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Fim de Relacionamento? Conheça as 5 Fases do Luto Amoroso!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

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Olá pessoal! Fim de relacionamento 

Hoje estou aqui para falar de luto. “Mas o que tem a ver luto e dependência emocional, Karol?”. Tudo! Vamos falar sobre as fases do luto quando terminamos um relacionamento amoroso.

Pessoas acreditam que só pode ser caracterizado um processo de luto, quando ocorre uma reação devido a perda de uma pessoa amada que passou pela morte.

Porém, passamos por vários processos de luto por nossa vida quando perdemos algo. Podendo ser um emprego, uma amizade, uma oportunidade ou um namorado. Fim de relacionamento 

De acordo com o dicionário, o luto pode ser definido como um sentimento de pesar ou tristeza pela morte de alguém, mas esse termo também é utilizado quando ocorre uma tristeza profunda causada por uma calamidade ou quando ocorre dor, mágoa ou aflição.

O luto é um processo necessário para nos ajudar a elaborar maneiras para lidar com essa situação de despedida forçada de algo. Fim de relacionamento 

É doloroso e delicado, porém não pode ser interrompido, é natural que os seres humanos passem por processos assim e é muito importante que vivenciem essa fase.

Existem casos mais graves, por ocorrer danos extremos à saúde física e mental, estas situações devem ser tratadas de maneira diferente.

Para organizar o processo de luto a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, em seu livro “Sobre a morte e o morrer”, descreve as fases em que o processo de luto é vivenciado. São elas:

Fim de Relacionamento? Conheça as 5 Fases do Luto Amoroso!

#1 – Negação: A ficha ainda não caiu. Você ainda não aceita a situação. Ainda existe uma esperança de que as coisas vão voltar a ser como antes. A pessoa que está nessa fase nega a existência do fato, tentando pensar e fazer outras coisas. Fim de relacionamento 

Pensamentos como “Eu estou bem”, “Logo passa”, “Em breve a situação vai se resolver”, “Isso não pode estar acontecendo comigo”, podem vir a mente.

A pessoa ignora a situação, como uma defesa contra a dor da perda. Nesse momento nada do que as pessoas falem ou aconselhem vai adiantar, pois ela ainda não está pronta para discutir isso.

#2 – Raiva: Quando a pessoa consegue identificar o que aconteceu com ela, muitas vezes vem a raiva com a situação, com o outro ou ainda com ela mesma. Fim de relacionamento 

Ela procura razões para sentir raiva, muitas vezes até inventando coisas. Nesse momento surge inveja e revolta não só com o objeto de amor, mas ela também pode externalizar isso para o mundo, para Deus, etc.

Os pensamentos que podem surgir são, “Isso não é justo”, “Por que isso está acontecendo comigo?”, “Deus, por que permitiu que isso acontecesse?”. Devido a perda da calma, quando a pessoa está nessa fase, pouco escuta o conselho dos outros. Fim de relacionamento 

#3 – Negociação: Passando a raiva, a pessoa muitas vezes tenta negociar seu sentimento, com ela mesma, com o outro, com pessoas próximas ou com Deus, muitas vezes sob forma de promessas.

Essa fase é bem importante, pois o indivíduo consegue reconhecer a perda. Os pensamentos comuns são, “Faria qualquer coisa para mudar isso”, “Vou agir diferente daqui para frente”, “Me dê a chance de fazer diferente com ele, Deus”, “Não permita que se vá”, “Me dê a oportunidade de viver isso”.

Nessa fase a pessoa está mais receptiva para escutar, pois se comporta de maneira mais dócil e gentil, porém, tende a selecionar palavras e pensamentos que a ajudem a reverter a situação. Fim de relacionamento 

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Fim de relacionamento: Negação, Raiva, Negociação, Depressão e Aceitação!

#4 – Depressão: Essa fase se dá quando o indivíduo volta a consciência para a perda. Ele tem a ciência que não é pelo fazer que ele terá o objeto amado de volta. O fim não é mais camuflado e a dor da perda é percebida. Fim de relacionamento 

Pensamentos como “Eu não tô bem”, “Sou culpado por isso acontecer comigo”, “Nunca vou conseguir alguém do meu lado”, podem passar pela cabeça.

Nessa fase é natural o isolamento, pois você costuma recordar de momentos que vivenciaram juntos, coisas que costumavam fazer e a dor vem muito forte, junto com a culpa, desesperança, bem como o desgaste emocional. Fim de relacionamento 

#5 – Aceitação: A negação já não toma mais conta da situação, nem a culpa ou acusação tem lugar. A pessoa passa a aceitar a situação e a tomar atitudes que são vitais, como fazer planos, ter esperança, etc. Fim de relacionamento 

Não significa que a pessoa esteja totalmente feliz, porém essa situação não tira mais a paz, as emoções não perturbam tanto e ela consegue enfrentar o fato. “Era para ser”, “Consigo enfrentar isso”, “Tudo vai ficar bem”, “As coisas estão melhorando”, são tipos comuns de pensamentos.

