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Avaliação Neuropsicológica em Idosos

Saiba Aqui a Importância da Avaliação Neuropsicológica em Idosos.

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Avaliação neuropsicológica em idosos.

Estive refletindo ao longo destes meses todos de 2017 sobre minha atuação no consultório…

Como alguns devem saber sou psicóloga e me especializei em Neuropsicologia, meu sonho sempre foi atuar somente com foco em Neuropsicologia, pois é uma paixão.

Antes acreditava ser muito difícil, pelo fato de não conhecer ninguém que faça isso, mas com muita dedicação e esforço consegui.

Hoje somente atuo com avaliação e reabilitação neuropsicológicas.

Dou cursos e palestras totalmente voltados para essa área, porém há algo nisso que tem me incomodado profundamente.

Você deve estar se perguntando… Mas o que isso tem a ver como a coluna?

Bom, tem muita relação, pois nos últimos dias comecei a sentir vontade de sair por aí colando nos lugares um cartaz dizendo:

“Busca-se idosos para realizar avaliação neuropsicológica” avaliação neuropsicológica em idosos

Pois eu particularmente atuo com o público desde os 2 anos e 6 meses até idosos de 89 anos.

Mas é incrível como a procura de idosos por avaliação neuropsicológica e mínima ou quase nenhuma.

O mais terrível disso tudo é que os idosos precisam muito de avaliação neuropsicológica pelos mais variados motivos.

Porém no nosso país existe a cultura de que:

“faz parte da idade”

Tudo é normalizado e levado como algo inevitável e sem tratamento e intervenção.

Sendo que na verdade há muita probabilidade de melhora e uma possibilidade de dar uma melhor qualidade de vida aos nossos idosos.

avaliação neuropsicológica em idosos O declínio cognitivo a partir dos 60 anos existe sim, porém não podemos normalizar.

Avaliação neuropsicológica em idosos.
Avaliação neuropsicológica em idosos.

É fácil dizer:

“é da idade”

E não buscar ajuda, não ir ao médico neurologista.

Mas há casos também de pessoas que buscam o médico e o mesmo somente receita um remédio, sem se importar com entender e descobrir onde está o comprometimento e em qual grau está.

Todo quadro de demência (sim! demência é o nome que nós damos cientificamente) começa com um grau leve, sempre começa de forma sutil e aparentemente sem importância:

  • Pode começar com a pessoa esquecendo de dar um recado,
  • Não lembrando de onde colocou a chave do carro,
  • Até com o esquecimento do que tinha que fazer naquele momento.

A princípio parece algo natural, até mesmo algumas pessoas dizem:

“Ah! Mas isso também acontece comigo”

Mas imagina isso com uma frequência maior.

Mais de uma vez ao dia.

Pois é, nos idosos isso cresce progressivamente!

Se nesses casos houvesse busca por uma avaliação neuropsicológica, poderiam ser minimizados os sintomas que surgem nessa fase da vida.

Seria detectado o grau de comprometimento e até mesmo se minimizariam os impactos nos casos de demências, como:

Pois com a avaliação podemos distinguir o tipo de demência apresentado pelo idoso e quais as funções que estão comprometidas e o grau em que está.

Há também casos em que a família fica desesperada acreditando estar diante de um Alzheimer.

Trata o paciente como se fosse um caso sem solução e não tivesse mais esperanças, o que sinceramente só prejudica mais o idoso e acelera o processo de perda das funções.

avaliação neuropsicológica em idosos A falta de busca adequada de um diagnóstico faz com que muitos idosos que estão deprimidos comecem a apresentar sintomas de demência.

Avaliação neuropsicológica em idosos
Idosos deprimidos sem acompanhamento profissional pode apresentar sinais de demência.

Muitas vezes não é o caso, estes estão vivendo um quadro conhecido como pseudodemência, que nada mais é um quadro de depressão grave onde aparecem sintomas similares aos das demências.

Porém o mesmo em uma avaliação neuropsicológica, mostra algumas características peculiares que permitem fazer o diagnóstico certo e assim levar o paciente ao tratamento adequado.

Não se pode tratar um quadro de pseudodêmencia como um quadro de demência.

Nem na questão medicamentosa e nem no trato com o paciente, pois se assim for feito não teremos melhora.

E está é uma das únicas condições até o momento em que sabemos que há reversão do quadro mediante o tratamento.

Claro que além da medicação é necessário que o paciente faça sessões de reabilitação neuropsicológica para reativar as áreas que ficaram comprometidas durante o período em que o quadro surgiu.

Para deixar mais claro para vocês, a reabilitação neuropsicológica trabalha estimulando áreas cognitivas, que são áreas de funções do cérebro, como:

  • Atenção,
  • Memória,
  • Orientação,
  • Localização,
  • Planejamento,
  • Organização,
  • Juízo e crítica,
  • Linguagem,
  • Memória verbal,
  • Memória visual,
  • Reconhecimento de objetos,
  • Reconhecimento de rostos,
  • Enfim, uma infinidade de coisas que são afetadas quando acontece algum comprometimento na cognição.

Nos quadros demenciais pelos quais normalmente os idosos tem comprometimento a estimulação cognitiva serve para amenizar as perdas, freando os impactos que a doença irá causar na vida da pessoa.

Por isso é muito importante buscar por uma avaliação o quanto antes.

Quanto mais cedo se desconfiar ou se descobrir que o paciente está apresentando um quadro demencial menores ou mais lentos serão os impactos que o paciente irá sofrer.

E se for um quadro de pseudodêmencia é muito melhor, pois há grandes chances de reverter o comprometimento e o paciente voltar a ser como antes do adoecimento.

Espero que com o que foi exposto neste texto vocês possam compreender a importância de buscar uma avaliação neuropsicológica para nossos idosos.

Não só no caso de ter o diagnóstico de um quadro demencial, mas também para como forma de prevenir e tratar outros comprometimentos que o idoso possa apresentar, buscando sempre melhorar sua qualidade de vida deles e da família como um todo.

Outro detalhe muito importante é:

Avaliação neuropsicológica em idosos  Deixar claro que nem a avaliação neuropsicológica, nem a reabilitação neuropsicológica descartam de forma alguma o acompanhamento médico e o tratamento medicamentoso.

Avaliação Neuropsicológica em Idosos
Avaliação Neuropsicológica em Idosos

Pois sempre um trabalho multidisciplinar favorece mais o paciente do que um tratamento somente com o olhar de um profissional.

Caso seu médico ou o médico do idosos da sua família não mencione essas possibilidades, questione-o e diga que tem interesse em fazer a avaliação e uma possível reabilitação. avaliação neuropsicológica em idosos

Muitos médicos ainda estão costumados a trabalhar na solidão de seus consultórios esquecem de orientar seus pacientes e familiares sobre tratamentos complementares que favorecem o paciente e aqueles que cuidam dele. avaliação neuropsicológica em idosos

É interessante também que você amplie seu conhecimento lendo este artigo sobre alimentos que evitam o declinio cognitivo: https://opsicologoonline.com.br/declinio-cognitivo/

 

Andrea Luccas é psicóloga clínica e especialista em neuropsicologia, sua grande paixão.

O foco do seu trabalho é a avaliação e reabilitação de pacientes de todas as faixas etárias, desde crianças de 2 anos e meio até idosos de 89 anos.

Além do trabalho na clínica, desenvolve palestras, workshops, cursos e rodas de conversa sobre os mais variados temas ligados à neuropsicologia.

Contato: (11) 985993281 (WhatsApp)

E-mail: contato@psicoandrealuccas.com.br

 

 

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