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Divertida Mente e a Importância da Tristeza

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Tristeza

Há aproximadamente 2 semanas atrás, na cerimônia do Oscar, um dos vencedores era bastante previsível para todos os críticos.

Não, não estou falando do Leonardo DiCaprio… e sim do Oscar de melhor animação, que foi para o filme “Divertida Mente”, dos estúdios Pixar.

Esse prêmio era bastante esperado pelo enorme sucesso que o filme fez desde seu lançamento em 2015; sucesso tanto de crítica quanto de público.

Imagino que você já tenha visto o filme: trata-se da história de Riley, uma menina de 11 anos cuja família muda de cidade (aliás, de estado), e ela tem dificuldades para processar essa mudança (além das mudanças relativas ao seu próprio crescimento, desenvolvimento).

E se passa, na maior parte do tempo, dentro da cabeça dela, onde 5 personagens (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojo) comandam suas emoções e reações.

A meu ver, o que fez o filme ser tão bem falado (além das boas interpretações dos atores através das vozes, e pelo incrível nível da animação) foi o fato do roteiro fugir um pouco do padrão de filmes de Hollywood, e dos filmes para “toda a família”. As cenas de tensão dentro da família ficaram muito boas, por exemplo.

É claro que existem muitos chavões e clichês, mas no geral achei um filme divertido, que deixa um gosto bom quando acabamos de ver.

Agora, a hora do “spoiler”! Se você ainda não assistiu ao filme, e deseja assistir, pode pular os dois próximos parágrafos, por favor.

A grande sacada do filme, pra mim, é a justamente a questão da combinação das emoções: no momento em que, na sua mente, a “Alegria” e a “Tristeza” estão desaparecidas, e as outras emoções não assumem o comando, é justamente o momento em que a Riley fica pior no filme, passa por seu ponto mais baixo. Ela não consegue se conectar com ninguém (família, colegas da escola), e resolve até fugir de casa.

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E no final, quando “Alegria” e “Tristeza” voltam, quem resolve as coisas pela primeira vez no filme é a “Tristeza”. Que logo em seguida chama “Alegria” e elas trabalham juntas pela primeira vez, e só assim Riley consegue lidar com as frustrações e perdas do novo momento em que está, ao sentir o apoio dos pais, que são empáticos com ela (e na verdade também estão insatisfeitos por lá).

Ou seja, o filme destaca a importância de cada emoção, inclusive da tristeza, para melhor lidar com as situações da vida.

Eu adoraria ler as impressões que você teve do filme. E caso tenha visto com alguma criança, diga como foi o entendimento dela, por favor. Se tiver um tempinho, me escreva, dizendo o que achou. 🙂

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ArthurPsicólogo (CRP: 05/32234) e psicanalista, pós-graduado em “Psicanálise e Laço Social”. Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, além de fazer atendimentos on-line. É também palestrante, supervisor clínico, orientador de grupos de estudo e consultor para jovens psicólogos.

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