Cada Cuidador Sabe a Dor Que Sente!

Cuidador

Cada cuidador sabe o tamanho da sua dor!

Hoje eu quero te falar sobre as dificuldades, o modo como cada um reage as mudanças, problemas e medos.

Cada pessoa tem um limite, uma maneira de agir diante de um desafio, de uma doença.

Alguns sofrem mais, demoram para aprender.

Outros se adaptam mais facilmente, pois pensam que será melhor assim.

Existem ainda aquelas pessoas que são mais resistentes, que não conseguem aceitar nunca as coisas como são.

Alguma dessas pessoas está errada?

Absolutamente não.

Cada um tem as suas verdades, as suas limitações, frustrações. Assim como cada pessoa precisará lidar com as dificuldades na vida.

A questão é como eu disse no início, cada ser é único e sendo assim vai agir, se comportar e sentir de uma maneira, do seu jeito.

Assim é com os familiares e cuidadores de pessoas que têm esquizofrenia.

Alguns aceitam o diagnóstico mais rápido, pois entendem que assim poderão ajudar o seu familiar melhor.

Outros tem mais dificuldade nessa aceitação, em como lidar com esse novo familiar.

Não podemos mudar a essência das pessoas, obrigá-las a ser diferente. A sentir e pensar diferente.

No entanto, aquelas pessoas que tem mais dificuldade em aceitar a sua nova realidade com certeza irão sofrer mais, pois estarão sempre buscando um familiar que não existe mais.

Negando sempre a verdade e consequentemente se frustrando mais ainda.

O que fazer?

Sim, sabemos o quanto é difícil olhar para um familiar e saber que o futuro dele pode não ser o que foi planejado, e como eu disse no início cada um sabe a sua dor.

Todo dia eu escuto histórias de familiares, de todos jeitos, e cada uma tem a sua dor. Cada um sabe o que sente, como sente.

Agora vamos pensar:o que os cuidadores com uma maior dificuldade em aceitar o transtorno de seu familiar podem fazer?

Levando em conta que cada um tem a sua individualidade e particularidades, será preciso que cada cuidador, cada familiar encontre o seu jeito para lidar e conviver com a esquizofrenia do seu familiar.

Por exemplo, alguns cuidadores buscam um trabalho fora de casa, outros escolhem alguma atividade que possam fazer em casa mesmo, como artesanato, culinária, etc.

Outras pessoas ainda escolhem se envolver com o cuidado dos netos, para passar o tempo e se distrair.

Alguns cuidadores ainda buscam atividades de lazer para si mesmos ou trabalhos voluntários.

Enfim, cada um, a seu modo vai buscar alguma coisa que lhe ajude a lidar com a situação e com a nova realidade em que a família vive.

Importante!!

 

É preciso olhar para cada pessoa, cada situação de forma individual, não podemos querer que todos sejam ou ajam igual, isso não acontecerá.

Sabe, aquela frase que cada um sabe onde seu sapato aperta?

Então, eu penso que assim é com os cuidadores. O que para um é mais pesado, para outro nem tanto.

E por isso não devemos julgar ou criticar os cuidadores, não se sabe o que eles estão passando.

Não sabemos a história de vida daquela pessoa e como ela recebeu o diagnóstico do familiar, pois infelizmente muitas famílias não são orientadas sobre como agir diante do diagnóstico, são pegas totalmente de surpresas sem saber como agir, o que fazer com seu familiar.

Pense sempre antes de julgar a outra pessoa.

Se coloque no lugar dela tentando imaginar o que ela passa ou como seria se fosse com você. Isso se chama empatia.

Existe algo que com certeza podemos afirmar e é visto em quase todos os cuidadores/ familiares: a dedicação total ao seu familiar.

O afeto e atenção dedicados ao seu familiar.

Cuidadores que se dedicam 100% ao seu familiar, e acabam esquecendo de si mesmo.

E nesse caso eu te pergunto: podemos julgar ou criticar esse familiar?

Novamente eu te respondo que NÃO, pois cada um tem o seu momento e os seus motivos.

Talvez esse cuidador ainda se sinta culpado pelo transtorno do seu ente querido, mesmo que conscientemente ele saiba que não tem culpa alguma, devido ao fator genético da esquizofrenia.

Ou quem sabe esse cuidador sempre foi assim com o seu familiar?

Talvez tenha descoberto o diagnóstico recentemente e ainda não conseguiu elaborar tudo que descobriu.

Ou simplesmente ele não está pronto, é o jeito dele, ou vai aprender ao longo do tempo a importância de cuidar de si mesmo e como isso reflete o seu familiar que tem esquizofrenia.

5 dicas para os cuidadores

  • 1. Cuide mais de você! Olhe mais para você! Se você estiver bem, poderá ajudar o seu familiar de forma mais eficaz;
  • 2. Não ligue para o que os outros dizem, só você sabe o que passa em casa, como é a sua convivência. Ninguém sabe as dificuldades, os momentos que você passa ao lado do seu familiar. Nas horas de crise é você quem está ao lado dele, que sofre e chora junto com o seu ente querido, por isso ignore o que as outras pessoas dizem. Você faz o seu melhor;
  • 3. Tenha um tempo para si mesmo, para trabalhar suas frustrações, seus medos, para colocar para fora suas dores, você vai ver como o ajudará a seguir a caminhada mais leve! Se for possível faça uma terapia;
  • 4. Não se culpe! Não se julgue! E viva um dia de cada vez, o futuro a Deus pertence, por isso faça o seu melhor hoje, agora;
  1. Lembre-se sempre de que deve pensar em você em primeiro lugar. Não, isso NÃO É EGOÍSMO. Isso chama-se amor próprio. Lembre-se também que você só poderá dar aquilo que tem, por isso precisa estar bem física e psicologicamente para poder ajudar com mais qualidade o seu familiar!

Tudo que existe e vive precisa ser cuidado para continuar existindo. Uma planta, uma criança, um idoso, o planeta Terra. Tudo o que vive precisa ser alimentado. Assim, o cuidado, a essência da vida humana, precisa ser continuamente alimentado. O cuidado vive do amor, da ternura, da carícia e da convivência”. Leonardo Boff

Recomendo que você leia também: Familiar Com Esquizofrenia: 6 Dicas de Como o Cuidador Pode Ajudar.

Abraço e até logo!

Psicóloga Daniela da Silva

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Daniela da Silva – Psicóloga com Orientação Psicanalítica (CRP 07/23218). Atua nas cidades de Cachoeirinha e Gravataí/RS, como Psicóloga Clínica e também palestrante.

Atendimento direcionado para familiares de pessoas que tem esquizofrenia; relações familiares- pais e filhos.

Email: danipsicologa@outlook.com;

Facebook: Psicóloga Daniela da Silva

Instagram: psicologa_danieladasilva;

Tel / WhatsApp: 51-84059491;

Blog: www.alemdaesquizofrenia.com

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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