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Depressão no fim de ano

Depressão no Fim de Ano, Saiba Como Podemos Agir

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Depressão no fim do ano.

Após os primeiros seis meses do ano, a sensação que temos é que o tempo voa de uma forma tão rápida, que quando se percebe o ano já está bem próximo do fim.

A rotina vai tomando um sentido diferente, uma calmaria para alguns e para outros uma agitação ainda maior.

O clima e as decorações Natalinas vão surgindo e timidamente tomando o seu lugar nas ruas, casas, igrejas, comércio.

Começa-se uma correria para os preparativos das festividades, as grandes compras de presentes natalinos, os convites aos amigos e familiares para se reunir, os preparativos finais das férias..

Um clima harmonioso, cheio de esperança, alegria e realizações vai sendo posto e apresentado por todos os lados.

Mas para algumas pessoas esse clima de Natal e Ano Novo não é tão confortável e alegre quanto se parece ou se espera que ele seja, pois o que se espera nesta época são sentimentos de paz, união, alegria e felicidade, quando na verdade o que a pessoa está a sentir é tristeza, desamparo, e falta de esperança, mas quase sempre há que se mostrar “feliz” devido a pressão social, quando internamente o desejo maior é que toda a rotina volta ao que era antes.

Pessoas que não conseguem “entrar” no espírito festivo de final de ano:

  • Ressentem por não estarem tão felizes quanto outros à sua volta,
  • Se sentem deslocados nestas situações sociais,
  • Apresentam certo grau de ansiedade e estresse devido a culpa que levam consigo por não conseguirem ser recíprocos emocionalmente aos outros.

Este período do ano por si só causa sentimentos duais nas pessoas, que vão desde a alegria e o entusiasmo até a ansiedade, frustração e melancolia.

Somos naturalmente estimulados a fazer uma pausa, a ter um momento para pensar sobre os dias que se passaram e sobre o seu conteúdo.

Este momento é marcado por reflexões profundas sobre o ano que está prestes a terminar.

Refletimos sobre o que foi feito ao longo do ano:

  • As responsabilidades financeiras;
  • Os problemas pessoais;
  • As escolhas;
  • O trabalho;
  • Sobre como está o relacionamento familiar;
  • Namoro ou casamento;
  • (re)sentimos as perdas e os desencontros;
  • (re)avivamos memórias e saudades de pessoas;
  • Lugares…

Também reavaliamos o andamento dos projetos e os sonhos que foram traçados nesta mesma época do ano anterior, as conquistas e planos realizados.

É como um filme de curta duração, porém com grande intensidade, que se passa em nossa mente e nos faz não somente resgatar as memórias, mas também resgatar as sensações físicas e emocionais que tivemos e vivemos em cada uma delas.

Depressão no fim do ano. E todo ano esse mesmo ciclo se repete:

Pessoas em todos os lugares do mundo colocando na balança suas vivências e experiências do ano que finda.

Todo esse processo intenso tem o seu valor, mas precisa ser observado com cautela.

Repensar as experiências vividas são de muita importância para adquirir amadurecimento e ampliar as percepções sobre nós mesmo.

A grande questão não é a reflexão feita, mas sim o foco que é dado à ela.

Se neste processo de reflexão as conquistas, aprendizados e as realizações são:

  • Deixadas de lado;
  • Dá-se mais atenção ao que não foi feito;
  • Da mais visibilidade as perdas e dificuldades encontradas pelo caminho;
  • Aos planos que não foram concluídos ou não saíram como se esperava; então,

Há grande possibilidade de que essa pessoa entre em um estado de melancolia, passando a nutrir sentimentos e pensamentos disfuncionais sobre si mesmo e sobre os outros, levando-o a vivência de uma tristeza mais intensa e talvez podendo intensificar os sintomas do Transtorno Depressivo, se já existia previamente.

Vale lembrar que Depressão é um Transtorno e Tristeza uma emoção passageira.

Saiba a diferença entre tristeza e depressão neste diagnóstico de depressão: https://opsicologoonline.com.br/diagnostico-de-depressao/

A tristeza é uma emoção (pasmem!) muito preciosa e tem um valor bastante significativo. 

Talvez isso não faça tanto sentido se você estiver passando por uma Depressão ou um momento de tristeza em sua vida.

