Objeto Transicional: a importância da naninha

O objeto transicional é escolhido pela criança e é por isso que muitas vezes a tentativa dos pais de substituir tal objeto por outro novo, é frustrada.
Cute little baby sleeping hugging his white teddy bear

Você já percebeu que os bebês e crianças pequenas sempre estão com um bichinho ou paninho predileto?

Sabe aquela dificuldade que muitos pais tem de fazer com que a criança abandone a chupeta, largue aquele mesmo travesseirinho ou aquele cobertorzinho que carrega para todos os lados? Isso tem uma explicação!

É o objeto transicional e ele é muito importante para o desenvolvimento da criança.

Mas o que é o objeto transicional?

Este objeto poderá ser um cobertor ou um paninho, um travesseiro, um bichinho de pelúcia ou até mesmo a chupeta.

O objeto transicional é escolhido pela criança e é por isso que muitas vezes a tentativa dos pais de substituir tal objeto por outro novo, é frustrada.

Winnicott (pediatra e psicanalista inglês) definiu o objeto transicional como aquele utilizado pela criança para suportar a ausência materna. Segundo o autor, nos primeiros meses de vida, o bebê não tem consciência de que ele e a mãe são pessoas diferentes, achando que é uma extensão da mãe e por isso sente a falta dela.

Com todo o cuidado e atenção que recebe, a mãe satisfaz as necessidades do filho, de modo que ele passa a necessitar exatamente daquilo que ela lhe oferece.

Assim, o bebê se sente confiante para conhecer o mundo a sua volta e a se conhecer também, descobrindo suas possibilidades e limites.

Aos poucos, a partir do vínculo que estabelece com a mãe, o bebê consegue se sentir inteiro, quando se torna capaz de se diferenciar dela.

Porém, quando percebe que a mãe nem sempre está presente, a criança tende a buscar em um objeto (que represente a mãe) o apoio e conforto que precisa nesses momentos.

Há algumas experiências em comum entre as crianças e seus vínculos com o objeto transicional, como a dificuldade em se afastar dele (e em outros momentos o objeto é “esquecido” ou deixado de lado por um período), em determinados momentos o objeto é maltratado e em outros é tratado com afeto.

Tudo isso é natural e é importante que a criança vivencie estas situações, direcionando o cuidado, o amor, o ódio e à agressão a este objeto e percebendo que ele é capaz de sobreviver a isso, sem ser destruído.

Quando usado, é algo saudável, que ajuda a criança a lidar com a ansiedade e a frustração. Normalmente os objetos transicionais acompanham os pequenos até por volta dos 5 anos, mas isso pode variar de acordo com o desenvolvimento emocional de cada um.

Não existe necessidade de apressar esse processo, mas os pais podem aos poucos ajudar a criança a lidar com suas angústias sozinha, sem precisar de um objeto real para se tranquilizar.

Para isso, é importante conversar sempre com ela e oferecer um espaço onde possa falar abertamente sobre seus sentimentos.

Dessa forma, quando se sentir pronta, a criança poderá enfrentar novas situações de forma segura e confiante.

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