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Comunicação Não Violenta e Autoconhecimento!

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Comunicação Não Violenta e Autoconhecimento

Cada vez que as pessoas fazem julgamentos moralizadores, exigências, comparações, enquadram os outros como merecedores de coisas boas ou ruins, e ainda culpam o próximo por algum sofrimento, a comunicação se torna alienante ou violenta.

E entendo por alienante porque quase não temos conhecimento dos nossos sentimentos e necessidades, e nem das do outro.

Assim, fica difícil se comunicar de forma assertiva e compassiva.

Uma das propostas da Comunicação Não-Violenta (CNV) é o autoconhecimento.

Ao se atentar para si mesmo, conhece-se um pouco mais as suas necessidades perante à vida e dos relacionamentos que possuem.

Dessa forma, as pessoas estão prontas para assumirem as suas escolhas e para pedirem que suas necessidades sejam satisfeitas.

Comunicação Não Violenta e Autoconhecimento Quando se assume o que se quer, mostra-se responsabilidade por isso, e evita-se culpar os outros.

 

É comum atribuir alguns sentimentos à pessoa que “o causou”.

Mas espera um pouco! Quem sente raiva, tristeza, paixão, alegria, etc, somos nós. O outro não é culpado pelo que sentimos.

Sei que pode parecer difícil aceitar isso, mas devido às nossas crenças e histórias de vida, criamos certas expectativas em relação aos outros, fazendo com que a gente se sinta ansiosos, amados, rejeitados, etc.

Em um relacionamento, quando a namorada sempre vai aos eventos de trabalho e da família do namorado, e o contrário não acontece, ela pode não gostar da situação e falar:

– Você faz eu me sentir sem importância porque nunca vai aos meus eventos comigo.

Ora, como você se sentiria com uma afirmação dessas?

Eu pelo menos iria retrucar, pois entenderia que ela estaria me culpando pelo que sente.

E ninguém quer se sentir assim, e nem isso é saudável para a relação.

Você é responsável pelos seus sentimentos. Assumir isso para o outro permite que ele tenha mais interesse em te ouvir e atender essa sua necessidade.

 

Outra forma de comunicação alienante são os julgamentos moralizadores.

São aqueles que entendem o comportamento de alguém como certo ou errado.

E há muito tempo esse tipo de julgamento acontece. Comunicação Não Violenta e Autoconhecimento

Separam-se os bons dos ruins, os heróis dos vilões, o protagonista do antagonista, e sempre há uma torcida para um deles.

Essas formas de distinguirmos as pessoas faz com que nos distanciemos delas, porque não as conhecemos e deixamos de saber o que elas têm a oferecer.

Você pode se relacionar, e também se afastar, de quem quiser. A escolha é sua, a responsabilidade é sua.

 

Mas se você se aproximar delas já identificando um comportamento como errado, essa pessoa não vai se sentir à vontade com você.

Ela pode ou se defender dos julgamentos que você faz, ou deixar de ser ela mesma para fazer aquilo que você quer, talvez por medo, ou por alguma insegurança.

Isso mostra que esse tipo de comunicação não é nada assertivo, já que pelo menos uma pessoa não está sendo verdadeira, nem com ela mesma.

O mesmo acontece quando se atribui uma espécie de merecimento às pessoas, insinuando que elas são dignas ou indignas de serem felizes, receberem um prêmio, ou que elas merecem sofrer. Comunicação Não Violenta e Autoconhecimento

Isso é muito perceptível em frases como: “aqui se faz, aqui se paga.” Ou quando alguém diz:

-Ah! Ela sofreu muito. Merece um bom companheiro e ter um bom emprego.

Quer dizer que se essa pessoa não tivesse sofrido, ela não mereceria tudo isso?

Estamos tão acostumados com esses tipos de comportamentos, que talvez até não fique claro o tanto que eles são prejudiciais para as nossas relações.

O que tem de bom em culpar os outros?

Ou em separá-los conforme um comportamento.

“Para além das ideias do certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá.” Rumi

É isto que a CNV nos mostra: ter compaixão.

 

Neste caso, não no sentido de sentir pena, mas de “estar com”.

Estar com o outro e pronto para ouvi-lo e aceitá-lo, caminhar com ele e entender que as necessidades dele são tão importantes quanto as suas.

Recomendo que você leia também: Comunicação Não-Violenta: Deixe Fluir o Que Existe de Positivo em Você!

Abraços!

Tamires

tamires-mascarenhasPsicóloga Clínica. Atendimento psicoterápico a adolescentes adultos e grupos. E atendimento voluntário a pessoas vítimas de violência. Faz curso de Hipnose Ericksoniana pelo Instituto Milton Hyland Erickson (IMHE) de Brasília – DF.

Contatos:

Telefone: (61)983750326

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Página no Instagram: https://www.instagram.com/tamiresfmm.psicologa/

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