Falsidade ou Estratégias Para Estabelecer Relações Saudáveis e Ficar Bem Consigo Mesmo?

Falsidade ou Estratégias Para Estabelecer Relações Saudáveis e Ficar Bem Consigo Mesmo?

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Falsidade

Estabelecendo relações saudáveis para ficar bem consigo mesmo

Olá novamente!

Hoje vim aqui bater um papo com vocês sobre relacionamento. Falsidade

Isso mesmo, relacionamento afetivo, fraternal, parental, homo afetivo, seja qual tipo for.

Mas aquela coisinha que todos nós precisamos ter em nossas vidas para ficar bem, pois como já dizia o poeta:

“ É impossível ser feliz sozinho…” Falsidade

Sei perfeitamente que quando o assunto é adolescência podemos ficar inclinados a acreditar que a única relação de fato considerável é a relação com os amigos.

Mas se você pensa assim é minha obrigação te alertar que está gravemente equivocado.

Se há algo que nunca se extingue das nossas vidas são as pessoas, sejam elas desejáveis ou não.

Falsidade Sim, as relações desagradáveis são tão importantes quanto aquelas que não vivemos sem, pois elas também fazem parte da definição de nossa personalidade enquanto seres sociais.

A identificação que tecemos com um e não com outro ser, diz muito mais sobre nós do que sobre eles.

Pois você pode achar que fulano é chato, irritante, legal, justo, injusto, criança, retrógrado, exigente e tantos outros adjetivos que eu poderia escrever até amanhã, mas já parou para pensar o que isso diz a seu respeito?

Na verdade essas relações todas que somos obrigados a exercer e muitas vezes engolir estão o tempo todo nos ensinando algo sobre nós mesmos e quanto antes você aprender a interpretar isso, mais autoconhecimento você estará adquirindo pra si e facilitando seu convívio com o mundo.

Afinal se acreditamos na infância e no início da adolescência que quando não gostamos de algo ou de alguém podemos simplesmente cortar tal coisa ou pessoa das nossas vidas, sinto novamente, mas esse é mais um engano.

Ainda na adolescência você irá perceber que aquele professor indesejável ou aquele primo inconveniente se apresentará a você repetidas vezes e que não há muito o que se fazer em relação a isso, caso contrário o indesejável passará a ser você, pois quem é que gosta de ser conhecido como a pessoa que estraga as festas de família porque não é capaz de aturar uma posada sem graça?

Veja bem, não quero te convencer a aceitar tudo e qualquer coisa.

Mas existe um princípio dentro do campo das habilidades sociais que define muito bem o que precisamos aprender logo no início da vida em sociedade, a assertividade.

Falsidade Ser assertivo implica em responder adequadamente em diferentes situações não importando o quanto a mesma o atingiu ou atravessou.

Implica em sorrir para o professor chato e dar bom dia, boa tarde ou boa noite.

Implica em falar com licença, por favor e obrigada mesmo quando a sua vontade é a de xjngar um belo palavrão.

Implica em se retirar delicadamente da conversa com um sorriso amarelo ou simplesmente se retirar quando aquele parente desagradável começa a querer dar palpites sobre a sua vida atual e seu futuro.

Implica em cortar mais incisivamente alguém que invada os seus limites, mas sem que você invada os limites da pessoa também, caso contrário você perde a razão e não é esse o nosso objetivo. Falsidade

Ser assertivo implica em respeitar, mesmo quando a lei da reciprocidade não for colocada em xeque, pois o que importa de fato é quem e como você é para que depois o outro não exerça forças sobre você.

Ser assertivo implica em agradar um colega de grupo porque, infelizmente, você depende dele para obter uma nota não importando o quanto ele possa ser insuportável.

Afinal quem escolheu o grupo foi o professor, aquele mesmo, o chato para quem você dá bom dia, boa tarde ou boa noite única e exclusivamente por educação.

Falsidade Ser assertivo implica em aprender mais sobre você para entender como lidar melhor com o outro sem que isso lhe prejudique.

Falsidade

Não é falsidade, é ficar bem consigo mesmo!

Mesmo que aquilo que normalmente encaramos como falsidade precise ser colocado em prática, pois com o tempo aprendemos a substituir o termo falsidade por politicamente correto.

Porque ser politicamente correto muitas vezes implica em você tratar bem ou tecer elogios que não são necessariamente verdadeiros, mas que você precisa verbalizar para não se prejudicar.

E onde fica a honestidade?

A honestidade fica para as pessoas que são honestas com você e que de fato se importam que você seja honesta com elas.

Pois se há algo que vemos muito por aí é a grosseria sendo chamada de sinceridade e a falta de educação sendo exercida regularmente sob a desculpa de liberdade de expressão e não é isso que precisamos levar para a vida.

Falsidade Na vida real o que precisamos de fato é cortar os laços venenosos que podem ser cortados.

Mas também aprender quais são os antídotos adequados para os tipos de envenenamento que não nos é possibilitado evitar.

De resto, tudo não passa de um lindo conto de fadas que quando exercitado na vida real nos traz sofrimento e nos ensina a fazer sofrer.

Espero que o texto valha a reflexão e como sempre me coloco aqui à disposição para batermos um papo sobre o assunto.

Um grande abraço e até o próximo texto.

Recomendo que você leia também: Adolescência e Adjetivos Pejorativos: Repense Suas Atitudes

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Ellen de Oliveira Moraes Senra – CRP 05/42764

Psicóloga especialista em Terapia  Cognitivo Comportamental, autora do livro digital Adolescer sem Vacilo: Compreendendo o Universo Adolescente

Experiência no atendimento clínico a Crianças e Adolescentes individual ou em grupo.

Contatos: Tel/Whatsapp (21)97502-4033

Email: ellenmsenra@gmail.com

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