Nessa fase a pessoa respeita seu processo de luto, sem ressentimentos e respeita a decisão do outro.

Lembrando que, somos pessoas diferentes e agimos de maneiras diferentes ainda que vivenciemos a mesma situação, então nem todas as pessoas podem vivenciar todos esses estágios ou ainda pode ser que não os vivencie nessa ordem, mas a psiquiatra afirma que ao menos por dois deles a pessoa pode passar. Fim de relacionamento 

A fase do luto é transitória, não é permanente. Ela não tem um prazo definido, a vivência é muito particular e está relacionada com as crenças do indivíduo e como costuma lidar com as perdas da vida.

Quando o luto é devido ao término de um relacionamento esses processos costumam ser mais intensos, pois a pessoa ainda está viva e, além do objeto de amor físico, deve-se ser elaborado o luto de todos os planos e sonhos que tínhamos com o outro.

Um apoio emocional nessa fase, como de um psicólogo, é um diferencial para lidar com esses estágios. Fim de relacionamento 

É interessante reconhecer em qual deles você está e saber que é um processo natural do ser humano, assim consegue definir estratégias para sair deles.

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Beijos,

Karol

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Fim de relacionamentoKaroline Lima é Psicóloga (CRP 06/121579), mora na capital de São Paulo, atua na clínica atendendo crianças, jovens e adultos e realiza orientação psicológica online. É palestrante e apaixonada por saúde emocional nas relações.

Contatos:

E-mail – karoline.lima-psi@hotmail.com
Telefone – (11) 94779-3309
Instagran: @karol.limas

6 thoughts to “Fim de Relacionamento? Conheça as 5 Fases do Luto Amoroso!”

  1. Não sei se estou curado, sinto-me feliz novamente, e só agora, depois de 3 anos, busquei ou encontrei outro relacionamento que me motiva. Não sou da área de humanas mas tenho conhecimento, talvez até que razoável, de psicanalise. Não tinha as fases nominalmente, sabia que havia um ritual que deveria ser comprido e os vivi intensamente e hoje olho retroativamente e me sinto bem, não tenho vergonha de dizer que chorava aos berros, que para dormir eu tinha que ficar sem roupa lendo até altas horas da noite até o corpo tiritar de frio, aí deitava e dormia imediatamente, abandonei meu corpo a casa contas a pagar e acabei pagando juros astronômicos, sério, minha conta bancaria virou um caus. Nunca a esquecerei pois nunca esqueço nada, desejo lembrar-me dela com carinho. Quero recordar de quando a encontrei, das fases boas, das más e da luta do luto e de como sobrevivi e como deverei e não deverei ser no próximo relacionamento, esperança de vida. Ainda choro mas não é de dor é de saudades: amor que ficou. Sò choro diante da beleza, quando ouço determinadas interpretações musicais e depois fica uma grande leveza e uma alegria semelhante a um êxtase a um estado de graça. Viciado? Totalmente! Viciado em oxigênio em pão com ovo frito em musica em carregar pedras dependente dos amigos do meu pé de jabuticaba e pitanga e das minhas margaridas que precisam de mim senão elas morrem de seca. Tudo que fui e não fui é o que eu sou. Tudo que senti e não senti é o que me faz sentir. Tudo o que eu vivi e não vivi é o que irá me fazer viver até o fim e me matar de amor. I love you baby! (E que venha mais pois achei pouco.)

    1. Perdoem-me, mas eu ia esquecendo do vinho tinto, da pele macia, do por do sol, das luas cheias, das pizzas do forno a lenha, das curvas da estrada que me leva a ela, da caneca de café, das risadas, das recordações, da salada de almeirão do banho quente do meu Bach do meu Villa Lobos, da casa emprestada em Picinguaba, da Tenere e da Adenauer da minha Mercedes Adenauer que só magnata tem, das lembranças da minha infancia ruiva na minha Monte Serrate dos meus avós da minha janela onde todo vulto é uma esperança e de perto é só saudades.

  2. Olá Karol, parabéns pelo artigo riquíssimo, tenho pouco conhecimento na área, porém, vivencio nesse momentos essas etapas da perda, confesso que passar por todo esse processo é totalmente doloroso, mesmo que cada indivíduo responde de maneira diferente, não deixa de ser um sofrimento. Ainda ocilo entre uma etapa e outra, acredito que no final tudo se resolva, e quando chegar essa hora, o alívio chega. Obrigada por compartilhar.

    1. Olá Zuleide!
      Que bom que de alguma maneira pude contribuir. Vejo que está empenhada em alcançar esse alívio por você! 🙂
      Obrigada por compartilhar sua história.

  3. Olá Rita! Como vai?
    Fico feliz por saber que o artigo lhe ajudou a ter uma melhor compreensão.
    Obrigada pelo comentário! 🙂
    Bom final de semana.

  4. Gostei muito das orientações, muito bom reconhecermos o que estamos passando por dentro de nós. Boa divulgação do oficio. Amo a área da psicologia.

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