O adolescente que vi e vivi…

Muitos são os questionamentos e não há o que se discutir sobre isso, ocorre que na adolescência é quando buscamos nossa tribo, quando buscamos os pares por identificação.
Teenagers Lifestyle Casual Culture Youth Style Concept
Tribo de cá ou tribo de lá?
 
De onde venho e para onde vou?
 
Muitos são os questionamentos e não há o que se discutir sobre isso, ocorre que na adolescência é quando buscamos nossa tribo, quando buscamos os pares por identificação.
 
Falando assim parece uma grande bobagem, mas admita que o que estou falando é a mais pura verdade, você também tem sua tribo, sejam os decolados ou os deslocados, aqueles que que amam música de determinado estilo ou odeiam algo tanto quanto você, os que gostam de ler, os que gostam de sair, os que gostam de viver e até mesmo os que vivem…trancados, mas vivem.
 
Costumo dizer que viver não é fácil, mas preciso dizer que viver na adolescência parece ser sofrimento elevado a décima potência, mas parece que esquecemos disso depois de determinada idade e passamos a banalizar tudo pertinente a esse universo, as amizades, o estilo musical, o modo de se vestir, os grupos, as rejeições, as paixões…
 
Sim, paixões, afinal não há período mais gostoso para se apaixonar do que na adolescência, aliás é uma das coisas que mais sinto falta desse período, o se apaixonar e se jogar sem colocar na mesa um caminhão de variáveis a se considerar antes de decidir por tentar ou não ficar com quem se gosta, depois de adulto tudo parece ser decisão de vida ou morte e se mostrar vulnerável deixa de ser uma opção viável.
 
 
Complexo eu sei, por isso não tenha pressa de crescer, mesmo que sejam os seus problemas difíceis de lidar ou até mesmo que pareçam impossíveis, tenho certeza de que encontrará um meio termo, sei que descobrirá não apenas como resolver, mas também como aprender algo com isso, nem que só vá perceber uns anos anos mais a frente.
 
Até aquí ok, não disse nada de novidade para você, mas ontem enquanto gravava um vídeo pensei o quanto era bom Ser Adolescente, ao mesmo tempo me surpreendi com o pensamento, pois lembro bem que na época não achava a menor graça, rezava para que chegasse aos 18, hoje aos 30, percebo que vivi e não to nem aí por esses 30, pois os 29 anos vividos antes dele foram intensos, cada qual a sua própria maneira.
 
Brinquei de boneca, soltei pipa, joguei bolinha de gude…vivi a época da internet discada e do orelhão de ficha 🙈…tive minha primeira paixão, a segunda, a terceira…sai muito, beijei na boca, dancei até que as pernas ficassem doloridas…descobri o amor, descobri que nem sempre o amor é algo bom, afinal quando não é correspondido.
 
Machuca muito, mas amei pela primeira, pela segunda e finalmente pela terceira vez, assim sigo até hoje, amando muito aquele se tornou meu companheiro de vida, amando minha família e, principalmente, amando meu filho.
 
Então não se preocupe, existe um momento para tudo, não sei se o seu terceiro amor será o que mais irá durar ou se terá apenas um ou quem sabe dez? O importante viver o agora e deixar o amanhã para depois, pois ter lembranças é algo maravilhoso, lamentar o que não fizemos já não é tão agradável assim.
 
 
Lhes deixo com essa reflexão…grande abraço e até a próxima!
 
 

 

Ellen de Oliveira Moraes Senra – CRP 05/42764

Psicóloga especialista em Terapia  Cognitivo Comportamental, autora do livro digital Adolescer sem Vacilo: Compreendendo o Universo Adolescente

Experiência no atendimento clínico a Crianças e Adolescentes individual ou em grupo.

Contatos: Tel/Whatsapp (21)97502-4033

Email: ellenmsenra@gmail.com

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