Como tornar o planejamento financeiro um hábito

No texto de hoje, vamos descobrir por que planejamentos são abandonados e o que podemos fazer para driblar essas dificuldades e adotar um estilo de planejamento que funcione.
planejamento financeiro

Você provavelmente gostaria de ter uma vida financeira saudável e planejada. Talvez até já tenha tentado se organizar de várias maneiras, com uma agenda, ou um caderno, ou uma planilha.

Mas com o passar do tempo foi se esquecendo de preencher, deixou de lado por uma semana, depois duas, depois meses se passaram sem que você sequer tocasse naquele planejamento.

E você não está sozinha nessa. A maioria dos planejamentos financeiros acaba assim, relegado ao esquecimento. Mas por que isso acontece?

No texto de hoje, vamos descobrir por que planejamentos são abandonados e o que podemos fazer para driblar essas dificuldades e adotar um estilo de planejamento que funcione.

Você não é igual a todo mundo

No nosso último texto, conversamos um pouco sobre as possibilidades de conexão entre Psicologia e Dinheiro.

Já sabemos que as emoções, as crenças e até mesmo os aspectos culturais influenciam na forma como lidamos com nosso dinheiro.

Se é assim, se somos todos diferentes e únicos, por que é que haveria um só jeito de se organizar?

Digamos que você não tenha intimidade com planilhas, digamos que você não tenha muito tempo para ficar somando todos os canhotos de gastos no cartão, isso quer dizer que não existe um planejamento que possa funcionar para você?

É claro que não! Conhecer quais são as suas dificuldades e quais são as suas potencialidades vai fazer com que você encontre o seu jeito de se organizar.

O que eu quero fazer aqui é desconstruir essa ideia de que só existe um único caminho.

Pense um pouco e escolha qual é o meio de sua preferência, aquele com o qual você tem mais facilidade e que está sempre disponível para você. Pode ser planilha, caderno, agenda, aplicativo, uma folha de papel, uma cartolina.

Meu único alerta é: não deixe as contas apenas na sua cabeça, porque isso é uma armadilha.

 

O mais simples e o mais claro possível

Também é comum, no mundo na Educação Financeira, se deparar com planilhas tão complexas que dão até dor de cabeça.

Para quem gosta de planilha, isso pode ser um desafio até estimulante, mas para quem não gosta vai ser um tormento. Se esse é o seu caso, fuja dessas planilhas.

Comece pelo bom e velho lápis no papel mesmo (ou pelo meio que você escolheu lá em cima).

O planejamento mais básico é listar todas as suas fontes de renda, listar todas as suas despesas e fazer a conta do que você recebe menos o que você gasta (receitas menos despesas).

Isso pode ser feito para o período de um mês, uma quinzena ou até uma semana.

Dividir o planejamento em partes menores ajuda a tornar a organização mais simples e direta.

Resista à tentação de deixar alguma coisa de fora. O planejamento precisa ser o mais simples possível, sim, mas também precisa ser o mais claro possível.

Coloque tudo no papel ou no meio de sua preferência, de uma maneira que seja fácil de acessar e manter.

Marque um compromisso consigo mesma

Agora que você já tem uma ideia de qual meio pode utilizar para se organizar, já sabe que o planejamento tem que ser simples, direto e claro, contendo todas as suas receitas e despesas, você precisa de um horário na sua semana para fazer isso.

No início, pode ser que precise de mais tempo para colocar tudo “no papel” pela primeira vez.

Então separe uma ou duas horas do dia escolhido para fazer isso e marque um compromisso consigo mesma. Anote na agenda, se você tiver esse hábito.

Depois desse primeiro compromisso, estabeleça uma frequência semanal ou quinzenal para dar uma olhada no seu planejamento e acompanhar o andamento das coisas naquele período de tempo.

Isso é importante para te ajudar a tomar decisões sobre a sua vida financeira. Sabendo como as coisas estão indo, você pode segurar a onda ou até soltar um pouco mais a corda.

Fique atenta às suas emoções

Você pode estar se perguntando: “Por que precisa ser tão simples? Não posso mesmo usar a planilha que meu filho baixou para mim na Internet? Ele disse que vai me ajudar a preencher!”.

Na maioria das vezes, “colocar as contas no papel” já é algo desgastante por si só. Principalmente se a situação não estiver lá tão confortável, nossa tendência é nem querer olhar para ela.

É por isso que muitos planejamentos são abandonados, porque é difícil suportar as emoções e a vulnerabilidade que surgem no momento da organização.

É como tentar aprender um idioma novo, no início vai ser difícil e você pode querer desistir.

Mas depois que começar a entender algumas frases em filmes e seriados, por exemplo, você passa a se interessar mais.

E se, além disso, o método escolhido for muito complicado, aí você pode imaginar o que vai acontecer.

Mais um planejamento que não terá chegado a se tornar um hábito, pelo excesso de complicação.

Tenha uma boa dose de paciência e outra de perseverança

Então é importante ficar atenta e consciente nesse momento de organização e observar também o que acontece internamente.

Mesmo que pareça impossível no início, dê-se a chance de atravessar esse caminho pelo menos durante um mês e observe os resultados.

Resumindo, escolha um meio com o qual você tenha intimidade, tire todas as contas da cabeça e passe para o papel (ou caderno, ou agenda, ou planilha, ou aplicativo), marque um compromisso consigo mesma para manter seu planejamento em dia e compareça! Assim vai ser mais fácil de suportar os primeiros meses até que o planejamento vire realmente um hábito.

Depois você não vai conseguir mais se imaginar sem um planejamento financeiro.

Vamos continuar essa conversa? Vou adorar receber um e-mail seu me contando o que funciona para você em termos de planejamento financeiro. Você está mais para o papel ou mais para a planilha? 😉

Leia também: Psicologia e Dinheiro: uma relação possível?

 

Deyse Medeiros é psicóloga (CRP-01/20480) e servidora pública, graduada em Letras e Psicologia, com formação em Psicologia Econômica, e uma estudiosa apaixonada de Educação Financeira. Atua como psicóloga online na abordagem psicanalítica e na interface entre Psicologia Econômica e Educação Financeira.

 

Acredito que quanto mais conscientes estivermos de como nossas emoções afetam nossa relação com o dinheiro, mais capazes seremos de tomar boas decisões. Decisões que realmente reflitam nossa verdade interior, que estejam alinhadas com nossos sonhos e metas, enfim, que nos conduzam a uma vida melhor e mais rica, não só de dinheiro, mas também de experiências e possibilidades.

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