Familiar Com Esquizofrenia: 6 Dicas de Como o Cuidador Pode Ajudar.

Familiar com esquizofrenia

Familiar com esquizofrenia.

Após a desinstitucionalização das práticas manicomiais de exclusão e estigma da loucura, com a Reforma Psiquiátrica Brasileira, ocorrida no século XX, o cuidado das pessoas que têm esquizofrenia retornou para as mãos dos familiares.

Os objetivos da Reforma Psiquiátrica, as políticas de saúde mental e de desinstitucionalização são sim uma nova fase, e visavam um bem maior para as pessoas que sofrem com transtorno mental.

Entretanto, as famílias não foram preparadas para desempenhar este papel de cuidadores, de responsáveis legais do seu familiar que tem esquizofrenia.

Não foram sequer orientados sobre como agir, como lidar com o seu familiar, o que fazer na hora da crise.

Isso faz com que as famílias estejam despreparadas para receber este familiar de volta ao lar.

Fez com que muitos cuidadores ficassem perdidos, desorientados, sem saber como ajudar o seu familiar, o que acaba prejudicando a estabilização da pessoa que tem esquizofrenia.

Familiar com esquizofrenia.NÃO, a culpa não é dos cuidadores e familiares.

A questão toda é que essas pessoas não foram preparadas para cuidar de uma pessoa com transtorno mental grave como a esquizofrenia e dessa forma o sofrimento só aumenta, por parte do familiar e do paciente.

É preciso conhecimento do transtorno, conhecer estratégias para lidar com um familiar na hora de um surto, por exemplo.

O cuidador também precisará de um tempo para si mesmo, tempo para se cuidar, momentos de lazer e desabafo.

Com o papel de cuidador retornando para as famílias surgiu também um novo problema:

O desgaste do cuidador principal.

O que seria esse desgaste?

O cuidador principal acaba se anulando, esquecendo de si mesmo e se dedicando somente ao seu familiar que tem esquizofrenia.

Familiar com esquizofrenia.Dessa forma surgem sentimentos como:

Familiar com esquizofrenia
Desgaste no cuidador da pessoa com esquizofrenia pode ocorrer se ele não se cuidar.
  • Aflição;
  • Tristeza;
  • Culpa;
  • Angústia;
  • Entre outros.

Tais sentimentos e dificuldades vivenciadas no dia a dia, na convivência com a esquizofrenia do seu familiar, muitas vezes levam ao cuidador a desenvolver problemas de saúde física e mental, como por exemplo:

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Gastrite;
  • Problemas de pressão;
  • Dores diversas;
  • Isolamento social;
  • Entre outros.

Familiar com esquizofrenia.Muitos familiares e cuidadores ainda acreditam serem culpados pelo transtorno do seu familiar, mesmo sabendo que isso não é verdade.

familiares com esquizofrenia
Cuidadores de pessoas com esquizofrenia sentem-se culpados muitas vezes.

Carregam uma culpa enorme e possivelmente por isso se anulam, dedicando-se exclusivamente ao seu ente querido.

Alerta!

O cuidador precisa entender que se ele não se cuidar em primeiro lugar ele não poderá ajudar o seu familiar.

Eu costumo dizer, e sabemos que é uma verdade, que nós só podemos dar aquilo que nós temos.

Dessa forma, como um cuidador vai ajudar o seu familiar se ele mesmo não estiver bem psicologicamente?

Como ele vai motivá-lo se ele mesmo não tiver vontade de fazer nada, estiver em um quadro depressivo?

Sim, eu sei que não é fácil passar por todas essas dificuldades e ver seu familiar sofrendo, mas também sei que agir dessa forma só irá prejudicar o cuidador e o familiar que tem o transtorno.

Familiar com esquizofrenia. Como o cuidador pode ajudar o seu familiar?

  1. Em primeiro lugar cuidando de si mesmo

Olhando para si, para suas necessidades, para seus sentimentos.

