Conhecendo 10 Pensamentos dos Cuidadores de Quem Tem Esquizofrenia

Pensamento Dos Cuidadores

 Conhecendo 10 pensamentos dos cuidadores de quem tem esquizofrenia

Quem é cuidador de uma pessoa com esquizofrenia tem diversos pensamentos e sentimentos! Muitas dúvidas, questionamentos, perguntas que podem até não ter respostas….

Como eu sempre digo, o principal meio de ajudar o seu familiar é o conhecimento do que se está lidando, no caso, a esquizofrenia.

Quanto mais você conhecer o transtorno, como pode ajudar o seu familiar, e ajudar a si mesmo, melhor será para todos envolvidos.

E isso vale também para você, cuidador. Pois você tem muitos medos, e sentimentos guardados dentro de si.

Sendo assim…

Que tal conhecer e entender alguns desses pensamentos que envolvem os cuidadores/familiares?

  1. Por que o remédio X funciona para o seu familiar e não funciona para o meu??
  2. Por que o teu familiar está melhor e o meu não evolui?
  3. O teu familiar aceita o transtorno, mas o meu não…
  4. Como é possível, uns aceitam e tomam os remédios e outros nem pensar?
  5. Por que será que eles machucam as pessoas que mais amam e estão sempre do lado deles?
  6. Como é possível, ele/a é uma pessoa comigo e totalmente diferente com os outros?
  7. Às vezes são tão “normais” que parecem não ter nada, em outros momentos são completamente diferentes!
  8. Por que comigo? Com meu filho/a?
  9. O que eu fiz de errado? Onde eu errei na criação?
  10. Foi culpa minha desenvolver a esquizofrenia?

Vida de cuidadores não é fácil mesmo gente!

Conviver 100% do tempo em uma montanha russa dá trabalho!

É preciso entender que cada pessoa é uma, cada um, tem um organismo, um metabolismo diferente.

E como eu sempre digo: o que é bom para mim, pode não ser para o outro!

Por isso não se pode generalizar quando se fala da esquizofrenia.

E é aí que muitos cuidadores/familiares se perdem e demoram para entender, que não existe uma regra geral na esquizofrenia!

Vamos procurar entender um pouco mais sobre como muitos cuidadores se sentem sobre os cuidadores e os 10 itens citados acima:

Pensamento Dos Cuidadores
Pensamento Dos Cuidadores
  1. O medicamento X pode ser ótimo, ter menos efeitos colaterais para a Teresa, mas para o João ele não vai funcionar. E o problema é o remédio? O paciente? Não. A questão é o organismo do indivíduo.

Para alguns o medicamento X faz efeito e funciona, para outros o remédio Y é melhor. Somente isso.

 

  1. Algumas pessoas demoram mais tempo para estabilizar, outras o processo é mais rápido, vai depender da pessoa, do ambiente, da personalidade de cada um. Assim como a aceitação dos remédios e do transtorno, para uns é um longo caminho, outros conseguem fazer esse caminho ser mais curto.

 

  1. Aceitar o transtorno é a parte mais difícil e todos passam por essa fase, tanto os pacientes, quanto os cuidadores. A questão é que alguns demoram mais para aceitar o que tem do que outros.

Muito importante lembrar, que se a família não aceitar primeiro, será muito mais difícil o paciente aceitar. Por isso é tão importante os familiares compreenderem o melhor possível o transtorno e como ajudar o seu familiar.

 

  1. A mesma resposta vale para o uso dos remédios. O paciente tem certeza de que não tem nada, e sendo assim, porque tomar remédios?? Por isso é tão difícil a aderência ao tratamento. Muito dialogo e conscientização até se chegar a aceitação das medicações, mas é possível sim!

 

  1. O cuidador, o familiar próximo é quem sempre acaba sofrendo mais. O paciente não age assim por querer, mas claro que acaba magoando, machucando. Para eles é a pessoa que podem confiar e que estará sempre ali.

Talvez por isso acabam agindo assim, descarregando suas frustrações em quem os ama e eles amam.

Pois sabem que com essas pessoas estão seguros e que podem confiar. O que não quer dizer ser certo, e precisa-se de limites e regras sim.

 

  1. E quanto ao comportamento deles? Qual será o motivo de agirem de modos diferentes de acordo com o ambiente ou as pessoas que estão ali? Ouço de muitos familiares que com eles brigam, são frios, ficam falando o que estão ouvindo, enquanto que, quando estão na frente do Psiquiatra, por exemplo, parecem não ter nada!!

Que com os pais, que estão ali o tempo todo, dando carinho e amor, não retribuem, mas com os outros, conversam, não incomodam e as vezes até se divertem!

Bom, talvez essas sejam algumas das perguntas sem respostas.

Entretanto, eu costumo dizer que com o familiar eles conseguem demonstrar quem realmente são e com os “estranhos” bate uma insegurança, um medo e por isso, podem agir diferente.

Deu para entender?

O familiar eles sabem que não os abandonará, que estará sempre ali e talvez isso os faça agir dessa maneira. E para os de “fora”, precisam mostrar o que não são ou quem gostariam de ser….

E sendo assim, fica a dica:

*Nunca deixe seu familiar lhe ofender ou bater, em você ou qualquer outra pessoa!

Eles têm noção de muita coisa que fazem viu!?

Exija respeito! E eles respeitam mesmo!

OBS.: Claro, que em momentos de surto não adianta confrontar, ai é exceção!!

 

  1. Sempre terá aquele ambiente em que eles vão se sentir acuados, com medo e ai acabam controlando mais seus sintomas. Por isso em casa eles são e demonstram mais o que sentem e pensam e nos médicos não, por exemplo. Ou com pessoas que não confiam. É uma reação a um medo, a uma insegurança.

 

  1. Esses questionamentos todos pais têm! Mas, infelizmente essa é mais uma das perguntas sem respostas certas ou erradas. Mas, claro que o sentimento existe e por isso o cuidador deve fazer uma terapia, para lidar com seus sentimentos e frustrações.

 

  1. Semelhante a questão acima. Mas, o cuidador precisa saber que não é um erro ou culpa sua. A esquizofrenia tem sua origem genética, então mesmo sendo a melhor mae, podia acontecer.

 

  1. E falando um pouco sobre os questionamentos de culpa, indignação e raiva…

Não se sinta culpado ou inferior por ter tais sentimentos, não!!

É normal essa insegurança, essa dor, afinal de contas, quem deseja ou gosta de conviver com a esquizofrenia?

Não foi escolha sua e muito menos deles!

Infelizmente, o “bichinho da genética” entrou nessa jogada e até o momento não se sabe onde encontrar a cura, enquanto isso o jeito é aprender a lidar, a aceitar e ser feliz como eles são!

Então, se você cuidador, tem ou já teve alguns pensamentos desses, saiba que você é normal sim!

Que você é ser humano, com sentimentos, de carne e osso!

Bom, esses são apenas alguns dos muitos sentimentos e pensamentos que afetam os cuidadores/familiares.

Mas, entendê-los ajuda muito a diminuir as culpas, a entender melhor alguns comportamentos do familiar, a se perdoar um pouco.

E como eu disse no início, talvez não se encontre respostas para todos seus questionamentos, mas o importante é saber que você está fazendo a sua parte, da melhor maneira possível e sendo assim, a vida de vocês vai entrar nos trilhos, mais cedo ou mais tarde!!

recomendo que você leia também: Tipos de Esquizofrenia: Descubra Quais São os 6 Mais Comuns

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Abraço e até logo.

Psicóloga Daniela da Silva

Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel / WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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