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Cuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia, a Superproteção Pode Atrapalhar!

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Cuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia

O que acontece depois do diagnóstico de esquizofrenia? Cuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia

Como será a vida dos cuidadores/familiares e do paciente?

Como já falamos, após um longo período de negação, de ajustes, cada família vai encontrando seu caminho, o melhor jeito para lidar com seu familiar e entendendo o transtorno.

Alguns cuidadores, acabam superprotegendo demais seu familiar, por medo de novos surtos, por pena do que aconteceu com ele ou até mesmo porque não os veem mais como capacitados para muitas atividades.

Entendo que é normal esta apreensão, este cuidado, o receio de um sofrimento maior para seu familiar. Cuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia

Porém esta insegurança é toda transmitida para o paciente, o que prejudicará o prognóstico e estabilização do transtorno.

Leia Também: 10 Dicas Para Você Cuidar de Uma Pessoa Com Esquizofrenia

A superproteção de muitos cuidadores pode ser percebida através de alguns comportamentos:

  • Não deixar o familiar fazer nada;
  • Não deixa ajudar nos afazeres domésticos, como por exemplo, arrumar a própria cama;
  • Não pode ir no mercadinho da esquina;
  • Não pode sair sozinho.

Sim, para algumas pessoas com o transtorno mais incapacitante, será impossível mesmo realizar algumas atividades, como sair sozinho, por exemplo. Cuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia

Para outros, os sintomas negativos, como a falta de vontade, e o desânimo, estão mais latentes e será mais difícil realizar algumas atividades, mas não impossível!!

Entretanto, existem muitas pessoas com esquizofrenia que podem realizar muitas atividades, como as que citei acima.

E até precisam realizar algumas tarefas para se motivarem e se sentirem parte da família.

O que acontece é que a insegurança e a superproteção do cuidador não deixam eles verem o familiar como sendo capaz, o que acaba os inibindo e impedindo que realizem tarefas diárias, se acomodando.

Dessa forma o paciente se isola cada dia maisCuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia

Acreditando que não é capaz e que não pode mais fazer nada na vida.

Crendo ser como muitos dizem “vagabundo, preguiçoso e escorado, que não sabe nem presta para nada”.

Eles sofrem, mesmo que calados, por não poder contribuir trabalhando, estudando, ajudando em casa, se vendo como “inúteis em casa”.

Veem as pessoas a sua volta se movimentando, quando eles estão na mesma…

Algumas vezes a pessoa que tem esquizofrenia tenta fazer algo em casa, por exemplo arrumar a cama e acaba ouvindo de seus cuidadores: “- não, você não sabe fazer” ou “- não, você não vai conseguir fazer isso”.  

Você imagina como fica a autoestima deles?

Por mais que a intenção dos cuidadores seja o cuidado e proteção, eles não enxergarão desta forma, vão sofrer e se ver como inúteis, incapazes, se isolando e deprimindo cada vez mais.

Afinal de contas todo mundo trabalha ou estuda, ajuda em casa, tem amigos, uma vida ativa e se isso não ocorre com eles, a culpa só pode ser deles!!

Este é o pensamento que a pessoa que tem esquizofrenia tem. Cuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia

Agora vocês entendem porque a superproteção pode atrapalhar seu familiar?

Ao invés de superproteger eles tanto, que tal tentar algumas outras alternativas? Cuidadores de Pessoas Com Esquizofrenia

  • Elogie sempre que ele fizer alguma tarefa, mesmo que não seja perfeita ou depois você precise refazer (longe deles!!);
  • Incentive eles a estudar, auxiliar em casa, a conversar com as visitas, mesmo que por alguns minutos;
  • Ensine seu familiar a ir na fruteira da esquina. Explique o que quer, dê o dinheiro quase certo. Vá com ele algumas vezes e mostre o que geralmente costuma comprar. Eles não perdem inteligência e podem reaprender se forem estimulados;
  • Deixe que ele auxilie você, na cozinha ou na casa. Ensine a fazer algo para o almoço com você, fazer a própria torrada, ou seja lá o que ele gosta de comer!
  • Permita que seu familiar realize atividades da casa que ele possa fazer, como arrumar a cama, a mesa, passar uma vassoura no quarto dele, etc.
  • Veja seu familiar como uma pessoa normal, com limitações, mas que pode reaprender!
  • Trabalhe a confiança e a comunicação entre você e seu familiar, facilita tudo!

Daniela

Transtorno mentalDaniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel/WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

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