Emoções Que Sufocam: Tenha Aqui Informações Importantes

emoções que sufocam

emoções que sufocam

Olá de novo!

Vocês devem se perguntar porque eu sempre começo meus textos assim, mas não fiquem curiosos.

Me agrada o ar de familiaridade que essa expressão causa, faz parecer que estamos nos comunicando e não apenas eu escrevendo em vão.

Vejam, sempre defendi minha paixão por atender adolescentes.

Sempre deixei bem explícito o quanto é importante para mim que os responsáveis sejam orientados a lidar de forma assertiva com os seus, afinal, desta forma ambos os lados saem ganhando, inclusive eu.

Todavia, nem sempre meus esforços são bem recebidos, existe ainda aqueles que receberam uma educação “x” e acreditam que a mesma deva ser propagada a qualquer custo.

Bem, vamos lá!

emoções que sufocam  Vou tentar destrinchar o assunto por partes.

Antes de mais nada, se faz extremamente necessário explicar no sentido literal o sentido da palavra educar:

e·du·car

verbo transitivo direto

1 Dar ou oferecer (a alguém) conhecimentos e atenção especial para que possa desenvolver suas capacidades intelectuais, morais e físicas: 

Os pais procuram a melhor escola para educar os seus filhos.

2 Transmitir conhecimento a; ensinar, instruir: emoções que sufocam

São os pais, e não a escola, os primeiros a educar seus filhos.

3 Fazer (alguém) adquirir certos costumes e princípios exigidos por uma sociedade civilizada: 

“[…] era na verdade a companheira ideal para um homem como ele […] educou-lhe o gosto, chamou-lhe a atenção para muitas coisas de grande relevância, fez dele outro homem” (JU).

4 Treinar um animal a obedecer; adestrar, domesticar.

5 Adaptar um ser vivo às condições atmosféricas ou climáticas ou a um ambiente.

6 Buscar atingir um alto nível de evolução espiritual; aperfeiçoar-se: 

Procurava educar-se praticando o voluntariado.

Fonte: Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa

Agora que está mais claro, vamos aos tópicos mais relevantes desses significados:

  • A educação é construída de acordo com o contexto no qual se insere o indivíduo.
  • A responsabilidade de educar, inicialmente, são dos pais (ou responsáveis pela criação do indivíduo)
  • O conceito pode variar de cultura para cultura.

Dito isto, compete dizer que a educação que eu recebi uma educação que era cabível no momento em que se iniciou o processo da minha educação.

Ao criar o meu filho, por exemplo, eu preciso respeitar o momento em que a criação dele está se dando, ou seja, o contexto, o local, a maneira da sociedade se comportar, o que é visto como natural dentro desse contexto e agregar ao que eu aprendi, ou seja, a todo o conteúdo que adquiri na minha própria educação.

emoções   que sufocam Uma vez feito isso, posso então mediar o que é ou não aceitável, sempre considerando os diversos lados da história.

Até o momento creio ter conseguido me fazer entender, mas passamos então a falar sobre ética e moral, aqui não vou me valer do significado do dicionário, irei tentar simplificar as coisas ao máximo para facilitar minha vida escrevendo e a de quem está lendo este texto no momento.

Quando falamos de moral, consideramos um conjunto de normas pré-impostas e determinadas como corretas, ou seja, consideramos a cultura em que vivemos.

Já a ética atinge uma dimensão mais pessoal, o que é ético para mim .pode não ser para você e creio que é aqui onde esbarramos nas divergências que trazem influência direta para nossos adolescentes e seus educadores.

Quando falamos de relações, falamos de acolhimento, de diálogo, de comunicação assertiva, de consideração, lealdade, amizade, dentre outros fatores primordiais para que seja possível que tal relação se mantenha, mas o que vemos em nosso cotidiano ainda é a imperiosa noção de que “eu sou seu responsável, então as coisas TEM QUE SER DO MEU JEITO!”

emoções   que sufocam Mas Ellen, não é assim que tem que ser?

emoções que sufocam

Afinal, comigo foi assim.

Pois eu lhes digo:

Não é assim que deveria ser, nem agora e nem quando foi com você.

Nossos pais tiveram uma educação adequada a um conceito onde criança e adolescente não tinham direito a opinião, eles foram criados assim e tentaram nos passar algo semelhante.

Porém, tenho certeza que, se fizer uma forcinha, conseguirá lembra-se do tamanho desconforto e mal-estar que calar suas opiniões e emoções gerava.

E é nesse momento que pergunto a você, responsável:

É a mesma sensação que você gostaria de provocar?

Entenda:

emoções  que sufocam Não quero aqui ditar a maneira mais assertiva de educar alguém.

Seja esse alguém quem for, o que pretendo é alertar para os efeitos nocivos que emoções sufocadas podem nos trazer.

Para isso não preciso ir tão longe, pois vivemos numa sociedade em que é preciso existir um Centro de Valorização à Vida, onde o mesmo precisa funcionar 24hs, pois existe um percentual enorme de adolescentes que, por não serem ouvidos e/ou validados, recorrem ao ato extremo do suicídio, sendo então necessária a criação de um sistema onde os mesmos possam sentir-se acolhidos.

E não paramos por aí, ainda em nossa sociedade atual, convivemos com séries que nos mostram o quanto as pessoas ignoram o sofrimento de um adolescente, única e exclusivamente por acreditarem que os mesmos fazem DRAMA para tudo.

Posso estar parecendo radical, mas educar não se trata apenas de dar ordens ou de mostrar quem é que manda.

emoções  que sufocam E sim de saber identificar quais são as necessidades dos seus e tecer algum esforço para então ao menos tentar compreendê-los e acolher suas emoções.

Ressaltando que para isso não é necessário deixar de lado a sua ética pessoal ou mesmo sobrepujar a educação que lhe foi dada, aqui é o SEU momento de entender o que é de fato ético para você e então construir um relacionamento saudável com os seus, sempre deixando espaço para as justificativas dos muitos “nãos” que serão necessários dar.

Dessa maneira, me despeço como sempre, deixando um grande abraço e dizendo:

Até a próxima!

Leia também o artigo que fala sobre dores que podem causar depressão: https://opsicologoonline.com.br/causas-da-depressao/

[captura]

Ellen de Oliveira Moraes Senra – CRP 05/42764

Psicóloga especialista em Terapia  Cognitivo Comportamental, autora do livro digital Adolescer sem Vacilo: Compreendendo o Universo Adolescente

Experiência no atendimento clínico a Crianças e Adolescentes individual ou em grupo.

Contatos: Tel/Whatsapp (21)97502-4033

Email: ellenmsenra@gmail.com

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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