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Esquizofrenia Refratária

Esquizofrenia Refratária, Você Sabe o Que é? Clique Aqui e Descubra!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Esquizofrenia refratária.

Você já ouviu falar sobre esquizofrenia refratária?

Muitos pacientes sofrem com esse diagnóstico e a família fica perdida, sem saber como agir, o que pensar. Então vamos entender mais sobre a Esquizofrenia Refratária.

Esquizofrenia refratária ou resistente, é aquele tipo que, apesar do paciente estar fazendo o tratamento adequado, mantém sintomas agudos do transtorno, como:

  • Os delírios e alucinações,
  • Alterações do comportamento,
  • Desorganização mental marcante,
  • Isolamento social e emocional progressivo.

Quer dizer que o paciente toma seus remédios, vai as consultas, talvez faça terapia mas mesmo assim, os sintomas citados acima não diminuem, entendem?

Nessa hora muitas famílias acham que o tratamento não está funcionando, que está errado, que deixa o familiar mal, ou ainda que os efeitos colaterais das medicações deixam o familiar pior.

Contudo, não é esse o caso, infelizmente.

O que ocorre é que a esquizofrenia refrataria é um dos tipos de esquizofrenia mais difícil de tratar, de lidar com o paciente e por isso mais complicado de estabilizar, de ajudar o paciente.

Entretanto, é preciso muita atenção e cautela para diagnosticar a esquizofrenia refrataria.

Por quê? esquizofrenia refratária

Porque não é apenas o fato do paciente não tomar os remédios, que não está aderindo ao tratamento que seria a diagnosticado como esquizofrenia refratária.

Quero dizer que deve ser investigado bem, analisado cada caso e todo o histórico do paciente.

Tudo o que foi tentado, os comportamentos, o ambiente familiar, para só depois definir o diagnóstico como sendo esquizofrenia refratária.

esquizofrenia refratária Alguns pacientes têm mais dificuldade em aceitar as medicações, aderir ao tratamento.

esquizofrenia refratária
Dificuldade na aceitação do uso de medicamentos necessários.

Apenas isso não significa que ele é refratário, por isso atenção no diagnóstico, não se pode generalizar.

Há um avanço dos tratamentos farmacológicos para esquizofrenia com medicamentos cada vez melhores e eficazes.

Porém, estimativas indicam que 1 a 2 pacientes em cada dez que se tratam não melhoram com a medicação.

Esse percentual pode aumentar se considerarmos que alguns pacientes não aderem corretamente ao medicamento.

Sendo assim muitos sintomas podem continuar, o que impactará na qualidade de vida do indivíduo.

É por isso que não podemos generalizar tratando todos pacientes como refratários sem levar em conta seu histórico.

Por exemplo, a falta de resposta aos medicamentos pode estar associada há outros fatores como:

  • A não adesão ao tratamento, 
  • Não tomar a medicação corretamente com faltas e interrupções
  • Ou ainda utilizar dosagens insuficientes ou excessivas, abuso de drogas e/ ou álcool, estresse crônico em função de dificuldades sociais e familiares.

Resumindo, o paciente vai ser diagnosticado com esquizofrenia refratária quando os exemplos citados acima forem descartados.

Vamos entender melhor como diferenciar quando realmente é esquizofrenia refrataria.

Primeiro é preciso entender o que é crônico e refratário.

Cronicidade:

Está relacionada ao conceito de remissão.  

80 a 90% dos pacientes com esquizofrenia apresentam algum tipo de disfunção social ou ocupacional, não respondem e nem aderem ao tratamento, são resistentes.

Por exemplo, a diabetes é uma doença crônica, mas a pessoa vai ter uma resposta ao tratamento, com as medicações e cuidados.

A esquizofrenia também. esquizofrenia refratária

Muitos pacientes conseguem estabilizar e levar uma vida o mais próximo do “normal possível”, quando estão medicados e seguindo seus tratamentos.

