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Estupro conjugal

Estupro Conjugal: De Que Formas Ele Pode Acontecer? Descubra aqui!

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Estupro Conjugal

Muitas mulheres costumam não perceber que determinadas atitudes masculinas agressivas não são normais.

Não é incomum que muitas justifiquem estes comportamentos/atitudes violentos como algo natural e essencial do homem. Estupro Conjugal

E assim elas encaram com naturalidade e condescendência diante de gestos, palavras, atitudes e comportamentos que a agridem de alguma forma.

No entanto, dentro deste contexto, ainda temos outros fatores que sustentam a permanência da violência na relação.

Dentro de um vínculo matrimonial, muitas mulheres se sentem responsáveis pela manutenção desta relação que acaba gerando uma ambivalência afetiva.

Isto porque muitas idealizam a relação conjugal diante de juras e sonhos de amor.

E para que esta ilusão se mantenha, muitas não conseguem se desvencilhar do relacionamento.

E assim, os parceiros se complementam em uma lógica afetiva doentia em que o homem exerce sua dominação através da força e a mulher desenha castelos no ar com sua dependência afetiva.

E por falar em força, as manifestações de violência também se processam na relação sexual.

Esta é uma área extremamente sujeita ao controle e a necessidade de expressão e afirmação da virilidade. Estupro Conjugal

Muitos homens, para se sentirem estimulados sexualmente, sentem necessidade de agredir e violentar a parceira.

Estupro Conjugal Muitos costumam praticar o sexo forçado contrariando o desejo/vontade da mulher.

Estupro conjugal
Estupro conjugal

E isto se configura como estupro conjugal que não é percebido pela parceira como tal ou quando é percebido, não sabe como denunciar.

Dentro desta lógica afetiva, muitas mulheres acreditam que é seu dever ceder o seu corpo para satisfazer a necessidade sexual do seu parceiro.

Com isso, não é incomum que muitas mulheres deixem seus corpos disponíveis para uso e abuso do homem durante o sexo. Estupro Conjugal

É literalmente uma dívida conjugal internalizada pelas mulheres em que elas precisam cumprir o dever/obrigação de esposa/companheira e assim, as relações sexuais são forçadas/não desejadas e realizadas em determinadas posições que são rejeitadas pelas mulheres.

Além desta questão, muitas temem a agressão por parte do homem pelo fato de muitos duvidarem da fidelidade da parceira caso elas neguem/rejeitem a relação sexual em algum momento.

No entanto, cabe salientar que a violência presente na relação também se reflete na qualidade da relação sexual ali estabelecida, e deste modo, a cama se transforma em um verdadeiro campo de batalha.

Estupro Conjugal O que eu também estou querendo dizer até agora é que o estupro acontece sim dentro da relação conjugal.

Estupro conjugal
Estupro conjugal

Sabe aquela ideia de que o estuprador pode estar em um beco escuro ou uma rua vazia?

Pois é. Ele pode estar aí bem pertinho de você. Dentro de casa.

Muitas mulheres não consentem o sexo, mas, devido a este dever conjugal, muitas se deixam ser violentadas pelos maridos.

E isto vai desde o sexo sem vontade até permitir uma relação sem uso do preservativo.

(Meninas/mulheres, por que vocês têm a OBRIGAÇÃO de comprar anticoncepcionais não é mesmo? Por que quando ocorre a gravidez indesejada a mulher é a principal responsável pelo ocorrido? Estas perguntas são para provocar e sacudir o ESTABELECIDO E DITO COMO CERTO, ok?).

O que sustenta esta prática dentro de uma relação íntima, além dos fatores citados anteriormente, é a ideia de que o corpo feminino é um objeto disponível, a mulher deve ser submissa e permanecer em silencio diante dos ocorridos de agressão e um sistema cultural e social que é permissivo diante desta situação.

E esta última situação se torna muito clara quando algumas delegacias especializadas de atendimento à mulher não acolhem as denúncias com a devida atenção e providência legal.

Só para lembrar a lei Maria da Penha estabelece a violência sexual como qualquer prática

que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação. ”

Também cabe destacar que, por ser algo que violenta o que há, digamos, de mais íntimo.

As consequências psíquicas e físicas são:  Estupro Conjugal

  • angústia,
  • medo,
  • ansiedade,
  • culpa,
  • vergonha,
  • depressão,
  • reações somáticas,
  • contágio com DSTs,
  • problemas ginecológicos,
  • dentre outros. 

Muitas costumam desenvolver transtorno de estresse pós-traumático e normalmente, os agressores podem fazer uso de facas ou armas de fogo para forçar a relação sexual caso a vítima resista.

Diante de tudo o que foi feito até aqui, digo você não tem obrigações/dívidas/deveres com seu parceiro.

Se a sua relação está sendo norteada por esta questão, mesmo que não esteja ocorrendo violência sexual (o que eu acho difícil, mas…), ela não é saudável e muito possivelmente, ela está trazendo prejuízos para você de alguma ordem.

Recomendo que você leia também: Cultura do Estupro: A Surpreendente Verdade Que Nunca te Contaram

Este foi o recado de hoje! Grande Abraço!

Karine

karineKarine David Andrade Santos – Psicóloga CRP-19/2460 realiza atendimentos individuais para adultos e adolescentes em Aracaju/SE e orientação psicológica via Skype (http://www.karineandradepsi.com.br/). 

Membro da Cativare (https://www.facebook.com/cativarepsi/). 

Idealizadora do Projeto De Bem com Você em parceria com a psicóloga Eanes Moreira. (Informações via whatsapp (79)99922-8130)

Contatos: E-mail: [email protected]

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