Não, você não está sendo egoísta.

Muito pelo contrário.

Você estará pensando no bem-estar do seu familiar também.

Lembre-se sempre que se você estiver bem, física e psicologicamente, poderá ajudar o seu familiar melhor ainda;

  1. Tenha seus momentos de lazer

Todos precisamos ter momentos para espairecer, para se distrair, rir com os amigos.

Com os cuidadores não seria diferente.

Ainda mais pela grande sobrecarga emocional que vivenciam.

Você pode ler um livro, dar uma volta no shopping, tomar um café com as amigas ou até mesmo sozinha.

Ou quem sabe ainda tirar aquela soneca à tarde!

Esqueça um pouco da casa, nada vai acontecer se você não limpar a casa um dia.

Volte a fazer atividades que lhe trazem prazer.

Enfim, faça algo que você goste e que se sinta bem realizando;

  1. Trabalhe a independência do seu familiar

Permita que ele mesmo realize atividades que ele pode fazer como:

  • Arrumar o seu quarto;
  • Ajudar em tarefas domésticas;
  • Se ele conseguir fazer algum serviço na rua ótimo (ir na padaria pagar uma conta…).

Muitos cuidadores acreditam que super protegendo o seu familiar estarão ajudando-o a não ter uma nova crise.

Mas, entenda que dessa forma você estará o tornando dependente, o que no futuro pode vir a prejudicá-lo.

Lembre-se que quanto mais independente ele for, melhor será para ele, pois ele se sentirá útil e saberá se virar sozinho quando precisar;

  1. O cuidador precisa entender que o seu familiar nunca mais será o mesmo

Entender que ele terá momentos bons sim, mas, também momentos ruins.

Entender que seu familiar não conseguirá fazer algumas coisas que fazia antes e tudo bem, pois ele irá descobrir novas atividades que possa fazer.

Respeite as escolhas dele;

  1. Aceite o seu familiar como ele é agora

Não fique vivendo de passado ou imaginando como seria o futuro sem a esquizofrenia, isso só fará com que você se frustre.

Aceite o que o seu familiar pode lhe dar, quem ele pode ser.

Para isso você precisará trabalhar suas expectativas e frustrações.

  1. Busque ajuda profissional

Não é fácil vivenciar tudo isso e conseguir superar as dificuldades sozinho.

O cuidador de uma pessoa com esquizofrenia carrega dentro de si diversos sentimentos, medos, dúvidas, além é claro de todas as dificuldades que surgem.

O cuidador precisará aceitar o seu novo familiar.

A ajuda profissional vai auxiliar o cuidador a entender e lidar com esses seus sentimentos, a lidar com suas frustrações e expectativas, de uma forma que possa viver melhor, sem culpas e com uma qualidade de vida melhor.

Essas são algumas dicas que ajudam os cuidadores a entender um pouco mais sobre como conviver com a esquizofrenia sem esquecer de si mesmo e ao mesmo tempo ajudando com mais qualidade o seu familiar.

Sim, não será fácil e nem de uma hora para outra que as coisas irão mudar.

Será preciso paciência e persistência, mas aos poucos tudo vai se reorganizando.

 Familiar com esquizofrenia.O fundamental é que você não desista de você mesmo!

Familiares com esquizofrenia
Não desista de você mesmo. Insista.

Que perceba que cuidando de si mesmo também estará cuidando do seu familiar.

Desejo que você reflita sobre como está o cuidado consigo mesmo e que consiga ir modificando esses pensamentos e atitudes para que possa ter uma melhor qualidade de vida para você e toda sua família.

Leia também o artigo complementar sobre os 6 melhores tratamentos para pessoa com esquizofrenia: https://opsicologoonline.com.br/tratamentos-para-esquizofrenia/

Abraço,

Psicóloga Daniela da Silva.

 

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Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel / WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

 

 

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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