Luto: Você Precisa Falar Sobre Isso

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Olá

É com prazer que inicio está coluna, com o objetivo de falar, esclarecer e tirar dúvidas sobre diversos assuntos relacionados ao luto e tudo que envolve esse sentimento de completa dor, vazio e sentimento de perda.

Embora englobe todos esses sentimentos, o luto precisa ser vivenciado.

O que é o luto?

É uma reação psicológica que aparece devido a uma perda, é um processo que ocorre quando o ser humano vivencia uma perda significativa e de importância emocional para ele.

Quando se fala de luto, logo nos remetemos à morte de alguém, o que não necessariamente seja.

 O luto é a perda de algo como a morte de um ente querido ou a perda de um relacionamento, de um trabalho ou de um objeto amado.

É o sentimento de perda e essa perda pode ser em vida, quando por algum motivo se perde aquilo que de fato é significativo pra nós.

Passamos a vida estabelecendo relações e com essas relações, vêm os sentimentos adquiridos.

Nossos laços começam a serem estabelecidos desde o primeiro momento, com a relação com nossos pais, nossos familiares em seguida com amigos e por ai vai…

Todas essas relações construídas são significativas e não queremos perde-las, mas a vida é uma caixinha de surpresas e com isso acabamos por vivenciar em algum momento de nossa existência o sentimento de perda.

Como disse anteriormente, o luto, no caso a perda, pode ser de algo ou alguém, mas certamente o processo do luto mais doloroso vem com a morte.

Quando alguém que amamos morre, é um sentimento de dor e vazio inexplicável, aonde muitas vezes chegamos a ter a impressão que será impossível continuar vivendo após essa grande perda.

Segundo Murray Parkes, psiquiatra britânico especialista em luto:

“O luto se assemelha a uma ferida física.”

Assim como no caso do machucado, o “ferimento” aos poucos se cura.

Ocasionalmente, no entanto, podem ocorrer complicações:

A cura é mais lenta ou outro ferimento se abre naquele que estava quase curado.

Nestes casos, surgem condições anormais, que podem ser ainda mais complicados com o aparecimento de outros tipos de doenças.

Muitas vezes, parece que o resultado será fatal.”

O luto por vezes se assemelha a ferida física, a dor na alma é tão grande, que dói o corpo, que tudo dói, contudo, a dor é preciso ser sentida, vivenciada, para que consigamos atravessar o luto com sabedoria e consciência.

O luto possui fases, onde nem todos necessariamente atravessam todas as fases ou não passam pelas fases em uma ordem cronológica, isso acontece de acordo com cada indivíduo, cada um enfrentará o processo de luto do seu modo.

    A perda, a saudade e as lembranças da pessoa que se foi será pra sempre, mas a dor vivenciada inicialmente NÃO.

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Pode tornar-se apenas uma boa lembrança.

O processo do luto é longo, doloroso e que abala completamente os sentidos, mas passará por todas as fases até que se consiga lembrar momentos e acontecimentos vivenciados com a pessoa que se foi sem sentir aquela dor intensa.

Isso acontece quando o indivíduo passa pelas fases do luto.

E quais são essas fases?

  • Negação
  • Raiva
  • Barganha
  • Depressão
  • Aceitação

      Como falei acima nem todas as pessoas em processo de luto passarão por todas as fases e se passarem por todas, não necessariamente passarão na ordem citada.

O indivíduo enlutado muitas vezes não tem a consciência da qual fase esta passando, a dor é tanta que fica difícil dimensionar o Mundo a sua volta e até mesmo o sentimento vivenciado, algumas pessoas no processo de luto tem a impressão de estarem ficando loucas.

Quando uma pessoa passa por processo de luto, a família e as pessoas próximas acabam internalizando nesse mundo de dor e sofrimento.

A forma como essa relação familiar é construída, principalmente nessa fase, que é o processo do luto, faz toda diferença.

Como o seu familiar lida com suas queixas, com seu sofrimento cotidiano, com a nova forma como você vê o luto, será o diferencial para que o indivíduo enlutado atravesse essa fase da forma mais saudável possível.

Junto com o ente querido que partiu, vai também o papel que ele exerceu e principalmente o papel exercido e estabelecido na vida da pessoa enlutada, o que faz com que esse processo se torne ainda mais doloroso.

         Um exemplo, quando a mãe morre e era ela quem preparava o café da manhã ou então arrumava as roupas para que o filho fosse todos os dias para o trabalho.

Todos os dias ao acordar, sufocado pela dor e a lembrança latente por falta da mãe, essa pessoa ainda terá que enfrentar o conflito de ter que executar o papel que essa mãe que se foi exercia com total carinho e excelência.

Importante também ter empatia com a pessoa enlutada, tendo consciência que cada um enfrenta o luto da sua maneira de ter cuidado e preocupação de como irá conduzir essa relação de agora em diante.

É importante passarmos pelas fases do luto, é preciso viver o luto para não viver de luto.

Precisamos falar sobre isso.

Um grande abraço e até breve, em nosso próximo encontro!

Camila Arruda

Leia também o artigo que diz que a dor pode ser um dos sintomas da depressão: https://opsicologoonline.com.br/causas-da-depressao/

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Camila Arruda – CRP: 05/50212
Psicóloga clínica e organizacional, palestrante.
Pós graduanda em Gestão de Pessoas
Experiência no atendimento clínico à crianças, adolescentes e adultos.
Atua na Cidade de Nova Iguaçu – RJ
Contato: Tel/WhatsApp (21) 97301-4983
e-mail: camilaarrudapsi@yahoo.com.br
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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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