Dor Emocional: É Possível Manter a Autoestima Nesses Momentos?

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Dor Emocional

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

Fernando Pessoa

Uma boa autoestima nos momentos de dor: é possível?

F. chega ao consultório com muitas questões, sua demanda de escuta e de fala é altíssima.

Acabou de passar por uma enorme perda pessoal, a morte de um ente muito amado que veio a culminar com um retorno às suas crises de ansiedade que sempre aparecem em momentos de crises, mudanças pessoais, movimentos que sua vida faz.

Mas ela se movimenta? Dor Emocional

A dor a levou a fazer um movimento. E quantos não se movem apenas no momento de dor.

Tenho observado há bastante tempo este movimento através da dor e tenho falado bastante sobre os movimentos apesar da dor.

Fato é que a dor nos mobiliza e nos chama para causas maiores a quais estavam adormecidas ou esquecidas em nós mesmos.

Algumas vezes essas causas são externas, mudanças sociais, mas muitas das vezes esse chamado é interno, de um olhar para si mesmo com mais amor, cuidado e compaixão. 

Dor Emocional A dor cuida sim da autoestima. 

Dor Emocional
A dor emocional cuida sim da autoestima!

No filme americano Comer, rezar e amar de 2010, Julia Roberts interpreta Elizabeth, uma jornalista que após algumas insatisfações pessoais resolve se dar a chance de uma nova vida totalmente diferente da qual está habituada.

Ela vai à busca de autoconhecimento profundo de uma forma não tão típica para ela, totalmente fora da sua zona de conforto e corre riscos já que está vulnerável após algumas perdas e situações difíceis.

A personagem se aprofunda também em sua espiritualidade e tem a oportunidade de cuidar de causas maiores que as suas, de seu mundinho até então enquadrado. Dor Emocional

Tão melhor que o filme é o livro de mesmo título que nos transporta para um universo profundo da nossa imaginação através dos países, lugares, sensações e sabores pelo qual a personagem passa.

O livro é baseado em fatos reais vividos pela autora Elizabeth Gilbert e se desenvolve a partir de sofrimentos reais em que transforma suas dores em buscas pelo prazer, pela oração e pelo amor.

Como não se identificar com Elizabeth?

As mudanças pelas quais ela passou foram de muita dor, os percursos que ela percorreu não foram livres e sem obstáculos.

Foram sinuosos, amargos, e a fizeram questionar seu caminho, mas a levaram a um encontro valioso com si mesma.

Dor Emocional A vida não é reta, quantas vezes desistimos diante de um obstáculo, mas quantas vezes também não nos recriamos, nos realinhamos com nos mesmos, com nossos desejos mais profundos e até mesmo com nossa missão na vida após uma dor.

Quantas vezes o resgate da autoestima não se dá após um processo doloroso de perdas, insatisfações, adoecimentos?

Tudo o que passamos é um convite para nos refazer, nos repensar, basta olhar com olhos de entendimento e de aceitação.

E isto é um processo.

Após uma perda significativa como a morte de um ente querido é natural negar este fato, questionar: por que comigo?

Afinal a dor é imensa e dentro da psicologia sabemos que a elaboração da morte passa por algumas fases: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

Porém quem consegue passar por estas fases e olhar para a dor como uma nova oportunidade com certeza sairá mais fortalecido em si mesmo e com a autoestima resgatada.

Fazer da dor um combustível para seguirmos nossa jornada é de uma sabedoria profunda e muito saudável para a saúde emocional.

Se a dor estiver ultrapassando seus limites de entendimento ou seu fluir na vida, procure ajuda, ninguém precisa passar por sofrimentos sozinho, há muitas formas de se cuidar e de transformar a dor em um grande despertar de si mesmo.

Recomendo que você leia também: Como Melhorar a Autoestima? Através Dos Processos de Mudança!

Com amor, Suzane Guedes.

Suzane Guedes é Psicóloga (CRP 05/42766), Especialista em Psicologia e Desenvolvimento Humano e atualmente cursa formação clínica em Arteterapia.

Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Três Rios-RJ com atendimento clínico à crianças, jovens, adultos e idosos; ministra grupos e oficinas terapêuticas. Também trabalha como orientação psicológica online.

Suzane acredita na psicoterapia como grande ferramenta de auxílio ao desenvolvimento pessoal e social.

Contatos profissionais: (21) 96985-4954

Atendimento online: http://www.atendimento.opsicologoonline.com.br/suzane-guedes

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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