O desenvolvimento neurológico do bebê

O órgão mais complexo do bebê, o cérebro, começa a desenvolver-se logo no começo da gestação.
Little, cheerful two years old boy looking out the window and thinking and waiting for something.

O órgão mais complexo do bebê, o cérebro, começa a desenvolver-se logo no começo da gestação.

À medida que as células nervosas unem as suas forças formam-se umas “pregas” e umas “cavidades” e as diferentes partes do cérebro assumem as distintas funções do prosencéfalo, mesencéfalo e cerebelo.

Enquanto isto acontece, já se pode dizer que a estruturação básica do sistema nervoso do feto está em vigor no 1o. Mês.

O ácido fólico é muito importante nessa fase, pois é uma vitamina B que ajuda a prevenir defeitos da medula espinhal e do cérebro.

Os problemas do cérebro acontecem no primeiro mês de gravidez e, dessa forma, uns meses antes de ficar grávida deve tomar 400 microgramas de ácido fólico por dia para reduzir este risco.

Uma vez grávida deve aumentar esta quantidade para as 600 ou 800 microgramas, Até o 3o. mês.

Embora o sistema nervoso ainda seja relativamente imaturo, a base do mesmo desenvolve-se desde as 16-18 semanas.

A primeira actividade cerebral que se regista produz-se às sete semanas, coincidindo com os primeiros movimentos do feto.

Os neurónios do bebê multiplicam-se a um ritmo de 250 mil por minuto. Estas células estão conectadas a milhões de axônios (extensões neuronais que transmitem os impulsos nervosos do corpo celular) sob a forma de uma rede de fios em circuito.

Na 25o. Semana, a maioria dos axônios chegou ao seu destino e, dessa forma, a rede neuronal já está no lugar certo.

  Durante o desenvolvimento, o cérebro produz o dobro das células de que necessita o bebê.

Biliões delas estão conectadas e necessitam de ser estimuladas para estabelecerem conexões com as outras. O excesso de células que não é estimulado não se conectará e acabará por morrer.

Trata-se de um processo natural que tem lugar em torno do oitavo mês, de modo que não há que esperar até que o bebé nasça para começar a estimular a sua capacidade mental: quantas mais conexões se produzem no útero, menos células nervosas morrem …

O bebê deve ser estimulado ainda no ventre da mãe

Por isso que é importante estimular o bebê desde a gestação como  falar, cantar, colocar música, clássica etc. O seu bebê ouve sons e vê a luz, assim ele já vai reconhecendo as vozes dos pais e se familiarizando com sons da rotina do casal e da família. Quanto mais precoce os pais apresentarem a música como forma positiva, relaxante, maior é a tendência de a criança valer-se dela para desenvolver a linguagem e o aprendizado.

Além disso, crianças com inclinação musical têm potencialmente maior possibilidade de lidar melhor com aspectos emocionais.

À medida que se estabelecem conexões entre os neurónios, a estimulação de uma determinada via neuronal provoca a libertação de neurotransmissores.

Este processo assegura um maior número de neurónios no cérebro do bebê, o que vai definir o seu potencial intelectual.

Na trigésima semana a superfície cerebral já formou uns “ranhuras” e umas circundações e parece-se com uma noz. Estas ondulações aumentam visivelmente a superfície do cérebro, de modo a que caibam mais células e que estas se possam conectar.

Uma semana depois os neurónios supérfluos começam a morrer. Este processo de morte celular programado está idealizado para conservar as vias neuronais de utilidade e alcança o seu máximo quatro semanas antes do nascimento do bebé.

Os neurónios que morrem consideram-se excessivos por não terem sido estimulados adequadamente.

Na trigésima sexta semana, o sistema nervoso está completamente desenvolvido e o cérebro já é um jogo completo de 100 biliões de neurónios.

Depois de nascer, o desenvolvimento neurológico continua e vai depender da estimulação dos pais, família e escola para se desenvolver completamente, atingindo sua maturação aos 21 anos.

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Maíra Pedroso Soares, psicóloga CRP 06/92334.

Especialista em Psicologia Hospitalar e Neuropsicologia, atua na clínica atendendo crianças, adolescentes; adultos, casais e portadores de deficiência; faz avaliação e reabilitação neuropsicológica; realiza atendimento e orientação a gestantes no pré e pós parto.

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