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O Que é Atitude? Um Comportamento Inato ou Aprendido?

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Muito se comenta atualmente sobre ” ter atitude “. Que uma pessoa que não ” tenha atitude ” não chega a lugar nenhum, será pisado pelos outros, ficará para trás, terá muito menos oportunidades que os demais. E isso em todos os aspectos da vida. Será um “perdedor”, é o que dizem.

Mas o que significa “ter atitude”? Se formos buscar no dicionário, teremos os seguintes resultados:

  1. maneira como o corpo (humano ou animal) está posicionado; pose, posição, postura.
  2. comportamento ditado por disposição interior; maneira, conduta.
  3. posição assumida; modo ou norma de proceder; orientação.
  4. comportamento afetado.
  5. propósito, intenção, ou sua manifestação.
  6. situação ou orientação de uma aeronave, foguete, míssil, satélite artificial etc., determinada pela inclinação do eixo em relação a um ponto de referência.

Ou seja, as definições 2 e 3 seriam as mais próximas à forma como utilizei o conceito “atitude” no começo do texto. Mais especificamente a forma 2. O que significa que existem diversos tipos de atitude: uma atitude passiva, uma atitude agressiva, uma atitude empreendedora, uma atitude violenta, uma atitude refinada, humilde, bem-educada, etc. etc.

E da forma como expus os exemplos no começo do texto, o sentido que mais se assemelha seria uma atitude “dominante”, de “poder”, “incisiva”. Isso é o que as pessoas se referem quando se fala em “ter atitude”. É não ficar passivo, ir ao ataque, correr atrás do que se quer.

“Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença.”

Clarice Lispector

E como se consegue esse tipo de atitude? Nasce-se com ela? A resposta pra essa pergunta é um sonoro “Não”, não se nasce com atitude. Nossos comportamentos são aprendidos, e não inatos, ou recebidos através de milagres.

Vários fatores vão influenciar na forma como encaramos a vida, os obstáculos, as dificuldades, e também os momentos bons, as alegrias… e o ser humano não é um robô, ele terá diferentes tipos de atitude para diferentes tipos de situação.

Pode-se ter uma atitude de confrontamento em certos tipos de situação, como, por exemplo, de exercer seus direitos de cidadão que paga impostos, de consumidor, etc.; e ter uma atitude passiva em situações relativas à relacionamentos amorosos, por exemplo.

Entre esses fatores que influenciam, tem a nossa história pessoal, nossas experiências anteriores, desde a primeira infância até a vida adulta; o ambiente em que fomos criados; o tipo de decisões que tomamos ao longo da vida; os caminhos que resolvemos percorrer; ou até os livros que levamos, os amores que tivemos, as viagens que fizemos… e por aí vai, numa lista sem fim.

É dessa imensa sopa de afetos, de experiências, que nosso comportamento, nossa personalidade vai se formando (pois não acaba de se formar nunca, estamos sempre em evolução).

E é preciso ter essa atitude dominante para se viver bem?

Não necessariamente. Se a personalidade de alguém é mais fechada, de um comportamento mais retraído, de evitar o confronto, por exemplo, terá menos probabilidade dele ter uma atitude dominante.

O que não quer dizer que ele não pode ter uma vida boa; não quer dizer que ele será “passado pra trás”, ou algo assim. São formas diferentes de viver a vida, de se conquistar o que se quer. Não existe apenas um caminho, e nem existem fórmulas mágicas. Viver é muito mais amplo que isso.

E quem é tímido, introvertido, ansioso, deprimido, etc.? É o que comentamos no parágrafo anterior. Cada um terá a sua forma de encarar a vida, de lidar com todas as suas especificidades, boas e ruins.

É claro que, se alguém tem encontrado constantemente dificuldades para se posicionar, para se colocar, para fazer-se ouvir, seja no ambiente que for (social, de trabalho, amoroso, etc.), essa pessoa tem que tentar modificar o que lhe está incomodando. Não devemos permitir que nossa qualidade de vida seja prejudicada, e caso isso aconteça, precisamos tomar uma ação, buscar ajuda, enfim, fazer algo.

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Ou seja: atitudes todos temos, seja ela qual for. Aliás, temos “atitudes”, no plural, pois o ser humano é plural. O importante é que a forma como nos relacionamos com as outra pessoas, com a sociedade, com o mundo enfim, esteja de acordo com o que somos, e não com fatores externos (o que esperam de nós, o que é “socialmente desejado”, etc.).

E se você se sente mal com a forma com que está lidando com o outro, então é hora de agir, é hora de mudar.

Arthur Engel

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ArthurPsicólogo (CRP: 05/32234) e psicanalista, pós-graduado em “Psicanálise e Laço Social”. Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, além de fazer atendimentos on-line. É também palestrante, supervisor clínico, orientador de grupos de estudo e consultor para jovens psicólogos.

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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