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TDAH

O que é TDAH? Causas, Diagnóstico e Tratamentos

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Tema que desperta cada vez mais a atenção de pais, professores, psicólogos, psicopedagogos, médicos, e vários outros profissionais, tanto da área da saúde quanto da educação, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é realmente um assunto a ser pesquisado, discutido e debatido, tamanha a sua complexidade. Para saber mais sobre esse assunto tão recorrente nos dias atuais, continue lendo este artigo!

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

A dificuldade em manter a atenção e a dificuldade em controlar e inibir os impulsos são as principais características das crianças e adolescentes com TDAH. A criança com TDAH tem sua atenção bastante reduzida de acordo com o que se espera para sua idade e encontra dificuldades em manter a atenção nas tarefas, principalmente se forem tarefas de longa duração.

O hiperfoco é a capacidade de se manter hiperconcentrado por horas em uma tarefa ou atividade específica, e é uma característica de quem tem TDAH. Por esse motivo, talvez seja mais adequado utilizar o termo instabilidade de atenção ao invés de usar o termo déficit de atenção.

medicalizaçãoÉ muito importante observar e analisar se a criança é desatenta ou desatendida. Na sociedade atual, é dado cada vez menos atenção às crianças, não atendendo as demandas e as inquietações que as mesmas trazem. Essa desatenção, não da criança, mas para com a criança, muitas vezes levam a um diagnóstico precipitado de TDAH e a medicalização da infância.

Manifestações de hiperatividade, inquietação, atividade motora excessiva (correr, pular, subir, descer etc.) e impaciência, são características marcantes nas ciranças que tem TDAH.

A hiperatividade pode manifestar-se de duas formas:

Psiquicamente: a hiperatividade psíquica ou mental é mais difícil de ser percebida, pois aparece de maneira sutil, o que não diminuí o sofrimento de quem a possui. Ela pode ser percebida quando a pessoa interrompe a fala de alguém durante uma conversa ou muda de assunto constantemente, não conseguindo focar a atenção.

Fisicamente: a hiperatividade física é mais fácil de perceber com a agitação constante e de forma exagerada por parte das crianças.

Outra característica de quem tem TDAH é a impulsividade, geralmente a pessoa parte para alguma ação sem antes pensar sobre a ação que esta tomando. E essa impulsividade vai para além da ação, tomando também o pensamento da pessoa, geralmente ao executar uma tarefa a pessoa não consegue se concentrar e começa a pensar em outras coisas que não tem relação com a tarefa ou com aquilo que esta pensando no momento.

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Causas

O TDAH é um transtorno de múltipla causalidade. Diversos fatores influenciam na etiologia (estudo ou ciência das causas) do transtorno que envolvem aspectos neurológicos, genéticos e ambientais.

Fatores Neurológicos

Estudos apontam alterações na região frontal e suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é responsável pela inibição do comportamento, que seria o controle de comportamentos inadequados, e também pela memória, auto controle, organização, planejamento e pela capacidade de prestar atenção. 

As alterações ocorrem no funcionamento de neurotransmissores (dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). 

Fatores Genéticos

Os genes apontam uma pré-disposição para o TDAH. Em famílias que tem em seu histórico o TDAH é mais frequente a presença de parentes que também possuem o TDAH ou seja, se na família já tiveram casos comprovados é provável que este fato tenha contribuído para o desenvolvimento do transtorno. A prevalência do transtorno em famílias afetadas é de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral.

Fatores Ambientais

As influências ambientais partem do pressuposto de que as crianças aprendem e se desenvolvem de acordo com aquilo que está a sua volta. Então, se a criança tem pais hiperativos ou desatentos, ela aprende a ser como os pais, hiperativas e desatentas. Mas estudos comprovam que esse não é um fator determinante e que os fatores genéticos tem maior contribuição para o TDAH. 

Diagnóstico

É a partir de um diagnóstico bem elaborado que se poderá pensar um tratamento adequado para amenizar os efeitos do transtorno, por isso a importância do diagnóstico ser feito por profissionais capacitados, e se possível, por equipe multidisciplinar, ou seja, profissionais de diferentes áreas do conhecimento como psicólogo, médico pediatra, psicopedagogo, etc.

Para um diagnóstico mais preciso, geralmente analisa-se os seguintes aspectos:

  • Histórico familiar e o desenvolvimento da criança
  • Consulta médica
  • Avaliação do nível de inteligência
  • Personalidade
  • Desempenho escolar
  • Relações com os amigos
  • Disciplina
  • Comportamento em casa

O diagnóstico do TDAH geralmente segue os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM IV), considerando a persistência da manifestação dos sintomas e sua gravidade, comparado ao desenvolvimento de crianças de nível semelhante.

Os problemas causados pelo TDAH comumente aparecem na vida escolar da criança. Por isso a maioria dos encaminhamentos para avaliação diagnóstica do TDAH parte das escolas. Em alguns momentos a criança realiza excelentes trabalhos e em outros realiza trabalhos de baixa qualidade, o que torna o desempenho escolar da criança instável, e isso ocorre em períodos curtos de tempo. E a causa desse desempenho ora com boa qualidade, ora com baixa qualidade, é devido a instabilidade da atenção.

Tratamentos

O TDAH não é uma dificuldade de aprendizagem, é um transtorno de atenção que pode ou não acarretar em dificuldade de aprendizagem. Para ajudar uma criança com TDAH é preciso traçar uma estratégia multidisciplinar que envolve pais, professores e terapeutas. Entre as estratégias mais comuns estão:

  • Adaptação do currículo
  • Modificação do ambiente
  • Flexibilidade na realização e apresentação de tarefas
  • Adequação do tempo de atividade
  • Administração e acompanhamento da medicação (se for necessária a medicação)
  • Psicoterapia

Apesar de entendermos que existe muita dificuldade e falta de recursos para se implementar essas estratégias, a escola deve buscar alternativas e recursos que minimizem as consequências da TDAH, garantindo dessa forma o acesso ao conhecimento para todos os alunos.

O TDAH tem sido muito estudado e pesquisado atualmente e é muito importante que sejam disseminadas informações corretas sobre esse transtorno. E atentar-se ao fato de que muitas crianças são diagnosticadas e medicadas de forma equivocada, sem de fato apresentar o transtorno. Dessa forma existe o risco de prejudicar uma vida inteira, viciando as crianças desde cedo, tornado-as dependentes de medicamentos pesados, que podem agir de forma negativa no desenvolvimento da criança.

crianças bricando

Muitas vezes precisamos apenas deixar as crianças serem crianças, é natural das crianças serem curiosas, correrem, pularem, perguntarem sobre tudo o que ocorre, é assim que uma criança se desenvolve. É importante que a escola, os pais e os profissionais entendam isso, e se houver alguma suspeita de que a criança pode ter TDAH, que  se faça uma avaliação responsável, com profissionais capacitados para tal, e dessa forma pensar na melhor maneira de tratar e diminuir as consequências do transtorno.

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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