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Mulher Independente

A Mulher Independente Ainda Tem Que Passar Por Essas Situações!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

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Você já prestou a atenção em quantas mulheres vão em busca de formas de se relacionar com as pessoas nas diferentes situações, para se sentirem amadas de alguma forma?

Já percebeu quantas delas renunciam, se calam, enfim, tentam se adequar a uma situação diante do medo de não se sentirem amadas?

Afinal será que este medo de não se sentir amada representa uma baixa autoestima por parte desta mulher ou será que ela aprendeu que deve procurar ser aceita e se sentir amada?

Existem algumas questões de ordem histórica que precisam ser esclarecidas. Mulher Independente

A primeira delas se refere a conquista da igualdade com o homem pela mulher em diversos aspectos legais na primeira metade do século.

Mas isto não significou que ela estaria liberta, digamos, de alguns fantasmas e, dentre eles, podemos sinalizar para o medo de não corresponder às expectativas masculinas. 

Mulher Independente Você, leitor(a), deve estar se perguntando: mas, em pleno século XXI, as mulheres ainda se preocupam se vão corresponder às expectativas masculinas, mesmo sendo independentes e com outras perspectivas em relação a própria vida? 

Bom, lamento informar, mas esta situação ainda persiste. Mulher Independente

O segundo ponto que gostaria de trazer é justamente sobre esta independência econômica conquistada pela mulher.

Vou colocá-la em xeque agora: quantas mulheres preferem manter um salário menor que o auferido pelo parceiro ou mesmo morrem de vergonha ao admitir que têm ganhos superiores ao do seu companheiro?

Por trás destas situações, ainda persistem o papel tradicional do homem em ser o principal provedor da relação e, em nome do amor, ele a sustenta e permite este tipo de dependência.

Enfim, ambos têm papéis claramente delineados e delimitados: o homem deve ser o provedor e a mulher, dependente.

Neste tipo de barganha, ao adquirir o amor pelo preço de permanecer desigual ou inferior, a mulher se sente descontente e incompleta ao longo do relacionamento. 

Confuso não é mesmo? Mulher Independente

Mas esta é a sensação sentida por esta mulher que quer exercer seus direitos adquiridos, depois de tantas lutas, e com isso, ter acesso a uma gama de situações que, em épocas anteriores, seriam negados. 

Mas, ao mesmo tempo, quer ser protegida e dependente dele. E aí que entra o medo de não se sentir amada pelos homens.

Mas por que?

O X da questão é que, no imaginário feminino, a imagem de uma mulher “independente e bem resolvida” afugenta possíveis parceiros ou mesmo pode representar uma ameaça para a estabilidade e harmonia dos relacionamentos.

Veja esse do Flávio Gikovate vídeo falando sobre isso:

Claro que os machistas de plantão não gostam mesmo deste tipo de mulher!

Mulher Independente Mas o principal ponto é que as mulheres adotam este papel de dependente, frágil ou coisa semelhante tanto para conseguir um parceiro como para manter relacionamentos.

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E, por trás desta imagem construída, está o medo das mulheres de não se sentirem amadas ou não serem atraentes para um relacionamento amoroso. 

De onde vem este medo? Mulher Independente

Será que fomos concebidas para sermos dependentes dentro da relação e independentes no mundo público?

Como estes dois pontos podem ser convergentes?

Temos anos e anos de uma cultura que ainda dita papéis tradicionais para mulher e isto pode ser encontrado na educação das meninas principalmente. 

E ainda precisamos lembrar que estamos em um mundo concebido por homens e para homens. 

Então, de certa forma, a mulher está sempre “pedindo a senha” para ser aceita neste mundo masculino.

E não estou falando somente dos tradicionais mundos do trabalho ou dos esportes por exemplo.

Mas como nós nos organizamos enquanto sociedade. Infelizmente ser mulher ainda é uma desvantagem.

Bom, mas no meio disto tudo, cabe a cada mulher questionar e enfrentar seus medos. 

Isto porque, de certa forma, quando não admitimos perder o amor do outro, tememos viver sozinhas.

E eis a questão: por que sua própria companhia é tão rejeitada?

O que você não quer encontrar ao estar sozinha?

E Para esquentar um pouco mais esta discussão, vamos então conversar sobre os desafios de ser mulher solteira.

Afinal quantas pessoas ainda não fazem inúmeras perguntas as mulheres que contemplam a sua própria companhia: Quando vai casar? Você é feliz sozinha? 

Mulher Independente Muitas pessoas ainda acreditam que ser mulher solteira não é uma condição permanente.

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Mas morar sozinha e/ou ser solteira podem constituir estados permanentes.

Causa espanto e curiosidade como a mídia costuma apresentar esta condição como estado transitório.

Ele é colocado como um estilo de vida temporário em que a pessoa quer passar por uma experiência de amadurecimento ou mesmo como uma preparação para uma união mais duradoura.

Digamos que este tipo de pensamento é para trazer uma conotação mais positiva para esta condição.

Além disso, por mais que tenhamos avançado nas questões de liberdade de escolha para mulher, ainda há um quê de sentimento de fracasso que rondam o imaginário de algumas mulheres solteiras.

E isto é reforçado pela mídia, pela sociedade e até pelas próprias mulheres.

De certa forma, é como se estas mulheres não tivessem quesitos suficientes para ter tido sucesso no mercado matrimonial.

Mas a pergunta que fica é: Mulher Independente

Será que todas estas mulheres solteiras pretendem ter uma união duradoura?

Será que todas as mulheres têm a OBRIGAÇÃO de constituírem uma relação amorosa?

Será que realmente ser solteira é tão complicado assim?

Assim, ser mulher solteira ainda não é considerado mais um modo de vida na nossa contemporaneidade.

Mulher Independente Esta condição causa estranhamento e isto demonstra que valores tradicionais sobre família ainda estão enraizados em nosso meio social.

E como já citado anteriormente, a solteirice da mulher ainda é vista de maneira positiva como um estado transitório em que se busca uma estabilidade financeira, a profissionalização, a constituição da família ou mesmo a chegada do príncipe encantado.

E caso esta condição seja algo mais duradouro, não é incomum que muitas mulheres não sejam bombardeadas por questões sobre a solidão, a incompletude ou mesmo outras que remetam a algum problema de ordem mental ou pessoal.

Por fim, o meu objetivo com este texto foi chacoalhar com os padrões masculinos e femininos que estão ainda enraizados em nosso imaginário social e servem de ponto de partida para a violência contra a mulher desde a forma mais simples até a mais complexa.

E isto não é exagero desta autora. Mulher Independente

Lembrem-se que boa parte das justificativas acionadas pelos autores estão recheadas por frases e comentários sobre como homens e mulheres devem ser.

Mas isto é conversa para um próximo texto.

Até lá!

Fiquem em paz.

Karine

Karine David Andrade Santos – Psicóloga CRP-19/2460 realiza atendimentos individuais para adultos e adolescentes em Aracaju/SE e orientação psicológica via Skype (http://www.karineandradepsi.com.br/).

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Facebook: Karine Andrade Psicóloga

Instagram: @Karineandrade_psiaju

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