Depressão no fim do ano. Mas sim, a tristeza é capaz de nos fazer rever ações e sentimentos que podem nos levar a buscar uma mudança!

depressão de fim de ano
A dor pode ser transformada em sentimentos bons, se nos permitirmos.

Sim, mudar!

Imagina que se tudo fosse lindo e perfeito não teríamos a oportunidade de mudar, viveríamos acomodados e possivelmente sem evolução pessoal, profissional, social, emocional, etc.

Ela pode sim nos levar a alcançar momentos de maior tranquilidade, equilíbrio e Paz, se por alguns instantes paramos para compreender e buscar de maneira consciente os motivos que a fizeram manifestar-se.

A autopercepção e a autoavaliação podem ser alteradas quando damos mais visibilidade ao que não se fez e ao que não foi possível concluir, gerando uma sensação de incapacidade e auto boicote, que, ser não for interrompido, torna-se um ciclo vicioso, podendo desencadear o processo Depressivo.

Depressão no fim do ano. Estamos diante de um período crítico para muitas pessoas!

É importante saber que neste período do ano há um aumento significativo na procura por acompanhamento psicológico por tudo o que já foi descrito acima.

Assim como há no CVV (Centro de Valorização da Vida) registro de maior número de ligações de pessoas que estão pensado em suicidar-se.

Mas calma!

Há algumas formas de amenizar o sofrimento relacionado ao fim de ano.

# 1) Reconheça seus sentimentos:

Procure entender de forma realística o que está sentido e quais são os gatilhos que os desencadearam.

# 2) Respeite seus limites:

Não se obrigue a nada!

Respeitar-se é fundamental para lidar com a tristeza e as reações que ela evoca.

# 3) Planeje seu dia:

Veja o que pode fazer de especial para você nestes dias, sem que se sinta pressionado e/ou desconfortável nas situações.

# 4) Buscar companhias:

depressão de fim de ano
Busque companhia.

Se ficar só não é um problema e lhe fará bem, está tudo certo.

Mas se for o contrário, procure estar com alguém que lhe aceitará como está e não ficará lhe convencendo de que seus sentimento são “bobos”.

# 5) Você não é o ÚNICO:

Muitas pessoas em diversos lugares no mundo passam por esta mesma situação.

# 6) Fale sobre si:

Encontre alguém com quem possa compartilhar seus sentimentos sem ser julgado ou recriminado.

O apoio social é muito importante e faz muito bem nestes momentos.

# 7) Busque ajuda: Depressão no fim do ano.

Não se sinta constrangido em pedir ajuda de um profissional, pois ele poderá lhe ajudar a ressignificar o sentimento de desamparo e desesperança que se fazem presentes.

Lembre-se: Depressão no fim do ano.

A vida não acaba no dia 31 de Dezembro!

Depois temos mais 365 dias com novas oportunidades para concluir uma atividade inacabada, para reajustar algum planejamento, para reencontrar alguém especial, para fazer escolhas melhores e redesenhar sonhos…

Todo dia é o início de um novo ano!  

Vida que segue…

Contatos:

CVV – 141 atendimento 24hs por dia

Bombeiros – 193

Dê atenção a pessoas que se queixam de depressão, veja neste artigo: https://opsicologoonline.com.br/depressao-e-suicidio/

Com carinho,

Gracy Ramos

 

 

Gracy Ramos da S. Nakakura | CRP 01/17360.

Psicóloga Clínica, palestrante, atua com atendimento infantil, de adultos e idosos, com base na Terapia Cognitivo-Comportamental e atendimento Psicopedagógico.

Realiza acompanhamento e Orientação para Pais e Educadores.

Avaliação psicológica e para Cirurgia Bariátrica (pré e pós-operatório).

Já atuou com grupo de pré-adoção em parceria com a 1ª VIJ/DF e com grupo de pais agressores em cumprimento de medidas alternativas pelo MPDFT/TJDF em Samambaia/DF.

Idealizadora do Projeto Conversações Psi –  www.facebook.com/conversacoespsi

Contatos: Consultório – C1 lote 1/13,  8º andar – Sala 810 –  ED. Taguatinga Trade Center – Taguatinga Centro/DF

Telefone: 61 – 981151928 (Whatsapp)

Instagram: @psigracy.rsnakakura

E-mail: gracyrsn.psi@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

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