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Como Ser Feliz? Assumindo a Responsabilidade!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Como Ser Feliz

Tenho visto como, nos últimos 2 ou 3 anos, tem saído muita coisa na mídia sobre felicidade. Livros, matérias de capa em revistas, entrevistas e especiais na TV, palestras por toda parte… muita gente discutindo o assunto. Como Ser Feliz

Isso me chamou a atenção, pois tem muitos anos que eu também venho estudando o tema.

Infelizmente, boa parte do material que tem sido produzido aborda o assunto, na minha opinião, de uma forma rasa, ou equivocada. Como Ser Feliz

Explico: vejo em muitas dessas palestras, ou textos, a questão de “Você tem uma vida, seja feliz por isso”, ou “Você tem um lugar para morar, tanta gente mora na rua”, ou “Você tem comida na mesa, tanta gente passando fome”, “Você tem saúde perfeita, tanta gente morrendo, precisando de transplante, com doenças incuráveis”.

Todos esses exemplos não são motivos para felicidade. São motivos de alívio, de sorte, de conforto.

Seriam motivos de felicidade se a pessoa estivesse num estado anterior, e tivesse acabado de passar para o outro estado. Como Ser Feliz

Por exemplo, era morador de rua e passou a ter um lar; ou passava fome, e passou a ter 3 refeições diárias; ou estava no leito de morte, ou em grande sofrimento, e se recuperou.

A felicidade, como diz Freud em “O mal-estar na civilização” é episódica. Não é um estado no qual o sujeito está, e sim uma mudança de estados: de doente para sadio, de faminto para saciado, de “sem carro” para “com carro”. Como Ser Feliz

Não é o degrau, e sim a passagem de um degrau para o outro, se compararmos com uma escada. Logo, ser feliz porque o seu pulmão funciona não tem sentido algum; ninguém pensa “Nossa, estou tão feliz, meus dois pulmões estão funcionando”.

A não ser, como disse, no caso de ser uma mudança de estado, ou seja: a pessoa estava com problemas graves de pulmão, e conseguiu se recuperar.

Aí sim, isso será motivo de felicidade para ela, por algum tempo. E logo deixará de ser. Assim como a pessoa que comprou uma casa, um carro, ou seja o que for, fica numa felicidade explosiva, contagiante, mas enquanto aquilo é novidade. Como Ser Feliz

Depois de um tempo, a sensação de felicidade vai embora. Fica o conforto que essas posses trazem.

Um exemplo claro disso é o da criança que fica meses antes do Natal pedindo um brinquedo e, ao ganhá-lo na manhã do dia 25, fica super feliz. Porém, lá pelo dia 29 já não vê mais graça nele…

Mas, então, como conseguir a felicidade? Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Freud diz, no texto citado acima, que não existe uma receita universal; cada sujeito deverá achar a sua forma de alcançar a felicidade. Como Ser Feliz

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Um ponto que acho que pode ajudar nessa árdua tarefa é o seguinte: assumir a responsabilidade pelo que lhe acontece.

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como ser feliz? Assumindo a responsabilidade!

Nós, seres humanos, temos o hábito, desde sempre, de nos colocarmos o tempo todo como vítimas: vítimas do destino, do governo, das potências mundiais, do capitalismo, de divindades, etc. etc.

Vou fazer um breve resumo da história de como o ser humano explicava o mundo, desde o começo. Nós sempre fomos muito curiosos, e sempre quisemos saber a razão das coisas, desde que o mundo é mundo. Como Ser Feliz

Com isso, várias hipóteses e teorias foram criadas, várias concepções que explicavam o mundo. Algumas perduraram por muito tempo, outras sumiram logo que surgiram. Se considerarmos as grandes concepções do mundo, teremos 3:

#1 – Concepção “mágica”: é a concepção de mundo onde feiticeiros, magos, e etc. eram considerados poderosos, influenciavam a vida das pessoas, e podiam te prejudicar ou ajudar muito.

Além disso, diversos fatos aleatórios eram considerados sinais de boa ou má sorte (como quebrar um espelho, passar embaixo de escada, encontrar um gato preto, nascer numa certa época do ano…).

Acreditava-se muito em mal-olhado e coisas do gênero. Nessa época, o ser humano tinha muitos alvos para colocar a culpa pela sua infelicidade, pelos seus fracassos: um feiticeiro que não gostasse dele; alguém que tenha lançado um mal-olhado; um gato preto que cruzou o caminho… enfim, não faltava gente para culpar pelas suas falhas; Como Ser Feliz

#2 – Concepção religiosa: nessa concepção, tudo era responsabilidade de um Deus onipotente, onisciente e onipresente.

Se algo ia mal na vida de alguém, a pessoa podia justificar com diversas formas: Deus tem outros planos pra mim; o diabo está me tentando; minha fé está pequena, e Deus está me castigando; também existiam várias explicações para os fracassos;

#3 – Concepção científica, na qual estamos até hoje: a ciência reina soberana, explicando o funcionamento de tudo no mundo. Como Ser Feliz

Também nessa época não faltam os bodes expiatórios para as fraquezas do ser humano: os genes que se herdou não são compatíveis com um bom relacionamento amoroso; algum setor do cérebro responsável pelas realizações profissionais não funciona; o mapa genético aponta que será um fracassado(a); falta de uma certa enzima ou vitamina no organismo;

Ou seja, estamos desde sempre buscando alguém para por a culpa de nossa infelicidade. Quando na grande maioria das vezes nós temos grande responsabilidade pelo que reclamamos.

Seja por permitir que uma certa situação ocorra repetidamente; seja por nos acomodarmos com uma situação que nos incomoda, e nos deixa infelizes; seja até mesmo por incentivar a situação, por termos um ganho secundário nela; ou seja pelo motivo que for.

É claro que acontecem acidentes, tragédias, os quais não podemos interferir. Mas até nesses casos mais raros podemos controlar a resposta que daremos a isso, e como nos reestruturaremos depois.

O ponto mais importante para mim é: tem uma situação lhe incomodando?

O que te incomoda na sua rotina diária? Como Ser Feliz

E pare bem, com calma, e pense: qual a sua responsabilidade nisso?

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ArthurArthur Gustavo Muniz Engel é Psicólogo (CRP: 05/32234) e psicanalista, pós-graduado em “Psicanálise e Laço Social”. Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, além de fazer atendimentos on-line. É também palestrante, supervisor clínico, orientador de grupos de estudo e consultor para jovens psicólogos.

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