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Hipnoterapia

Hipnose Ericksoniana e Comunicação Não Violenta! O Que Elas Tem em Comum?

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Olá! Hipnose Ericksoniana

Como vocês já sabem, nesta coluna eu falo muito sobre Comunicação Não-Violenta (CNV) e outros temas a ela relacionados, necessários para uma conversa mais clara, assertiva e harmônica com as outras pessoas.

Mas desta vez, um tema sobre o qual eu quero discorrer é a Hipnose e a relação que percebo com a CNV.

E antes de comentar essa ligação, vou explicar de forma bem sucinta sobre a Hipnose Ericksoniana.

É uma técnica que, nós psicólogos, usamos na clínica como forma de trabalhar dores crônicas, fobias, ansiedade, depressão, autoconhecimento, a conexão consigo mesmo e outras demandas nas quais os clientes tenham interesse de trabalharem.

E se tratando do autoconhecimento e da conexão, associo-os à Comunicação Não-Violenta porque é muito importante entrarmos em contato com nós mesmos e nos conhecermos para identificarmos nossos sentimentos, nossas emoções e nossas necessidades.

E assim comunicarmos a quem for do nosso interesse, a fim de dizermos como nos sentimos e negociarmos com elas os nossos pedidos.

E como fazemos isso?  Hipnose Ericksoniana

Hipnoterapia
Hipnoterapia

Uma das etapas em que consiste a hipnose é a observação do nosso corpo e do ambiente ao redor.

O terapeuta (T) diz:  Hipnose Ericksoniana

(T) – Você pode encontrar uma posição na qual você se sinta mais à vontade e enquanto isso, também pode observar o seu corpo nesse sofá/poltrona, a posição dele, as suas pernas, a roupa que você está vestindo, se é confortável, a sua respiração…

(T) – Além disso, você pode observar o que escuta, o barulho do ventilador, dos carros passando, os cheiros que você está sentindo…

(T) – E assim você pode ir entrando mais em contato consigo, observando seus pensamentos, o que você sente neste momento…

Portanto, a hipnose propõe a atenção a si mesmo, trazendo uma observação de si e do que está ao seu redor.

Dessa forma, notamos aspectos que muitas vezes não havíamos nos conscientizado deles:

– Nossa! Eu estou com os ombros tensos.

– Há passarinhos cantando lá fora, não tinha notado.

– Agora estou me sentindo curiosa com essa experiência.

E assim, adquirimos mais conexão e conhecimento daquilo que estamos sentindo, que desejamos e das experiências afora.

Conseguimos ter mais clareza do que acontece conosco, o que facilita a nossa reflexão sobre alguns pontos da nossa vida.

 Hipnose Ericksoniana Para termos uma conversa assertiva com alguém, é importante identificarmos as nossas emoções, sensações e necessidades que temos com essa pessoa, a fim de falarmos para ela a mensagem que precisamos dizer.

Vou citar o exemplo de duas colegas de trabalho, Ana (A) e Maria (M):

(A)- Amiga, é a terceira vez esta semana que, ao te oferecer carona, você atrasa a gente.

Eu fico chateada, pois para mim o meu tempo é precioso, e enquanto eu te espero no carro, eu poderia adiantar algumas coisas em casa.

Será que podemos sair no horário combinado na próxima semana?

Dessa forma ela expressou toda a sua chateação para a sua colega de trabalho, explicando como se sente, qual é a necessidade dela, além de ter feito o pedido de saírem no horário combinado.

Em partes, ela seguiu o que orienta a CNV.  Hipnose Ericksoniana

Porém a hetero-observação, em relação as outras pessoas, também é relevante para expressarmos os nossos sentimentos de uma forma mais empática e compassiva.

A conversa anterior poderia ter ocorrido dessa forma:  Hipnose Ericksoniana

(A)- Amiga, é a terceira vez essa semana que você se atrasa quando eu venho te buscar.

E estou observando que mesmo assim você tem andado com pressa, está com olheira, e já demonstra cansaço pela manhã.

O que está acontecendo?

(M)- Ah! É que desde que eu dispensei a empregada, eu estou fazendo tudo em casa para as crianças: já deixo o café já na mesa, o almoço no ponto de esquentar, coloco as roupas no varal, etc.

Eram atividades que eu não estava acostumadas a fazer antes de ir pro trabalho. Por isso estou me atrasando.

(A)- Entendo a sua situação. Imagino que realmente possa ser bem cansativo para você.

Ainda assim, para mim é importante sair no horário combinado, pois gostaria de chegar mais cedo ao trabalho para já adiantar algumas tarefas.

Será que na próxima semana você consegue se organizar ou pedir a ajuda de alguém para sair mais cedo?

(M)- Eu também entendo os seus motivos, mas sei que não vou dar contar de me comprometer com essa proposta.

Assim, por enquanto, eu prefiro usar uma outra opção para ir até o trabalho. E quando eu contratar a nova empregada, podemos ir juntas novamente no horário combinado.

Desta vez, Ana fez uma observação de algo externo, no caso, a sua amiga. E isso pôde conectar mais as duas, pois demonstrou cuidado, preocupação e acolhimento.

E isso também trouxe uma reação semelhante da Maria, que compreendeu o pedido da amiga, mas escolheu outra alternativa que inclusive pôde atender a necessidade das duas.

Conhecendo um pouco dessa história, caso uma das partes não buscasse se conectar, seria possível que a outra também não se interessasse.

E até Maria desistisse de ir de carona com Ana, para que ela não perdesse o horário, mas permaneceria algum sentimento mal resolvido.

Ao notar a outra pessoa, é possível perceber características e situações que acontecem com ela.

 Hipnose Ericksoniana Como já disse, isso traz uma aproximação mútua, ocorrendo também o respeito quando alguém preferir ficar sozinha ou não se pronunciar diante de algum sentimento desconfortável.

Assim, a proposta da Hipnose Ericksoniana de fortalecer essa observação de si e do mundo afora, além da conexão interna e externa, nos permite também exercitá-las com os nossos pais, parceiros, amigos e colegas.

E assim praticarmos uma comunicação mais empática, compassiva e não-violenta.

Neste texto, quis apenas trazer a importância da Hipnose Ericksoniana como a busca de conhecimento e contato, mas também escrevi que ela possui outras finalidades.

Portanto, se tiverem interesse, podem entrar em contato comigo, ou escrever um comentário para tirarem as suas dúvidas.

E sempre que possível, vou trazer nos próximos textos meios de integrar a Comunicação Não-Violenta com outras técnicas e os benefícios que as duas juntas podem trazer para quem se interessar em praticá-las.

Afinal, a conexão faz parte da comunicação.

Recomendo que você leia também: Comunicação Não Violenta e Autoconhecimento!

Com carinho,

Tamiris Mascarenhas

Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta. Atendimento psicoterápico a adolescentes adultos e grupos. E atendimento voluntário a pessoas vítimas de violência e atendimento voluntário a pessoas cegas e com baixa visão. . Faz curso de Hipnose Ericksoniana pelo Instituto Milton Hyland Erickson (IMHE) de Brasília – DF.

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