Estereótipo e Preconceito às Pessoas Com Deficiência na Sociedade

Estereótipo e Preconceito

Estereótipo e Preconceito

“A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar.” (Thaís Moraes)

Em diversas pesquisas científicas, os debates a respeito da juventude e deficiência, sobre o que é a deficiência, o que é ser deficiente, o sentido de ser jovem e deficiente, mostram as dificuldades que todos apresentamos em lidar com os rotulados desvios sociais, ou seja, com tudo aquilo que escapa às medidas de normalidade, preconizados socialmente.

A deficiência, de um modo geral, integra-se ao conceito de limitação, e, apresentar uma deficiência é estar submisso a limites, que são os físicos, vinculados à incapacidade física de andar, realizar determinados movimentos, ao defeito corporal e estético, que restringe oportunidades afetivas e sexuais, inclusive aos obstáculos arquitetônicos, que indicam que o fato das grandes cidades e os estabelecimentos públicos não são/estão adaptados para estas pessoas.

A pessoa com deficiência sempre precisa provar para si e para as pessoas que é capaz, e estas dificuldades acabam se convertendo em incentivos para superar tais impedimentos, que lhe impõem de uma maneira não menos incômoda, os de “super-heróis”.

Estereótipo e Preconceito Discutir o aspecto da própria deficiência, da importância da percepção da autoimagem, dá a entender que é possível apreciar as individualidades de cada pessoa.

De maneira apropriada, falar sobre uma deficiência em especial, as distingue das demais pessoas, tanto no aspecto físico quanto no sentido que lhe impõe, no modo de encarar a diferença e nas estratégias para viver.

Contudo, o confronto em meio as informações, precisa desvendar os contornos que se organizam como referência e espelho do “outro”.

Porque os grupos sociais que os deficientes fazem parte e com os quais ajustam o seu significado da deficiência, surge numa intenção de suavizar a deficiência, mostrando que são muitas e distintas deficiências, e que a deficiência individual não pode levar sozinha a marca da “deficiência” como um todo, pois não é somente uma maneira de encobrir a diferença, e sim de repelir o estigma decorrido dessa diferença.

O processo de identidade sugere, primeiramente, na mediação com o outro como reflexo.

Estereótipo e Preconceito A influência, por meio do outro, é que nos possibilita construirmos e percebermos a extensão de nós mesmos.

Estereótipo e Preconceito

 

É por meio de um jogo de reflexos, que nos vimos refletidos um no outro, que a nossa identidade é construída.

Portanto, a deficiência surge como algo fora de ordem tanto relacionada à sua estética quanto à sua funcionalidade.

Consequentemente, a pessoa com deficiência jamais apresentará o corpo ideal, terá sim, um corpo continuamente associado ao conceito de desordem, disfuncionalidade, desvio e limitação.

E quando o preconceito e a discriminação, em relação a alguém ou um grupo social se confirmam, constatam-se os efeitos da desinformação e do desconhecimento a respeito de determinado grupo de pessoas.

Sob outro prisma, os preconceitos igualmente têm origem no processo histórico-cultural, econômico e, sobretudo, moral de toda sociedade; se transformando, então, em sentimento.

Sentimento que pode ser a rejeição diante da diferença.

Estereótipo e Preconceito Diante disso, somente a informação não é suficiente para extingui-lo.

O preconceito tem raízes mais profundas do que a desinformação, é extremamente pesada, porque movimenta junto o sistema de representação e valores que vão sendo estabelecidos na pessoa, na medida em que ele vai sendo socializado, e obedece à base que se instala, o estigma.

Estigma é qualquer característica que faz do seu portador uma pessoa culturalmente inaceitável ou inferior.

O estigma pode referir-se a uma condição ou deformação física, um defeito moral, o fato de pertencer a um grupo social detestado, ou simplesmente de ser “diferente”.

A pessoa vítima de estigma é excluída da comunidade social e humilhada na sua autoestima.

Ela sente vergonha e rejeição e, muitas vezes, aceita isso como uma sina, o que a impede de lutar para mudar sua condição.

Estereótipo e Preconceito Portanto, o estigma desencadeia o ato de discriminar e este aparece pautado por julgamentos valorativos que hierarquizam os indivíduos entre:

  • Piores e melhores;
  • Inferiores e superiores;
  • Pobres e ricos;
  • Pretos e brancos;
  • Deficientes e normais.

Nesta frase de Gabriel García Márquez, acredito que esteja expressa toda uma sociedade que deveria realmente incluir as pessoas com deficiência:

ʺAprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-seʺ.

Leia também sobre a autoestima da pessoa com deficiência: https://opsicologoonline.com.br/a-autoestima-da-pessoa-com-deficiencia/

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Sandra Stefanes é Psicóloga (CRP 12/07831), Especialista em Educação Especial, Analista Comportamental DISC e Hipnóloga Clínica.
Atua na cidade de Criciúma em Santa Catarina com atendimento clínico à jovens, adultos e idosos; ministra grupos terapêuticos e palestras. Também trabalha com orientação psicológica online.
Contatos profissionais: (48) 99611-1737
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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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