Autoestima e Felicidade: Um Grande Encontro de Amor

Autoestima e Felicidade: Um Grande Encontro de Amor

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Autoestima e Felicidade

DA FELICIDADE

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!

Mario Quintana

A felicidade deixa a gente sem assunto, diz Marla de Queiroz em um de seus textos belíssimos sobre felicidade.

E por falar em Marla, ontem tive a possibilidade de conhece-la pessoalmente e também Zack Magiese, dois autores brasileiros que muito admiro, em uma roda de conversa sobre literatura, escrita, arte e vida.

A propósito este encontro me possibilitou elevar meu estado de felicidade, e por que não, minha autoestima. Autoestima e Felicidade

Mas Suzane, você vez ou outra e outra em vez fala da importância de nutrirmos nossa autoestima através de nós mesmos, das nossas escolhas, de nossa história de vida.

Pois bem, digo isso mesmo meus caros, mas acredito também que nossa autoestima possa ser construída e edificada através de grandes e bons encontros que a vida pode nos proporcionar.

E como diria Vinícius de Morais, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

E nesses valiosos encontros a qual nos lançamos, fortalecemos nossa própria identidade, autoestima e de quebra elevamos nosso nível de felicidade. 

Essas doses de alegria sempre me foram caras nos atravessamentos que eu tracei em minha jornada com os livros.

Sempre tive minha dose de serotonina elevada quando conseguia me entregar à Machado de Assis, sempre tive minhas angústias aliviadas lendo Clarice Lispector, por mais que sua escrita fosse naturalmente densa, ali entendia que não estava sozinha, que meus sentimentos humanos, demasiadamente humanos, como diria Friedrich Nietzsche, encontrava um espelhamento de alguém que sentia como eu sentia.

E nessa jornada de sentir, encontrei-me novamente com alguém que “falava minha língua” e me reportava a não-solidão dos que sentem demais.

Desejo coragem para quem nasceu pra sentir demais. Discorria-me novamente Marla sobre questões existenciais e a dor de existir.

Mas o assunto aqui é felicidade e autoestima, por que falar de dor? Autoestima e Felicidade

Acredito que quem sente muito busca muito também essa tal felicidade, afinal há que existir sentido melhor para nossa existência do que nos sentirmos bem com nós mesmos?

Particularmente ainda não encontrei estado de espírito melhor que sentir-se realizado.

Até mesmo a paz sem felicidade não é bom sentimento para se ter por muito tempo. Autoestima e Felicidade

Paz sem felicidade traz apatia. E felicidade sem paz gera euforia. Apatia e euforia, extremos de grande periculosidade.

A felicidade se acha em horinhas de descuido diria o grande Guimarães Rosa.

Sim, naquele encontro inesperado, no cafezinho compartilhado com a família reunida em uma mesa no quintal, no observar de uma árvore florida na praça que você passa a caminho do seu trabalho, no barulhinho dos passarinhos entrando em sua casa enquanto você escreve um texto e sente-se feliz.

A alegria se dá quando você bebe um copo d´água para saciar sua sede, quando recebe um abraço afetuoso ou uma ligação de alguém distante.

Porém há outras formas de felicidade, as quais podem gerar uma elevação em nossa autoestima.

Essa felicidade está ligada às nossas realizações pessoais, ou quando conseguimos realizar um grande feito de algo que talvez tenha sido difícil para nós, ou quando começamos a colher os frutos do nosso trabalho, e até quando realizamos nossos sonhos.

Acredito sim que há muitas formas de atingir este estado de felicidade, sim felicidade é um estado, assim como nossa autoestima.

Autoestima e Felicidade Existe dentro de nós, é subjetivo, cada um as encontra de uma maneira, mas é também de nossa responsabilidade.

Autoestima e Felicidade

Autoestima e felicidade também é nossa responsabilidade!

E sim, nós podemos e devemos ser felizes. A felicidade contagia, é alegria, é leveza, é amor. Tão bom quando lutamos por ela e quando em descuido também a encontramos.

E ela está ali e sempre esteve dentro de nós.

Esse papo tão bom sobre felicidade, autoestima ao encontro desses autores que tanto admiro me remeteu a um filme estadunidense de 2012 cujo título em português é O lado bom da vida.

Assisti a esse filme logo depois que casei e estava redescobrindo novas formas de viver um relacionamento, afinal a vida de casada é bemmmm diferente da vida de um casal em um namoro.

Enfim, o filme retrata dois protagonistas que passam por problemas emocionais muito fortes e neste determinado momento da vida se encontram.

O mais interessante na relação desta dupla vivida pelos atores Bradley Cooper e Jennifer Lawrence é que apesar da depressão, de perdas significativas e de estados subjetivos muitas vezes angustiantes, eles demonstram uma grande vontade de viver com confiança, de acreditar em uma nova chance na vida, além do humor que permeia o filme.

Se quiser encher-se de esperança e entusiasmo veja este filme!

Pat, o protagonista, é cheio de vida como aqueles que sentem demais, e por isso transborda.  E há quem diga que o livro é incrível, fica a dica.

Autoestima e Felicidade E quando estamos felizes não encontramos um grande amor em nós mesmos? 

Ah como é bom estarmos enamorados por nossa vida, nossas escolhas, nossos caminhos, sonhos, projetos.

Como é bom este estado de felicidade.

Mas sei o quanto em alguns momentos é difícil nutrir nossa felicidade e autoestima, quanto algo que em alguns momentos é tão natural em outros parece um pesadelo sem ter fim.

E o que gera felicidade para uns pode gerar angústia e aflição para outros.

Neste momento busque ajuda.

Aos que nasceram para sentir demais a arteterapia auxilia muito em seus recursos, em linguagens que vão para além da palavra falada.

E para aqueles que precisam se expressar pela linguagem a psicoterapia ampara em uma escuta atenta e intervenções pontuais.

Cuide-se e resgate o belo que existe em Si, em um belo encontro que pode existir.

E nesses belos encontros que a vida nos proporciona, retomo a Zack Magiese que fala do melhor encontro em um de seus textos: Para viver um amor transbordante, esteja cheio de amor-próprio.

Sim, o amor-próprio é um grande encontro entre a boa autoestima e estado de felicidade.

Ame-se e transborde! Autoestima e Felicidade

Com amor e gratidão, Suzane Guedes.

Recomendo que você leia também: Em Meio ao Caos: é Possível Ter Autoestima e Vivenciá-la?

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Suzane Guedes é Psicóloga (CRP 05/42766), Especialista em Psicologia e Desenvolvimento Humano – UFJF, Arteterapeuta clínica de formação junguiana – POMAR-RJ.

Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Três Rios-RJ com atendimento clínico à crianças, jovens e adultos; ministra grupos e oficinas terapêuticas.

Contatos profissionais:

olharparasi@gmail.com

(21)96985-4954 

Instagram: @olharparasi

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