Esquizofrenia refratária
Pacientes que se estabilizam e conseguem levar a vida o mais próximo do “normal”.

Refratariedade:

Já a refratariedade está relacionada ao conceito de resposta ao tratamento.

Ocorrendo quando todas as alternativas medicamentosas e comportamentais foram tentadas e não funcionaram.

Não se tem um retorno, não modificam-se os sintomas, nada funciona.

Por exemplo, um paciente pode ser crônico e responder de forma satisfatória ao tratamento e outro pode não ser crônico e não responder ao tratamento.

 

Medicações indicadas para Esquizofrenia Refratária

A medicação indicada para os casos refratários é a clozapina, no Brasil seu nome comercial é Leponex, fabricado pelo laboratório suíço Novartis.

Os benefícios da clozapina são evidentes na maior parte dos casos refratários.

Muitos pacientes que antes da clozapina não conseguiam levar uma vida estável e produtiva, após o uso da medicação tiveram melhora nos sintomas e na sua qualidade de vida.

Tendo, portanto, uma maior esperança em suas vidas.

A clozapina é um antipsicótico muito eficiente e, por vezes, apresenta resultados muito melhores que os outros antipsicóticos;

Entretanto ela precisa ser utilizada com cautela e sob rigorosa supervisão médica, com exames de sangue semanais.  

Em últimos casos existem algumas outras opções para casos mais graves onde a clozapina não obteve o objetivo esperado:

  • Combinação de mais de um tipo de antipsicótico;
  • Dependendo do tipo de sintoma que ainda permanece, por vezes se usa a eletroconvulsoterapia (ECT), na qual, após uma leve anestesia geral, passa-se uma corrente elétrica pelo crânio da pessoa

Se você acha que o seu familiar ou você tem esquizofrenia, e acha que se encaixa em um caso refratário, converse com seu psiquiatra a respeito, busque informações, quem sabe você não pode melhorar ainda mais?!

Cabe salientar que no caso da esquizofrenia dificilmente os sintomas desaparecerão por completo.

esquizofrenia refratária Alguns sintomas podem continuar, mais leves, mais raros, porém a pessoa estará melhor e aprendendo a como lidar com esses sintomas.

Esquizofrenia refratária
Sintomas mais leves podem continuar.

Também é preciso que a família e o ambiente sejam favoráveis.

Um ambiente restritivo, estressante irá prejudicar a pessoa que tem esquizofrenia.

Lembre-se que é um conjunto:

  • Família,
  • Tratamentos,
  • Paciente, esquizofrenia refratária
  • Equipe profissional.  

Todos precisam “falar a mesma língua”, com o objetivo de uma melhor qualidade de vida para o paciente e a família.

Procure sempre estar informado sobre as novidades que surgem sobre a esquizofrenia.

Os tratamentos novos, novas medicações, as descobertas sobre a esquizofrenia.

A informação é o melhor caminho para começar a ajudar o seu familiar, para entender o que ele vivencia, como agir com ele.

Não esquecendo o que eu sempre digo: esquizofrenia refratária

Cuidador também precisa ser cuidado.

esquizofrenia refratária Para cuidar de alguém você precisa estar bem, física e psicologicamente.

Por isso olhe para si, tenha seu espaço, seus momentos.

Quem não está bem consigo mesmo, não conseguirá ajudar o outro, fica a dica!

“O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você”.  (Mario Quintana). 

P.S. Qualquer dúvida sobre o tratamento do seu familiar, sobre as medicações, efeitos ou outras questões, procure imediatamente o psiquiatra responsável e tire suas dúvidas com ele.

Nunca tome nenhuma decisão sem a autorização do médico.

Veja neste link os 6 tratamentos indicados para quem tem esquizofrenia: https://opsicologoonline.com.br/tratamentos-para-esquizofrenia/

Abraço,

Psicóloga Daniela da Silva

 

Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel / WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

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