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Esquizofrenia e Sua Família

O Que Acontece Com Uma Pessoa Que Tem Esquizofrenia e Sua Família? Parte 2

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Esquizofrenia e Sua Família

Após a internação de Pedro*, a família passou a pesquisar mais sobre a esquizofrenia.

Clique aqui para ler a primeira parte do texto: O Que Acontece Com Uma Pessoa Que Tem Esquizofrenia e Sua Família? Parte 1

Conforme o psiquiatra havia indicado, buscaram atendimento psicológico para família pois queriam entender o que Pedro tinha. Esquizofrenia e Sua Família

Pedro ficou internado mais ou menos dois meses, aos poucos foi se conscientizando que não estava bem antes e que “talvez fosse mesmo sua imaginação”….

Pedro aceitou ver a mãe após 30 dias e choraram juntos. Esquizofrenia e Sua Família

Sonia explicou para o filho o motivo de terem o internado e que queriam seu bem, que todos estavam com saudades dele.

Pedro então aceita ver o pai e os irmãos, e nem lembrava da briga que teve com seu irmão. Foi um encontro bem emocionante.

O pai pediu ao filho que colaborasse e que tome as medicações para que possa voltar para casa bem.

Na clínica Pedro conversa com seu psiquiatra, Dr. Paulo* e simpatiza com ele, também conversa com a psicóloga Mariana.

Pedro gostou dos seus médicos e aceita continuar o tratamento com eles quando sair dali, e garante estar bem e que já pode ir para casa.

A família após 3 meses já aprendeu como deve lidar com Pedro e busca sempre o psiquiatra. para tirar suas dúvidas, estão ansiosos para volta de Pedro para casa.

Esquizofrenia e Sua Família

Chega o dia de ir para casa e Pedro está muito empolgado e feliz, assim como sua família.

A volta ao lar é tranquila e todos comemoram a melhora de Pedro.

No período que esteve na clínica Pedro perdeu muitas aulas e agora precisa recuperar os conteúdos, a escola vai colaborar, pois sabe do caso de Pedro, e fizeram um plano de atividades para que ele possa recuperar as aulas perdidas.

Tudo parece estar bem. Em casa, os irmãos não discutem mais, nem brigam com Pedro, pois agora entendem o que ele tem e com paciência conversam com ele quando percebem que ele está “estranho”.

José* passou a ser mais presente em casa e sempre que pode faz algo com o filho, o que deixa Pedro exultante. Esquizofrenia e Sua Família

Sonia* aprendeu a chorar menos e a se cuidar mais ao invés de ficar em volta do filho o tempo todo!

De repente, após seis meses estabilizado em casa, Pedro acha que está “curado” e que por isso não precisa mais dos remédios, parando de tomar os remédios, os quais esconde debaixo do colchão….

Dessa forma o comportamento dele começa a se modificar novamente, “voltando a ver seus colegas falando mal dele, ouve os vizinhos falando dele e até sua família tenta enganá-lo!

Pedro não quer mais ir no Dr. Paulo, sempre inventa uma desculpa para falta… os pais percebem que está tudo voltando como era antes e decidem procurar logo o Doutor e a psicóloga de Pedro.

Descobrem que Pedro parou os remédios, pois vão ao seu quarto quando ele vai para escola e encontram os remédios escondidos debaixo do colchão.

Seus pais ficam muito chateados com Pedro, mas decidem seguir e agir conforme o psiquiatra orientou.

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Quando Pedro retorna eles o chamam para uma conversa séria, contam que acharam os remédios e que ele precisará ser internado novamente para que possa estabilizar novamente, e tem duas opções, ou vai por bem ou por mal.

Pedro percebe que não tem escolha e volta para clínica, ficando lá por mais um mês.

Essa vez sua estabilização foi mais rápida, pois a família agiu rápido.

Antes de voltar para casa a família conversa com Pedro e a psicóloga junto, falam dos progressos que ele tinha tido antes e o que acontece se ele parar com os remédios.

Mariana* diz a Pedro que ele precisa aceitar que terá que tomar os remédios sempre para viver melhor e sem perturbações.

Pede a família que observe e controle as medicações, estando atenta.

Pedro diz que não irá mais parar, pois viu que precisa e não quer voltar a ficar mal como antes.

Após a sua 2° internação Pedro aceita o seu diagnóstico e passa a tentar viver da melhor maneira possível.

Esquizofrenia e Sua Família

Volta a estudar, devagar e no seu ritmo. Também concorda em ir na Terapeuta Ocupacional, o que contribui muito para sua recuperação.

A família que apoia e entende a esquizofrenia ajuda muito seu familiar, pois a pessoa que tem esquizofrenia terá limitações sim, mas continua sendo uma pessoa normal, que precisa de carinho, atenção e responsabilidades também.

Recomendo que você leia: A Importância da Família Para Pessoas Com Esquizofrenia!

Por isso em casa agora Pedro tem suas funções: fazer os pagamentos de banco da casa, fazer compras com a mãe, estudar e fazer seu cursinho.

Pedro está mais feliz!

Pedro tem seus momentos de crise, seus altos e baixos, porém, eles passam.

E todos na família aprenderam a como agir quando ele está agitado, como lidar com as crises de Pedro.

Compreender o transtorno e o que a pessoa sente, se colocar no lugar dela, faz toda diferença!

*Os nomes e personagens utilizados são fictícios.

Daniela

Esquizofrenia e Sua Família

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Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel / WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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