela?

Só podia acontecer isto! Já viu com quem ela anda/o local que ela costuma caminhar!;

#2 – Questionar a saúde mental desta mulher.

“Ela deve estar desequilibrada para falar algo assim”,

” Você está fazendo uma tempestade em um copo de água por um simples tapinha”,

“ Você é uma histérica e louca” Esta é uma das formas mais perversas de invalidar o sofrimento da mulher;

#3 – Fazer uma varredura minuciosa da sequência dos fatos, das palavras, gestos e atitudes que tenham, de alguma forma, colaborando para a agressão, o assédio na rua, o estupro ou outra forma de violência;

#4 – Questionar, rememorar, confundir e jogar com a sequência dos acontecimentos para que, de alguma forma, a mulher seja culpabilizada pela violência;

#5 – Desqualificar, ridicularizar, ironizar, desdenhar e amenizar as situações de violência relatadas.

para desencorajar ou amedrontar a vítima em suas intenções de denúncia ou de busca de aplicação de medidas legais;

#6 – Realizar comentários naturalizantes sobre a cultura do poder e a agressão masculina bem como o dever de aceitação e submissão por parte da mulher;

#7 – Tratar a mulher vítima de violência de forma infantil e com descaso para que ela se sinta inadequada e confusa nas situações de denúncia;

#8 – Não permitir que a vítima fale sobre as agressões através de contínuos “cortes” no diálogo ou redirecionar a conversa para outro assunto;

#9 – Pesquisar qual é o tipo de interesse financeiro ou de natureza similar que motiva a vítima denunciar a última agressão e não ter denunciado os fatos anteriormente;

#10 – Demonstrar irritação, raiva e enfado diante das emoções e sentimentos da vítima de violência.

Pensamentos Machistas Se você observar o que acabei de listar, dá para perceber que o quadro é muito similar ao que a mulher vivencia nas situações de violência física, psicológica e sexual.

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Seu espaço psíquico é invadido, sua saúde mental é questionada, suas intenções são desqualificadas, menosprezadas e todo o contexto adquire uma conotação vitimista.

Toda e qualquer forma de defesa é desencorajada e humilhada.

Será que esta situação é muito diferente do que vivenciam os autores e autoras de artigos e outros formatos de publicação nas redes sociais que discutam ou reflitam sobre a violência contra a mulher?

Mais uma vez, o silêncio deve imperar.

Agora não é mais dentro de um espaço físico, mas, no virtual.

É comum que muitos não consigam dialogar com os autores/autoras de comentários ofensivos.

Por que, qualquer que seja a justificativa, explicação ou reflexão trazida pelo autor do artigo, ele será desqualificado, debochado ou esquartejado pelo comentarista violento.

O que causa espanto é perceber que estes comentaristas violentos não se dão conta que eles estão reproduzindo de maneira aberta a violência.

O ambiente saiu do real para o virtual, mas a sua forma de expressão é a mesma.]

Ela não muda.

Torna-se mais verbal e ganha mais recursos visuais.

Mas o conteúdo agressivo é o mesmo. E a falta de diálogo também.

Por outro lado, esta escalada de bloqueio de redes sociais e de comentários machistas e violentos demonstra o quanto precisamos trabalhar junto com as diferentes instituições sociais principalmente nas escolas.

Pensamentos Machistas É através da infância que formas de ver o mundo mais saudáveis e igualitárias podem ser construídas.

Além disso, através da sobreposição, do enfrentamento e da imposição de ideias, não chegaremos a lugar algum.

Estaremos mais uma vez amplificando a violência.

E ela só será silenciada através da paz-ciência.

E das tentativas de construção de outras formas de comunicação com estas pessoas que estão presas e acasteladas em mundos sem paz e sem voz.

Paz para todos!

Karine

karineKarine David Andrade Santos – Psicóloga CRP-19/2460 realiza atendimentos individuais para adultos e adolescentes em Aracaju/SE e orientação psicológica via Skype (http://www.karineandradepsi.com.br/). 

Membro da Cativare (https://www.facebook.com/cativarepsi/). 

Idealizadora do Projeto De Bem com Você em parceria com a psicóloga Eanes Moreira. (Informações via whatsapp (79)99922-8130)

Contatos: E-mail: psimulti@gmail.com; 

Facebook – https://www.facebook.com/KarineAndradepsi/

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YouTube – Psicologia Aracaju

 

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