Diferenças entre psicologia e coaching

Psicologia e coaching são duas práticas que podem atuar de modo semelhante e trazer resultados parecidos, contudo é fundamental esclarecer as diferenças entre as áreas.
Business patient talking about his private problems at phychological session

Psicologia e coaching são duas práticas que podem atuar de modo semelhante e trazer resultados parecidos, contudo é fundamental esclarecer as diferenças entre as áreas, para respeitar o exercício de cada profissional e levar os melhores resultados a quem os procura. Leia o texto a seguir para conhecer o que difere psicologia e coaching.

 

Quanto à psicoterapia

 

Apesar de ser um processo terapêutico, o coaching não funciona como psicoterapia. Para atuar nesse setor, o profissional não precisa possuir autorização profissional, enquanto para a psicologia é necessário ser psicólogo, agora sim atuando como psicoterapeuta.

 

Quanto à formação

 

Como citamos no tópico acima, para fazer psicoterapia é necessário ser psicólogo, ou seja, requer formação específica. Sendo assim, é imprescindível ter graduação em Psicologia, com duração de cinco anos em curso autorizado e legitimado pelo MEC, além de possuir inscrição no Conselho Regional de Psicologia.

 

Para ser coach não há graduação específica, apenas cursos com duração que pode variar de um dia a diversas semanas, até mesmo online e sem supervisão técnica. Ou seja, qualquer pessoa pode ser coach, desde que passe por curso específico chamado Coaching de Excelência.

 

Na Psicologia, há estágio supervisionado de, pelo menos, um ano e meio, durante a faculdade. Como citamos, no coach pode haver cursos com supervisão, mas nos casos de estudo à distância ela não acontece.

Quanto à abordagem

 

No coaching, geralmente costumam ser abordados o presente e o futuro, optando por um caminho percorrido juntamente pelo coach e pelo cliente.

 

Pelo contrário, na psicologia essa relação é mais distante, menos estreita, apesar de que este quadro está mudando, e é abordado mais o passado, seus traumas e feridas, para que o paciente possa seguir em frente com mais qualidade de vida.

 

Então, a psicoterapia, dependendo do caso do paciente, pode levar anos para gerar o resultado satisfatório, o equilíbrio emocional. Afinal, podem ser abordadas situações delicadas, como depressão, ansiedade, bipolaridade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), boderline, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), traumas, dependência, química, entre outros).

 

Já no coach, o foco é nas metas, no processo de autoconhecimento profundo, que pode levar a reflexões, tomadas de consciência que podem levar a mudanças, por aplicação de recursos e ferramentas.

 

É um processo que pode trazer resultados bastante significativos caso haja entrega por parte do cliente (coachee), já que o treinador é um profissional habilitado para fazer com que seu orientando saia do estado atual, da zona de conforto, e possa ir em busca de seus sonhos e objetivos. No coach, seus sonhos são transformados em metas.

 

O coach pode atuar em qualquer área do cliente, seja pessoal ou profissional. Isto é, a pessoa não precisa procurar um treinador para melhorias somente em sua carreira, as mudanças positivas podem acontecer em sua vida pessoal também, como por exemplo, na maternidade.

 

Um pode atuar na área do outro?

 

Um coach pode ser psicólogo? Um psicólogo pode ser coach? Sim, a resposta é afirmativa para as duas perguntas. E melhor ainda, uma pessoa pode ter atendimento tanto com um coach quanto com um psicólogo, concomitantemente ou não, para complementar as áreas e potencializar os resultados.

 

Em algumas vezes, inclusive, o coach pode indicar o psicólogo, caso perceba que o processo terapêutico não está surtindo o efeito desejado, ou então quando o processo de reflexão potencializa ou resgata traumas. Ou seja, se o profissional perceber que seu cliente primeiramente precisa resolver situações do passado para focar no presente e no futuro, a indicação é sugerida.

 

Como você deve ter percebido, são áreas que possuem diversas diferenças e ambas podem trazer benefícios para as pessoas, quando há dedicação por parte do profissional e do paciente (ou cliente).

 

 

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