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Autoperdão

Autoperdão: De Onde Vem a Capacidade de Nos Perdoar? Descubra aqui!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Autoperdão

Quando nos aproximamos do natal e nos preparamos para a chegada de um ano novo recebemos muitas mensagens que falam de amor e perdão. Autoperdão

Quando estamos a fazer planos para o ano novo, é comum pensarmos em deixar pra trás as mágoas e rancores, sanando toda pendência através do perdão.

Algumas pessoas, neste ponto, deparam-se com a dificuldade de perdoar. Muitas nem tem um conceito de perdão muito claro. Autoperdão

Acham que pode significar muitas coisas e muitas vezes, coisas que elas não são capazes ou não estão dispostas a fazer.

Normalmente fala-se muito sobre isto no campo das religiões, as quais encorajam seus seguidores a perdoarem a quem os ofende, indistintamente. Autoperdão

Algumas pessoas, diligentemente, direcionam seus esforços e energia no sentido de liberar perdão para seus ofensores.

Para isso, engolem o orgulho, relevam desgostos e decepções e fazem o que mais for necessário para sentirem-se em paz com o outro (e consigo mesmas).

Há até quem tome a iniciativa de pedir perdão a quem lhe ofendeu, mesmo tendo certeza de que tem razão e de que o pedido deveria partir do outro.

Sobre perdoar aos outros, temos ouvido falar desde que éramos crianças.

Até os mais orgulhosos e turrões reconhecem que perdoar pode trazer benefícios psicológicos e emocionais.

Há estudos sobre os impactos positivos de se libertar das mágoas, ressentimentos e rancores.

Bem, já que o perdão ao outro é nosso velho conhecido, proponho que pensemos agora num tipo diferente de perdão: O AUTOPERDÃO.

Autoperdão
Autoperdão

Quando se trata de perdoar a si mesmo, como é que você se comporta?

Digamos que você acabou de bater o carro, ou quebrar algo valioso, ou cometeu um erro no trabalho, ou, quem sabe, tomou uma atitude que, sem querer, feriu uma pessoa querida… Você pode acrescentar seus próprios exemplos a esta lista.

Tirando o desconforto e aborrecimento próprios do processo de reparar o erro, como você lida consigo, diante de um desacerto? 

Julga-se? Perdoa-se? Pune-se? Aceita-se? Condena-se? Critica-se? Autoperdão

Se você é uma pessoa com um elevado padrão de autocrítica (caso não tenha certeza, clique aqui para ler o artigo que escrevi sobre autocrítica), sente dificuldade para aceitar, com amor, sua falibilidade e limitações.

Qual pode ser o motivo para um ser humano negar o perdão a si mesmo?

Que tipo de imagem você tem a seu respeito, que faz com que você não se perdoe?

Que tipo de amor sente por você, que não é capaz de fazer com que você se olhe com tolerância, benevolência e compaixão, a ponto de reconhecer-se digno de um perdão?

Vamos lá, quando não perdoamos uma pessoa, nutrimos um sentimento negativo (ainda que bem pequeno) por ela, certo?

Isto pode ser, raiva, desprezo, decepção, desejo de vingança… E quando negamos o perdão a nós mesmos?

Autoperdão Perdoar-se (entre tantas coisas) significa reconhecer que você também tem direito de falhar e isso não anula, em hipótese alguma, todas as suas potencialidades e qualidades.

Autoperdão
Falhar não anula as suas potencialidades!

Você não se torna a pior pessoa do mundo porque cometeu um erro. Então pense um pouco agora: O que justifica tamanha impiedade? Por que você não aceita seus deslizes? De onde vem tanta dureza para consigo?

Não estou falando sobre ser irresponsável e sair fazendo tudo errado por desleixo e “se perdoando” – eximindo-se da culpa – depois.

O caso é que há pessoas caprichosas e dedicadas, que fazem tudo direitinho na maior parte do tempo, e mesmo assim, não aceitam o fato de que são falíveis, cometem equívocos.

A perfeição plena é inatingível!

Então por que sofrer tanto em busca de algo que não é alcançável?

Por que tanta tortura quando, sem querer, comete um erro, ou, simplesmente, não faz as coisas exatamente como gostaria?

Normalmente nossa capacidade de nos perdoar está relacionada à nossa capacidade de nos aceitar exatamente como somos.

Ai! Acho que agora toquei num assunto delicado, não é? Autoperdão

Num mundo em que somos constantemente julgados pelos nossos desempenhos, ou seja, pelo que fazemos e não pelo que somos, é natural que exista uma tendência obsessiva pela busca do desempenho perfeito sempre.

Ao cometermos falhas, por instantes deixamos de agradar aos outros, deixamos de estar totalmente de acordo com o que exigem de nós em troca de “amor”, “amizade”, “admiração”…

Não é de estranhar que falhar nos apavore e que imediatamente busquemos resolver a questão.

Como? Punindo o culpado por nos fazer sentir inadequados e envergonhados. Quem? Nós mesmos.

Ah essa condição humana! Não aceitar nossa falibilidade é como estranhar os movimentos de inspiração e expiração dos pulmões. É tão natural!

A seguinte frase tem circulado, ultimamente, pela internet: “Se sua compaixão não inclui a si mesmo, ela é incompleta” (desconheço o autor).

O termo autocompaixão ganhou uma conotação pejorativa, estando relacionado ao vitimismo, que é uma tendência em se fazer de vítima e assumir o lugar de coitadinho.

Entretanto, compaixão é um sentimento benévolo (que deseja bem, que mostra boa vontade, que traz benefícios ou coisas agradáveis) e pode sim ser sentida por você, para com você mesmo, quando estiver diante de um desacerto.

Consulte por um momento suas emoções.

O que faria você sentir-se melhor: ser tratado com julgamento e punição ou com compaixão e aceitação amorosa?

Como você tem se tratado todo dia?

Quando nos olhamos com compaixão, fica mais fácil exercitar o autoperdão, entendendo que estamos em constante movimento de aprimoramento.

Autoperdão
Autoperdão

Os erros ensinam preciosas lições que contribuem para você se superar, crescer e se tornar uma pessoa mais madura.

Além disso, como disse Carl Rogers, em seu livro Tornar-se Pessoa, “O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como eu sou, então eu mudo”.

A mudança que desejamos não vem com autocrítica e autopunição, vem a partir da aceitação que requer o autoperdão.

O que acha de começar a exercitar?

Diante de situações em que se acusaria duramente, respire fundo e repita para você: E me aceito e me perdoo.

Repita isso até sentir que a culpa parou de te atormentar.

Tente! E, se desejar, me conte como se sentiu.

Recomendo que você leia também: Diálogo Interno: Conheça o Anjinho e o Diabinho Que Existem em Você!

Até Breve!

Marina

Marina Queiroz é psicóloga (CRP 03/12231) e está se especializando em Neuropsicologia. 

Atua nas cidades Feira de Santana e Serrinha, na Bahia, com atendimento clínico de crianças, adolescentes, adultos e casais.

Marina acredita que todo ser humano tem em si um potencial inato, uma tendência ao autodesenvolvimento.

E que o autoconhecimento é a chave que desbloqueia este potencial, trazendo plena qualidade de vida e realização. O autoconhecimento proporciona o florescimento da Pessoa.

Contato: marina.queiroz@tempodeflorescer.com.br.

Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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