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os benefícios dos psicofármacos

Quais os Benefícios dos Psicofármacos no Tratamento Psicológico?

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Benefícios dos Psicofármacos

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Os benefícios dos psicofármacos

Hoje em dia, os psicofármacos tornaram-se protagonistas da contemporaneidade e quanto a isso não há objeções.

Nunca se prescreveu e consumiu tantos remédios em comparação com outro período histórico.

Essa popularidade tem consequências positivas e negativas.

Mas, como no último artigo foi realizada uma crítica ao uso abusivo de medicamentos, nesse texto serão abordadas as suas contribuições e o lugar dos psicofármacos em um tratamento psicológico.

Desse modo, ao buscar a referência de fármaco, descobriu-se que sua origem vem da palavra pharmakón, que significa tanto veneno quanto remédio.

Ou seja, de acordo com a dose, aquilo que mata também pode curar.

Nesse cenário polarizado, que tal a análise apenas de uma faceta – a de cura?Benefícios dos Psicofármacos

Afinal, os psicofármacos podem amenizar alguns sintomas e promover melhor qualidade de vida às pessoas e, cá entre nós, isso já é uma grande contribuição! Benefícios dos Psicofármacos

Foi na década de 50 que ocorreu a chamada “explosão farmacológica”, época em que as pesquisas científicas dessa área aumentaram em demasia, paralela a criação de medicamentos mais eficazes.

O desenvolvimento e expansão da farmacologia em parceria com a Psiquiatria partiu do princípio de amenizar os efeitos colaterais que algumas substâncias químicas, sem o devido estudo e comprovação, poderiam provocar no organismo do ser humano.

Ou seja, a dimensão de cura do pharmakón era o foco em questão.

Você pode ter se perguntado: qual relação entre Psicologia e remédios?

Qual o lugar do psicofármaco em um tratamento psicológico? Benefícios dos Psicofármacos

Para responder a essas indagações, é necessária a reflexão de que nos casos considerados graves – em que os sintomas atingem uma proporção a ponto de deixar o sujeito paralisado na vida – a indicação do psicofármaco é muito bem vinda. Benefícios dos Psicofármacos

Nesses casos, a pessoa pode encontrar-se em um quadro de angústia tão avassalador, que não consegue nem falar de seu sofrimento.

O medicamento, então, assumiria uma função de desbloquear aquilo que está bloqueando a fala e seria uma espécie de catalizador do processo terapêutico, ou seja, uma ferramenta de fazer falar.

Assim, a mascarada rivalidade existente entre Psiquiatria e Psicologia, cairia por terra em prol de uma parceria muito relevante.

E na prática, como isso aparece? Benefícios dos Psicofármacos

Como ilustração, pensemos em um indivíduo com o diagnóstico de transtorno do pânico que apresenta sintomas, tais como: ansiedade, angústia, pensamentos negativos, medo generalizado, etc.

Nesse exemplo, o psicofármaco poderia ser o primeiro passo na direção de um tratamento.

Pois, de que forma uma pessoa com o contato social tão restrito iria frequentar um consultório de Psicologia?

A partir dessa lógica, a medicação seria útil no alívio momentâneo dos sintomas, a fim de abrir caminho para que o paciente se tornasse mais acessível à exploração psicoterapêutica.

Ou seja, o papel dos psicofármacos seria semelhante a um anestésico em uma cirurgia: eles representariam as condições que permitem uma intervenção.

Vale ressaltar que a aliança entre Psiquiatria e Psicologia é imprescindível nos casos de psicose, em que o recurso da simbolização através da fala é muito precário, quando não inexistente.

Não há de se negar os benefícios que o desenvolvimento dos psicofármacos trouxeram para esses indivíduos e seus familiares, visto que como alucinações e delírios fazem parte dessa estrutura psíquica, o risco de passagem ao ato é grande.

Em outras palavras, o risco de suicídio e/ou agressão física a outrem tem de ser levado em consideração.

Logo, os psicofármacos aparecem como moderadores desses atos impulsivos. Benefícios dos Psicofármacos 

E sendo a psicofarmacologia uma ação científica de renome, ela não pode ser simplesmente descartada, à priori, em nome do uso capitalista e simplificador que alguns profissionais fazem de seus resultados – esse aspecto será analisado em outro artigo.

Para tanto, uma possível saída para este panorama polêmico, seria o manejo em evitar a cilada de cair em um discurso generalista sob a forma de “psiquiatrização” ou “psicologização” do sofrimento.

É dar conta de se distanciar da ideia de exclusão: ou/ou, visto que o limite existente entre o físico e psíquico é bem tênue.

Benefícios dos Psicofármacos Dessa forma, os remédios não teriam apenas um lugar, mas também um papel essencial no tratamento do sujeito.

Portanto, é preciso apostar na intercessão entre mente e corpo, que não significa um todo completo, mas uma direção de tratamento que leve em consideração as particularidades do caso a caso e que promova um diálogo com outros profissionais.

Recomendo que você leia também: Psicofármacos: O Ser Humano Comprimido Em Um Comprimido.

Fernanda Martins

fernandaFernanda Martins é psicóloga (CRP 04/45295), formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – campus Coração Eucarístico.

Bastante interessada pela temática sobre os psicofármacos, é idealizadora do projeto “Janela Psicológica”.

Sua proposta é tornar a psicologia acessível, rumo ao universo da mente humana por meio da janela – interna de cada um.

Atua na área clínica em Santo Antônio do Monte / MG e realiza atendimentos com crianças, jovens, adultos e idosos, além de desenvolver trabalho no âmbito da educação infantil na escola “Viver e Aprender”.

Quer conhecer mais sobre seu trabalho? Acesse e entre em contato:

Instagram / Facebook / YouTube: Janela Psicológica

Email: fernanda.martins.psicologa@gmail.com

Telefone: (037) 9 9937-6154

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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